Ofanato Penning Side, Londres, 30 de Maio de 1989.

Martin Christopher White consultou o relógio pela décima vez aquela manhã. Dez horas e quarenta e cinco minutos. Ele já estava esperando a mais de meia hora. Como era possível que demorassem tanto para atender uma pessoa naquele estabelecimento. Ele ainda tinha um milhão de coisas para fazer naquele dia. Ainda tinha que passar no apotecário do Beco Diagonal para comprar alguns tubos de ensaio, recipientes de lacre mágico e ingredientes para uma nova poção. Martin estava tentando desenvolver uma nova espécie de “gnomicida” para dar um jeito nos gnomos que vinham destruindo seu jardim.

Ele queria obter uma solução que afastasse os diabinhos de seu jardim, sem fazer-lhes mal. Contudo, o máximo que conseguira até o momento era uma gosma grudenta que, a principio, mantinha os gnomos presos ao chão. Como eram criaturinhas muito espertas, não só descobriram um jeito de desgrudar-se da meleca pegajosa, como também desenvolveram um jogo, onde formavam bolotas de meleca e atiravam de volta no bruxo. Martin desconfiava que o gnomo que conseguisse acertar seu nariz ganhava o jogo.

De repente, a porta da sala de espera se abriu e uma mulher de meia idade, morena, com o cabelo preso bem firme em um coque adiantou-se, pigarreando. Ela usava roupas formais – uma saia cor bege, com cardigã creme e sapatos pretos de salto alto. Tinha uma expressão de poucos amigos.

– Sr. White? – disse ela.

– Sim. – ele respondeu.

– Meu nome é Miranda McCallister. O senhor poderia me acompanhar, por favor?

Sem pestanejar, Martin levantou-se e caminhou até a porta por onde a mulher havia acabado de sair. A porta levava à uma pequena sala, onde havia duas poltronas giratórias transpostas por uma mesa. Fechando a porta logo após a entrada de Martin, a mulher gesticulou para que ele se sentasse. Em seguida, caminhou até a outra extremidade da mesa e sentou-se também. Atrás dela, uma imensa estante, abarrotada de livros, tomava toda a extensão da parede. Miranda continuava em silêncio, com uma expressão de poucos amigos. Martin pensou que aquela mulher deveria ser a diretora do estabelecimento. Um pouco nervoso, ele não parava de esfregar as palmas das mãos suadas na superfície da calça jeans. Miranda parecia ocupada com uma pequena pilha de papéis sobre a mesa, que ela analisava minuciosamente.

– O senhor sabe por que está aqui, Sr. White? – ela perguntou, sem tirar os olhos dos papéis.

– Não, senhora.

O “aqui” a que a Miranda se referia era o tal estabelecimento, isto é, o Orfanato Penning Side, em Londres. A que Martin tivesse conhecimento, ele jamais encaminhara qualquer solicitação de adoção ao orfanato, e tão pouco conhecia qualquer pessoa que trabalhasse naquele lugar. Fora uma surpresa e tanto receber a intimação judicial que exigia que Martin comparecesse ao Orfanato o mais breve possível, para tratar de assunto de seu interesse, como dizia a carta. E ali estava ele, agora, completamente desconfortável diante daquele mulher de aparência ranzinza e severa, sem ter a menor ideia do que o aguardava.

– O senhor tem irmãos, Sr. White?

– Tenho um irmão, sim.

– Thomas John White, não é isso?

– Correto.

A menção do nome do irmão o incomodou um pouco, mas Miranda não pareceu perceber.

– Muito bem. – ela continuou – E a quanto tempo tempo o senhor não vê seu irmão, Sr. White?

Martin não respondeu. Ele sabia exatamente quando fora a última vez que vira o irmão. Foi no final de Agosto de 1983, durante um jantar em família. Todos comiam em silêncio, como se tivessem acabado de voltar do enterro de um ente querido. E Martin sabia que era assim que seus pais haviam passado a pensar nele, como um filho morto, desde que recebera a carta – aquela maldita carta – aos onze anos de idade. A carta que o convidava a ingressar na instituição mágica de ensino mais prestigiada do Reino Unido, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Para qualquer um que tivesse o mínimo de bom senso e a mente livre das amarras do preconceito, a descoberta de uma criança excepcional seria uma grande alegria. Mas para os White, conservadores e religiosos, aquilo era uma abominação, o mesmo que saber que o filho fora diagnosticado com uma doença contagiosa mortal. Martin ainda se lembrava do dia em que um homem com roupas exóticas chegara a sua casa para conversar com os White sobre a Escola de Magia. Lembrava-se perfeitamente de como os pais reagiram, o olhar de repulsa que lançaram ao homem e como o trataram.

