Monitoria de Poções – parte 3 – Dani Lupin vai à luta

Daniela Lupin seguiu apressada pelos corredores iluminados apenas por alguns archotes flamejantes, em direção às masmorras do professor Snape. Ela, anteriormente bastante segura de si, começava a sentir uma pontinha de ansiedade. Afinal, ela não era uma das alunas mais queridas do amado idolatrado salve salve mestre das Poções. Ainda assim, continuou caminhando rumo ao seu objetivo, chegando finalmente às portas da sala de aula. Ela deu um suspiro profundo e as abriu. Não estava atrasada, mas tinha consciência de que estava chegando em cima do horário marcado. Um pequeno mar de cabeças se virou em sua direção. Todos os candidatos já estavam a postos aguardando a chegada do professor. Todos, sem exceção, eram da Sonserina.

Dani se dirigiu de maneira bem altiva rumo à uma carteira livre na primeira fileira, bem defronte à mesa do professor. No trajeto, ela pode notar os olhares curiosos de alguns candidatos. Outros a observavam com um sorriso escancarado de deboche, e alguns ainda, a encaravam com visível ar de contrariedade pela audácia da corvinal, por ela se candidatar a um cargo que deveria ser de um deles por direito. Lupin deu de ombros, ignorando as reações dos concorrentes, tomando finalmente o seu assento. Não tardou muito e ela sentiu uma bolinha de papel lhe atingir a cabeça. Virou-se para trás para ver quem fora o retardado que implicara com ela, e ouviu uns risinhos irritantes.

– Mas é muita audácia da filha postiça do lobisomem aparecer por aqui, não? – uma garota ria abertamente, enquanto apontava para a marota. Os outros caíram na gargalhada.

A marota Avoada tentou se controlar, não daria motivos para que Snape a descartasse mesmo antes de começar a prova. Respirou fundo mais uma vez e virou-se para frente, encarando a lousa negra, enquanto o restante da turma se esvaía em risadas sarcásticas, fazendo comentários maldosos sobre ela. “Quem ri por último, ri melhor”, ela pensou. Tão logo tivesse oportunidade, ela daria um jeito de ir à forra. Naquele momento, entretanto, ela só queria se concentrar no exame que estava por vir.

– Silêncio, por favor. Somente penas e tintas sobre a mesa.

A voz feminina austera e autoritária ecoou nas masmorras. Os sonserinos viraram-se assombrados para se certificar de que não se tratava de uma pegadinha. Dani, porém, sorriu satisfeita. Encarou sorrindo a professora de Transfiguração, que tomava posse temporária da escrivaninha do morcegão, sentando-se diante da turma.

– Boa noite. O professor Snape precisou se ausentar e fiquei encarregada de ministrar o teste de monitoria para os senhores. A prova será dividida em duas etapas, a primeira será a avaliação teórica e em seguida, teremos uma breve prova prática. Já sabem o comportamento que espero dos senhores, portanto concentrem-se e boa sorte.

Dani Lupin sorria sem esconder nenhum dente. As coisas começavam a se movimentar a seu favor mesmo antes que ela pensasse em que azaração usar contra aquela cambada de despeitados. Silenciosamente, ela agradecia a Merlin, Morgana, Circe e a todos os grandes bruxos das grandes eras históricas, por interceder a seu favor. Esfregando as mãos uma na outra, ela recebeu seu pergaminho, se debruçou sobre ele e começou a responder avidamente as questões.

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