Elefante Dorminhoco

Acordei naquela manhã um pouco atordoada, provavelmente por causa de um certo sonho que teima em se repetir. Elefantes e sons, a cabeça gigante de uma estátua, atolada em uma lagoa. Eu sabia bem o que significava, mas não queria encarar as informações.

O dia correu bem, as aulas não foram muito emocionantes, nem os alunos intrigantes. Um dia banal qualquer.

Sentei-me na colina para observar o por do sol. Ultimamente tenho escolhido a solidão, a reflexão… A introspecção. Nada de falatórios ou lamúrias. Tenho estado tão cansada, e não dormir bem não tem ajudado muito.

O chocolate estava quente, me aquecendo nessas tardes frias de outono. Muito barulho a minha volta, pela ansiedade da chegada das delegações estrangeiras. Não posso dizer que estou muito interessada, mas entendo que pode ser uma oportunidade única em fazer novos contatos.

Prefiro esperar pelo Dia das Bruxas, adoro abóboras. São saborosas, tem cores vivas, e cheiro inebriante…

Marcus Santurys – Minas

Férias, Perfumes e Saddhus

Querida Alexis,

Preciso escrever rápido, a coruja que vai entregar essa carta ao correio bruxo local, está faminta! Obrigada pelas meias, são extremamente macias. Penso que serão muito úteis, sem falar, em confortáveis, no próximo inverno. Vou exibi-las no dormitório sem piedade!

Ainda estamos de férias em Delhi, mas já passamos por Udaipur e Khajuraho. Estamos a caminho de Katmandu, no Nepal. Espero reencontrar o saddhu da nossa última visita. Esses homens nunca ficam no mesmo lugar. Ou na mesma caverna.

Mando junto com essa carta um perfume Kámala (conto a história dele quando voltar), para deixar seu verão ainda mais encantado. E espero que goste.

Aproveite a Copa por mim!

 

De sua amiga,

Ludivika.

 

Por Ludivika Rama

Tá quente!

Era um grito agudo e uma chama que percorria metros de distância. Um arroto fumegante anunciava o fim do fogueiral.

– Todos estão bem? – perguntou Weasley

E após outros treinadores de dragões afirmarem com suas cabeças cobertas de fagulhas, a imagem fora de um dragão com olhos verdes e um tanto vesgos. Tinha as patas na boca tentando não baforar mais flamejantes chamas.

– Você já controlou seus nervos, basta controlar a potência dos pulmões! – disse – Olha a hora! Você precisa voltar a Hogwarts!

Como todo processo de animago para humano, cair de uma altura de uns 2 metros virou rotina.

– AH!….aiaiaia… eu sei!
– Amanhã então?
– Sim, claro!
– A chave estará na biblioteca, lembre-se – disse Weasley – quinta prateleira 13º livro de história da magia!
– Pode deixar – disse eu soltando um arroto com som draguejante.

Um banho, era só o que eu precisava… E um antiácido também…

Feitiço conjurado por Ludivika Abóbora às 01:40 h

Traseiro flambado

– Isso é mesmo muito doloroso!
– Deve ser mesmo! – disse Carlinhos – Mas veja pelo lado bom, está em sua terra natal!

A dor parecia não se comparar a tal argumento. Minha terra natal, eu não havia visto por este romântico ângulo.

– Bem… Só imagino que meus ancestrais estejam orgulhosos de uma garota que consegue queimar seu próprio rabo!

Carlinhos não se conteve em uma boa gargalhada, mesmo eu, não achando a menor graça.

– Logo você aprende! – disse ele enrolando uma grossa corda – É uma aluna aplicada!
– Por favor, diga isso a Dumbledore! Imagine ter que repetir meio ano!… Você vai usar essa corda em mim?

Meses fora de Hogwarts, dias dolorosos mesmo que engraçados. De fato, a falta de talento para voar com minhas próprias asas entrava em contradição ao meu quadribol.
Depois de muito domada por um Weasley, me senti livre, estava em casa novamente. Não imagino o que o pessoal da Sonserina faria se soubesse desse pequenino segredo, lamentável.

Pena não ter pegado o expresso, passei a noite toda com fome de sapo de chocolates. Há esta hora nesse castelo gelado, não encontrarei nem se quer feijões mofados.
Logo o lugar estará abarrotado de alunos, e os curiosos a me perguntar, onde estaria eu… Cuidando da minha vovozinha! Seria uma boa desculpa?

Ao que me parece não será uma longa noite. Mesmo com a ferida no pescoço, das cordas de Carlinhos, e com o traseiro flambado…

Feitiço conjurado por Ludivika Abóbora às 18:13 h

A espera no telhado.

Foi num dia tempestuoso, de cheiro de terra molhada e roseiras acarinhadas. Ah! Como eu esperava por aquele dia!…
Nada mais estava em minha mente, somente aquela criaturinha. Sabia que viria, Sibila ficaria orgulhosa de mim…

Ele tinha o pelo longo e bufante, seus olhos eram amarelos e brilhantes. Era pequeno, porém grande parecia com sua pelugem. Fazia um barulho engraçado quando o tomei nos braços.
Nada poderia ter-me feito mais feliz, do que segurá-lo.
Depois de um velho, uma coruja, precisava de um novo companheiro, precisava dizer olá a este novo felino bicharento.

?Olá Morgan!? Dizia eu.
?Morgan querida?? Disse minha tia.

Sim, Morgan era seu nome, melhor não poderia descrevê-lo.
Atento, vistoso, misterioso…Este era meu novo companheiro, e seu lugar escondido em minha mochila preta ali o estava a esperar, enquanto aguardava o expresso para Hogwarts voltar.

Feitiço conjurado por Ludivika Abobora às 22:40 h