O único que não o julgou mal fora Thomas, seu irmão mais novo. Para ele aquele garotinho de 8 anos, ter um irmão bruxo era tão fantástico quanto descobrir um tesouro enterrado no fundo do quintal. E, quando Martin decidiu seguir com o estranho para a tal escola de magia, foi entre as lágrimas de Thomas que o pai, John White, expulsou o filho mais velho de casa, negando a Martin o direito de regressar ao lar no fim do período letivo. E como se já não bastasse, John ainda deixara claro que não iria contribuir com uma única moeda para sustentar aquela abominação. O estranho, que mais tarde revelou-se professor de Hogwarts, garantiu aos pais – e, em especial, ao pequeno Martin – que não se preocupassem, afinal, a escola tinha um fundo de apoio monetário justamente para auxiliar alunos em situações como aquela.

E assim, Martin despediu-se do irmão mais novo e da mãe, que não dissera uma única palavra durante todo o episódio. Mas Martin não guardava mágoas em seu coração, pois sabia que sua mãe havia sido educada a obedecer o marido e segui-lo de toda e qualquer forma. Mas ele lamentou profundamente o fato de não poder mais ver o irmão e, por um instante, quase vacilou em sua decisão de seguir em frente, mas algo em seu coração lhe dizia que aquela a decisão certa e que mais tarde, de alguma forma, o destino se encarregaria de unir os caminhos dele e do irmão uma outra vez.

Por diversas vezes, Martin buscou retomar os laços com sua família. Escreveu inúmeras cartas ao irmãos novo e à mãe. Algumas vezes, até escrevera ao pai, também, contando-lhes como era o mundo novo que ele havia descoberto e, sobretudo, sobre a falta que sentia de casa, de estar com sua família, mas jamais obteve resposta. A escola não permitia a presença de alunos durante o período de férias e, por isso, Martin acabou indo morar com um de seus professores – o mesmo que lhe entregara a carta de Hogwarts e lhe contara sobre sua verdadeira condição. E quando tentou voltar para a casa de seus pais, descobriu com choque e tristeza que os White haviam se mudado para longe, sem deixar qualquer informação sobre seu paradeiro, na esperança de que o filho “morto” jamais viesse assombrá-los. Martin nunca mais viu o irmão, ou a mãe, e tão pouco o pai.

– Alguns anos, pra dizer a verdade. – ele respondeu, por fim.

– Entendo.

Mirando pareceu considerar a informação por um breve instante, antes de prosseguir. Ela levou os olhos aos papel e, respirando profundamente, como se tomasse uma decisão ergueu os olhos para o homem à sua frente.

– A questão, Sr. White, é o que o seu irmão está morto.

Por um breve segundo, o coração de Martin parou. Mas aquele segundou pareceu se estender por uma vida, a vida que ele nunca teve ao lado do irmão. Como em um encantamento, todas as lembranças que ele tinha de Thomas vieram à sua memória. Os passeios de bicicleta, os acampamentos de verão na floresta, a ocasião em que o pai lhe ensinara a pescar. E Martin pensou em tudo o que perdeu ao fazer sua escolha, em tudo o que deixara para trás. Não vira Thomas crescer, não vira o homem que ele havia se tornado e o que havia conquistado na vida. E agora, através de uma completa estranha, Martin descobria que jamais teria a chance de recuperar esse tempo. Surpreendeu-se ao constatar as lágrimas escorrendo por seu rosto. Era como se seu coração estivesse, de repente, sem um pedaço.

– Ele faleceu há cerca de três anos. – continuou Miranda, estendo um envelope à Martin – O avião em que ele e a esposa viajavam caiu durante uma intensa tempestade. Eu lamento informar, mas o corpo nunca foi encontrado.

Então Thomas tinha uma esposa. Havia se casado. Quanto da vida do irmão querido Martin havia perdido?

Ainda em choque, Martin vislumbrava a manchete de um jornal trouxa, onde os destroços de um avião podiam ser vistos em uma densa floresta. Logo abaixo, as fotos dos que haviam morrido no acidente. Martin não demorou para reconhecer, com olhos marejados, as feições de um homem de olhos azuis e cabelos castanhos, bem parecido com seu pai. Ao seu lado, uma belíssima mulher de olhos castanhos e um sorriso alegre. A legenda logo abaixo dizia “os renomados pesquisadores Thomas e Susan White.”

