Delirious

O dia mal amanhecera e um sonserino acordara bastante animado após uma bela noite de sono tranqüilo e cheia de sonhos agradáveis. Depois de muito pensar nas últimas ocasiões que desfrutara da companhia arredia de Alexis e no episódio esquisito em que Arwen lhe diserra algumas coisas interessantes, ele não tinha dúvidas sobre os sentimentos dela em relação a ele. O garoto tentara todas as abordagens menos diretas possíveis, ao seu ver. Então, naquela manhã, ele se levantou resoluto: poria as cartas na mesa na primeira oportunidade. Se não houvesse a tal oportunidade, ele criaria uma. Não era possível que a grifinória marota ficasse a correr de seus encantos eternamente. Daryl planejou tudo maquiavelicamente em sua cabecinha enquanto se preparava para as aulas: assim que a encontrasse, ele a convidaria para um passeio e abordaria o assunto de forma bem direta. Infelizmente para ele, sua turma não partilharia nenhuma aula com a casa dos leões naquele dia, mas a hora do jantar era certeira. Só teria que esperar algumas horas e seu pequeno dilema sentimental estaria resolvido.

Assim, se sentindo bastante empolgado e convencido de que aquele seria o dia D, ele saiu de seu dormitório se pavoneando casa afora, rumo ao longo dia que o separava de seu intento. Logo mais à noite, a tigresa dos olhos de âmbar estaria nos seus braços, com toda certeza.

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Depois de um dia cheio, Alexis e Arwen se dirigiram ao grande salão. As duas se acomodaram sem cerimônia alguma na mesa corvinal, uma de cada lado de Dani Lupin, que engolia, às pressas, o prato magro que preparara.

– Eita, come devagar senão você vai ter um treco, Lobinha! – Arwen disse, dando tapinhas amistosos nas costas da amiga lupina – Parece que vai tirar o Lupão da forca!

– Nhoitomcumphressa! – Dani tentou responder, mastigando rápido, com a boca cheia.

– Tradução: “eu sou um ovo verde pelado”… é, faz sentido. E um bom nome de banda! – Alexis se divertia tentando contar as garfadas rápidas da garota.

Mal acabara de resmungar qualquer coisa ininteligível para as amigas, e a pequena corvinal se levantou rapidamente, juntando seus pertences e engolindo já de pé, um último gole do seu suco de abóbora.

– Bom, preciso ir, meninas. Daqui a pouco começa a prova de seleção para monitor de poções. Vejo vocês mais tarde!

E a marota apressada saiu às carreiras da mesa, deixando as amigas grifinórias para trás. Sem ter mais o que fazer na mesa dos corvos, mas não sem Arwen dar uma espiada a procura de corvinais cabeludos amigos (e não encontrando o que procurava), as duas meninas voltaram com o rabo entre as pernas para sua mesa de origem, encontrando Chris Storm já no segundo prato do jantar. Elas se acomodaram e começaram a se servir.

– Mas vou te falar uma coisa, só a Lobinha para inventar essa de monitoria de Poções. – Arwen resmungou enquanto mastigava um pedaço de batata – Que idéia, já não basta passar todas as horas obrigatórias da semana com o morcegão e ainda quer encarar o emprego de capacho dele!

– E sabe o que mais? A gente conhece a cabeçuda, a danada é inteligente pra caramba, óbvio que ela vai conseguir essa vaga. E aí, preparem-se para a encrenca, marotada, Snape nunca mais vai sair da nossa cola! – Alexis concluiu sabiamente.

Continua…

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