Sem aguentar olhar por mais tempo, Martin devolveu o jornal à Miranda e, fungando profundamente, enxugou os olhos com as costas das mãos. Ele evitou encarar a mulher a sua frente por alguns segundos, permanecendo em silêncio, como se tentasse se anestesiar de toda aquela dor repentina antes de seguir em frente.

– Sr. White – ela continuou – Eu não pedi que o chamassem aqui apenas para comunicar sobre esse triste incidente.

Por um segundo, Martin pareceu surpreso. Ergueu os olhos para Miranda, sentindo que suas sobrancelhas arqueavam-se.

– Acontece que seu irmão tem um filho.

Martin endireitou-se na cadeira, inclinando o corpo para frente, como se estivesse se esforçando para ouvir o que Miranda dizia. De repente, toda aquela conversa começava a fazer sentido.

– O nome dele é Henry e, atualmente, tem seis anos de idade. – Miranda continuou – Ele está sob nossos cuidados desde os três anos de idade, quando o acidente aconteceu. Na ocasião, não sabíamos da existência de qualquer parente vivo que pudesse assumir a guarda do garoto. Foi somente depois de muita procura que finalmente obtivemos informação sobre o seu parentesco com Thomas White.

– Eu… Eu não sabia que Thomas havia tido um filho – foi o que Martin conseguiu responder.

Por alguns segundos, Miranda permaneceu em silêncio, apenas observando. Era como se ela estivesse dando um tempo para que a mente daquele homem encaixasse as peças de toda aquela trama, até que ele mesmo se conduzisse ao final.

– Sr. White, nossa missão nesta instituição não é apenas amparar para crianças e jovens órfãos, mas garantir que eles venham a ter uma família, um lar que possam vir a reconhecer como seu.

– Sim, eu entendo. – ele respondeu.

– Então – ela continuou, colocando cada palavra cuidadosamente – o senhor compreende por quê eu pedi que o chamassem aqui, hoje?

Era óbvio. Se o garoto não tinha mais nenhum outro parente vivo que pudesse assumir sua guarda, e de repente eles encontravam um irmão perdido do pai do menino…

– Sim, senhora.

– Muito bem. – ela consentiu.

Miranda folheou os papéis que mantinha em mãos e, tirando do meio deles uma pequena fotografia, estendeu-a à Martin, que a tomou em mãos. Era impressionante como o garoto se parecida com Thomas, exceto pelos olhos, que eram iguais aos de Susan. Tinha o mesmo sorriso caloroso e gentil que Martin vira na fotografia dela, no jornal. Ele ficou encarando a foto pelo que pareceu um longo momento, e se surpreendeu não com as novas lágrimas que escorriam por seu rosto, mas pelo sorriso que havia brotado em seus lábios.

– O senhor gostaria de conhecê-lo? – Miranda perguntou.

– Sim, por favor.

– Acompanhe-me, por favor.

Miranda McCallister levantou-se e, adiantando-se, abriu a porta para que o homem a acompanhasse. Os dois voltaram pela sala de espera, tão vazia como quando Martin ali estivera esperando. Passaram um vasto corredor com janelas amplas, que davam visão ao pátio central do orfanato, onde uma duzia de crianças corria e brincava. Aproximando-se, Miranda e Martin pararam a certa distância dos pequenos.

– Henry, querido. – ela chamou, a voz de repente bem mais gentil e atenciosa do que minutos antes – Venha até aqui, por favor.

Ao ouvir seu nome, o garoto largou a bola com a qual vinha se divertindo com alguns amiguinhos e correu ao encontro da diretora.

– Henry, eu gostaria que você conhecesse o Sr. White.

– Olá, Sr. White. – ele respondeu, sorrindo para o homem.

Martin não conseguiu dizer absolutamente nada. Apenas caiu de joelhos diante do garoto e, tomando-o em seus braços, abraçou-o de tal forma que pode sentir o o coraçãozinho do menino batendo rápido de encontro ao seu peito. Um pouco tímido, Henry deixou que os bracinhos retribuíssem o gesto. E finalmente, depois daquele primeiro contato, Martin o soltou de leve, colocando as mãos em seus ombros e olhando fixo em seus olhos. Por um breve segundo, foi como se estivesse olhando para Thomas – o irmão que ele havia perdido.

– Você pode me chamar de Martin.

Henry sorriu, e foi como se um raio de sol atravessa seu rosto de encontro à Martin. Ele ainda não fazia ideia de quem era aquele desconhecido, que o abraçara de forma tão calorosa. Mas algo em seu coração lhe dizia que era um homem bom, alguém em quem ele poderia confiar, alguém que o levaria para casa e o ajudaria a encontrar seu lugar no mundo. Quanto a Martin, depois de tantos anos, ele sentiu que finalmente seu coração havia recuperado o pedaço perdido. E dessa vez, ele se encarregaria de fazer todas as escolhas certas, para que aquele pedacinho de seu passado jamais se perdesse outra vez, mas que florescesse sempre, daquele dia em diante.

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Prova surpresa de História da Magia

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS

HISTÓRIA DA MAGIA

PROFESSOR CUTHBERT BINNS

ALUNO: Henry Thomas White

ANO: 4º ano CASA: Lufa-Lufa

 

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA EXTRAORDINÁRIA

COM BASE NO CONTEÚDO JÁ MINISTRADO DURANTE O PERÍODO LETIVO, REDIJA UMA BREVE DISSERTAÇÃO PARA CADA UMA DAS SEGUINTES QUESTÕES ATENDO-SE AO EMBASAMENTO TEÓRICO COERENTE.

 

  1. EM QUAIS CIRCUNSTÂNCIAS SE DEU A GUERRA DOS GIGANTES, NO SÉCULO XIV?

Cara, na boa… Gigantes?! Sério mesmo?! Eu nunca vi um em toda a minha vida. Não sei se o guarda-caças da escola conta como um, mas é a coisa mais próxima de um gigante que eu já vi, pelo menos. Não… quer saber? Acho que o traseiro da Dorothy Kirk, da Sonserina, é a coisa mais próxima de um gigante por aqui. Já viu como é enorme?! Acho que cabe metade do campo de Quadribol ali. Ops, quero dizer…

A guerra dos gigantes foi, sem dúvida, um dos acontecimentos mais importantes de toda a História da Magia. Tudo aconteceu porque… bem, porque tinha que acontecer, não é mesmo?! Quero dizer… são gigantes, não são criaturas muito inteligentes, logo é de se esperar que comecem guerras entre si. Pra dizer a verdade, eu nem sei se eles sabem falar, quanto mais começar guerras. Vai ver foi por isso mesmo que eles travavam batalhas sanguinárias entre si, por não conseguirem entender uns aos outros. Essa guerra em especial, por exemplo. Deve ter acontecido porque… porque… um dos lados era bom e o outro era mal, simples assim! Ah, eu não sei! Vai ver, os gigantes não conseguiam decidir quem gostava de vermelho e quem gostava de azul, quem sabe. E aí, de repente, os gigantes do Norte fizeram uma aliança com o Trasgos do Oeste e pediram a ajuda deles na Grande Guerra – que deveria se chamar assim porque os soldados deveriam ser enormes e o campo de batalha ainda maior.

Mas acontece que tudo tem um começo e, se começa, um dia acaba e eu tenho pena de vocês os gigantes que gostavam de azul provavelmente perderam para os gigantes que gostavam de vermelho. E dessa forma, o azul passou a ser a cor predominante nas vestes gigânticas. Digo… o vermelho. VERMELHO! E então… eu não sei… No século XV, um tal de Valentino conseguiu, graças ao seu desfile de Primavera, reinventar o azul turquesa, que acabou se tornando a cor oficial da realeza gigante da época. E é isso. AZUL! :)

 

  1. DISCORRA SOBRE A REVOLUÇÃO DOS DUENDES E O TRATADO DE PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE BRUXA.

Não sei muita coisa sobre duendes. Só o que eu sei é que não são criaturas muito amigáveis. Quero dizer… sabe quando você vai ao Gringotes retirar seus galeões para comprar livros, e varinhas e sapos e camisinhas e você se depara com eles ali, te olhando com aqueles olhinhos miúdos que mais lembram besouros? Cara, é assustador! Acho que se eu encontrar um bicho-papão algum dia, ele com certeza vai virar um desses duendes pra mim.

Ah, sim! A revolução dos duendes, claro, claro. Bom, esses caras não gostam muito dos bruxos, isso é fato. Mas eles são os manjadores do ouro, saca? Então alguém, em algum lugar, deve ter pensado: “Por que a gente não cria um banco pra guardar todo nosso ouro e coloca esses debilóides duendes pra tomar conta? É o negócio deles, ninguém consegue fazer melhor. E aí, a gente arranja uma ocupação útil para esses caras, eles ficam fazendo parte da nossa sociedade e… TCHÃ-RAN! Todo mundo feliz, todo mundo amiguinho, tudo certo!”, o que na minha opinião foi uma ótima ideia. Mas sério, eles podiam ser um pouquinho menos carrancudos, não? Juro que tenho medo ir no Gringotes e acabar sendo mordido por um daqueles demônios mirins, dér-mê-livre!

 

  1. QUAL FOI A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DESEMPENHADO POR GWENDOLIN, A CICLOPE, NA BATALHA DO VALE ROCHOSO, NO SÉCULO XII?

Batalha do Vale Rochoso… Oh meu Merlin, não sei nada sobre isso!!! Será que consigo colar consultar a prova da Granger? Não sei como ela consegue escrever tanto… Digo, a Batalha do Vale Rochoso foi… foi… mais um acontecimento majestoso para a História da Magia, principalmente porque envolveu a participação de ciclopes. Sim, ciclopes. Vários deles, na verdade; aquelas criaturas gigantescas com um único olho no meio da cara que… que… dispara raios vermelhos de calor que podem pulverizar qualquer coisa.

É por isso que o Professor Xavier Dumbledore recrutou os ciclopes para formar um esquadrão especial. Junto com as Tempestade  ninfas dos raios e travões, Wolverine os lobos com esqueleto de aço e Lince Negra gatos que atravessavam paredes, Dumbledore fundou o grupo conhecido X-men W-izards, onde treinava criaturas com poderes extraordinários para proteger a sociedade bruxa. Só que havia uma força de oposição: Voldeneto, o grande vilão controlador de metal cobras. Ele acreditava que a sociedade deveria ser composta apenas por mutantes criaturas extraordinárias, e bruxos comuns deveriam ser extintos da face da Terra.

Então, o professor Dumbledore e o W-izards travaram uma intensa batalha, que causou muitas perdas para ambos os lados. Até que os ciclopes contaram com a ajuda de Jim Gray Gwendolin, uma ciclope que tinha poderes telecinéticos. Ninguém sabia, mas ela guardava o poder da Fênix chama do dragão de sete cabeças dentro de si, e quando ela finalmente libertou esse poder, ela ajudou os W-izards a derrotar Voldeneto e seu exercíto de um homem só. Mas infelizmente, Gwendolin acabou morrendo nesse processo, deixando o Ciclope e o Wolverine chupando dedo… ops, quero dizer, deixando os W-izards desfalcados. Bom, mas pelo menos eles venceram a batalha, não é mesmo? O que uma ruiva não faz, minha gente.

 

  1. DENTRE AS PERSONALIDADES JÁ ESTUDADAS DURANTE AULAS ANTERIORES, DESTAQUE E DISSERTE A RESPEITO DA MAIS IMPORTANTE, NA SUA OPINIÃO.

Olha, tem muita gente desinteressante dentre as muitas personalidades já estudadas até aqui, mas se eu tivesse que escolher um cara realmente maneiro pra falar, seria o Nick Quase-sem-Cabeça. Na real, não é só porque ele é o fantasma da Grifinória, não. O cara é irado, super gente boa! Quero dizer, ele tá sempre por aí, assombrando os corredores como quem não quer nada. E quando a gente passa por ele, sempre nos dá bom dia e tal. Acho isso muito gentil. Teve até uma vez em que ele até me ajudou a achar o caminho até a aula de Aritmancia, e olha que eu nem sou aluno da Grifinória. Mas também com uma aula chata como aquela a gente tem mais é que se perder e chegar atrasado mesmo.

Eu só fico com pena porque ninguém deixa o cara realizar o grande sonho dele, que é ir nessa tal Caçada dos Sem-Cabeça. Todo ano eles recusam o pedido do Sir Nicolas em participar. Poxa, o cara só não foi completamente decapitado por… sei lá, cinco centímetros de pele?! E isso é realmente tão relevante assim? Eu penso que não.

Então acho que isso. Devo ter escrito uma ou outra irrelevância, mas conto com a sua compreensão professor. Grande abraço.

 

PS: Ah, eu não colei da Granger, pode ficar tranquilo. ;)

Henry Thomas White

Henry Thomas White nasceu em 30 de Maio de 1980, em Londres, Inglaterra. Filho de Thomas e Susan White, dois renomados pesquisadores trouxas, o menino não apresentava, à princípio, qualquer indício de sangue mágico. Ainda que fosse diferente, seus pais dificilmente teriam notado, já que passavam a maior parte do tempo viajando por causa do trabalho. E foi em uma dessas viagens que uma tragédia aconteceu. O avião em que Thomas e Susan seguiam de volta a Londres caiu durante uma intensa tempestade. Os dois foram dados como mortos, uma vez que a polícia não conseguiu encontrar os corpos entre os destroços. Henry – que tinha, então, apenas três anos – foi entregue aos cuidados do orfanato Penning Side, em Londres, enquanto a polícia tentava, sem sucesso, encontrar algum outro parente vivo que pudesse tomar conta do garoto. E lá ele permaneceu durante alguns anos, sendo educado, vestido e alimentado pelas gentis senhoras que tomavam conta do orfanato.

Quando o menino completou seis anos de idade, uma luminosa notícia chegou ao orfanato. Ao que parece, o pai de Henry tinha um irmão distante, cujo paradeiro havia finalmente sido identificado após intensa busca. Martin White, um homem excêntrico, porém gentil morava sozinho em um velho casarão. Há muito não tinha notícias do irmão, e tão pouco sabia da existência do sobrinho. Quando soube que o garoto estava em um orfanato, Martin ofereceu-se prontamente para adotá-lo.

Marvin White, tio de Henry.

E assim, aos seis anos de idade, Henry passou a morar com seu tio no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra. O casarão era bastante velho e mal-cuidado e, para outras crianças, talvez tivesse mesmo um aspecto bastante assustador, mas não para o pequeno Henry. Acostumado à simplicidade, ele estava feliz demais por finalmente ter um lar, uma casa que pudesse chamar de sua, e pouco importava se o casarão mais parecia uma mansão abandonada.

A casa de Marvin, onde Henry passou a morar.

Foi nessa época que Henry descobriu um importante fato sobre o tio e, consequentemente, sobre si mesmo. O garoto não tinha exatamente ideia do que o tio fazia o dia todo, só que passava muito tempo trancado na biblioteca, ou no sótão. Vez ou outra Henry se deparava com certas peculiaridades acontecendo dentro da casa, como louças que se lavavam sozinhas e vassouras que tiravam teias de aranha do topo dos armários. Havia ainda muitos objetos curiosos por toda a casa, como balanças de latão, caldeirões e frascos com essências fluorescentes. O jardim, então, era repleto de plantas exóticas, que Henry nunca tinha visto em lugar nenhum – algumas delas até pareciam se mover para receber melhor a luz do sol.

As outras crianças do bairro, com quem Henry tentou fazer amizade, costumavam fazer chacota do velho Martin, chamando-o de caduco e lunático. Mas a verdade, como Henry veio a descobrir, é que Martin era um feiticeiro, e até pertencia a uma importante ordem, junto com outros magos. Ouvindo o tio contar a própria história, Henry não ficou com medo, muito pelo contrário. Ali, naquele casarão cheio de magia e mistério, ele se sentia completo, como se finalmente tivesse encontrado seu lugar no mundo. Além disso, algo dentro do garoto lhe dizia que ele e o tio eram mais próximos do que ele podia imaginar.

A confirmação veio aos 11 anos, quando Henry recebeu uma carta que o convidava a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, a instituição mágica mais renomada da Europa, e onde o próprio Martin havia estudado. Martin então levou o sobrinho ao famoso Beco Diagonal, onde compraram toda a lista de material escolar, incluindo caldeirões, telescópios e varinha, tudo o que Henry iria precisar em seus primeiro ano letivo em Hogwarts.

E assim passaram-se três maravilhosos anos. Na cerimônia de seleção, o Chapéu Seletor enviou o pequeno Henry para Lufa-Lufa, onde ele fez alguns amigos, aprendeu alguns feitiços, poções e encantamentos. Agora com 14 anos, Henry está ingressando no que será seu Quarto Ano em Hogwarts. Ele tem certeza de que muitas aventuras o esperam, assim como novos feitiços e até novos desafios. Ele está ansioso, e espera se sair bem, mas ele sabe que, desde que esteja ao lado de seus amigos, qualquer desafio deixa de ser imbatível.