Algumas pequenas mudanças

Nossa querida Alexis fez algumas pequenas modificações nos rostinhos de alguns personagens, e então atualizamos as dolls atuais com as novas carinhas. ^^ As mudanças foram sutis, exceto Daryl, que mudou totalmente para se adaptar ao perfil Logan Lerman :P.

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Quanto ao restante da galera, estamos trabalhando nas bases para as novas dolls de todos os personagens. Um dia eu termino. Eu acho.

 

Saída estratégica pela tangente

Encarar a aula de Poções logo após o almoço numa sexta feira não era uma tarefa que poderia ser considerada fácil. De barriga cheia e após uma semana inteira de estudos e da pesada carga de tarefas que receberam, entrar nas masmorras e ouvir a voz pausada e quase sussurrada do professor Snape era praticamente um convite aos braços de Morfeu. Claro que não era como se fosse a aula do professor Binns, a tensão que a presença do morcego ensebado evocava sempre falava mais alto e mantinha todos os alunos acordados. Mas era difícil se concentrar no preparo sistemático e preciso das poções, e para completar, a fumaça dos caldeirões fumegantes criavam um ambiente quase lúdico e convidativo à dispersão.

Depois de uma aula sobre antídotos bastante exaustiva, finalmente os alunos grifinórios e sonserinos foram dispensados e por sorte, Arwen e Alexis não perderam nenhum ponto para sua casa dessa vez. Elas juntaram seu material em silêncio, famintas e tentando sair o mais rapidamente dali, antes que pudessem fazer algo que levasse a descontos de pontos da Grifinória, ou pior, a uma nova detenção.

As garotas já estavam no corredor externo, caminhando a passos largos, quando os dois rapazes se aproximaram. Daryl e Chris tiveram que caminhar aos tropeços para alcançá-las.

– Ei, o que é isso, meninas? – o sonserino perguntou, divertido ante a pressa inusitada das amigas – Parece que vão tirar o hipogrifo da forca!

– Isso se chama pressa. – Arwen respondeu, ainda caminhando esbaforida – Precisamos sair do campo de visão de Snape e suas masmorras o mais rapidamente possível.

Storm olhou as duas de esguelha, ressabiado.

– Mas vocês aprontaram alguma coisa? Estão agindo como se estivessem com rabo preso…

– Rá, não desta vez! – Alexis explicou – Só estamos evitando a fadiga. Afinal, sobrevivemos a duas semanas inteirinhas sem nem um ponto perdido e nem uma detenção. Isso é um record maroto, meu caro Storm.

– E para não dar motivo para ele atentar contra nós só porque olhou para as nossas felizes e marotas carinhas, estamos dando no pé o quanto antes – Arwen completou – Simples assim.

Chris meneou a cabeça, sorrindo. Aquelas duas não se emendavam mesmo. E enquanto as meninas caminhavam quase em marcha olímpica, Daryl passou a mão sobre os ombros de Alexis tentando reduzir a velocidade do passo da garota.

– Deixe-me levar sua mochila e esse caldeirão – ele se ofereceu, quase retirando os pertences das mãos da Irritadinha. Ela, por sua vez, deu mordidas vazias no ar para afastar as mãos do rapaz, mas eles sorriam e brincavam ao continuar andando.

Arwen observou os amigos com canto de olhos e puxou Chris com ela, andando mais depressa.

– Vem comigo.

O rapaz ia perguntar o que estava acontecendo, mas não teve tempo, já estava sendo arrastado para fora do corredor sem a menor chance de questionar o que quer que fosse. Porém, percebeu o motivo do rompante da amiga quando tornou a olhar para o corredor e notou que haviam deixado Alexis e Daryl para trás.

– Ah! – ele exclamou, com um súbito semblante de compreensão. Eu não tinha reparado antes…

– Francamente Chris, em que mundo você vive? – a marota o encarou estupefata, mas ainda andando rápido.

Ao chegarem no hall de entrada do Grande Salão, foram surpreendidos por uma pequena multidão diante do mural. Pequena, Arwen se colocou na ponta dos pés e continuou sem enxergar muita coisa. Chris começou a se infiltrar entre as pessoas tentando se aproximar mais, levando a garota consigo.

– Ah, olha a Dani ali! Ei, Lobinha! – a grifinória chamou a amiga corvinal, abanando a mão com o braço no alto.

A Avoada olhou para trás e fez sinal para que a amiga se aproximasse. Logo os três estavam parados diante do mural.

– O que está acontecendo aqui? – Chris começou a perguntar, mas ao encarar o cartaz diante de si, compreendeu tudo.

– Monitoria de Poções? Essa galera toda plantada aqui lendo um anúncio de processo seletivo para monitor de POÇÕES? Horas extra com Snape? Tô fora! – Arwen disse fazendo uma careta.

Dani permaneceu em silêncio durante alguns segundos, fazendo suas anotações, e disse por fim:

– Eu vou tentar.

Accio elenco

Porque a falta de fazer impera. rs

Na verdade, há quase 10 anos tínhamos um outro elenco, mas como voltamos no tempo e o elenco anterior envelheceu, escolhemos novos queridos para a turma.

Enquanto isso, vamos sonhando. Um dia conseguimos nosso longa metragem! Hah!

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Qualquer hora dessas vou montar um quadro desses com o elenco anterior para fazer o comparativo. :P

Sonho de uma noite de verão

Os pequenos pés caminhavam sobre a relva muito verde, salpicada de pequenas estrelas douradas e nuvenzinhas nebulosas. Ouvia-se o murmúrio de um riacho correndo ao longe, e esse som parecia música aos seus ouvidos. Ao redor, árvores. Muitas árvores, esguias, de aparência totalmente diversa da de qualquer outra que ela já tivesse visto na vida.  Os troncos pareciam prateados, e as copas…

A garota abriu os olhos cobertos pela espessa cascata de cabelos negros. Passou a mão no rosto, empurrando-os para cima, colocando-os atrás da orelha. Aliás, bem lembrado, as orelhas. Ela precisava procurar Madame Pomfrey tão logo fosse possível para tentar resolver esse assunto. Apesar da mãe de Arwen ser medibruxa, a menina não atentara para o fato de suas orelhas estarem estranhamente maiores e ligeiramente mais alongadas. Essa alteração não era muito proeminente, pelo menos, ela achava que não, e por isso não dera a devida importância ao fato. Mas  ao ver que o amigo sonserino Daryl Purple percebera a sua discreta deformidade, ela decidiu que era necessário buscar providências.

Ao seu redor, o dormitório estava praticamente vazio, a não ser por Silmarillion, seu gato persa gordo e folgado, dormindo pesadamente sobre suas pernas. Suas colegas de quarto já haviam se levantado. Após essa constatação, Arwen pulou da cama e começou a se vestir num galope. Estava atrasada! Primeiro dia de aula e ela já começava atrasada! O gato resmungou e saltou da cama, saindo do dormitório e deixando a pequena grifinória sozinha, enquanto ela ruminava imprecações acerca de si mesma.

– Droga, droga, droga, meleca de trasgo, bosta de dragão, como eu fui perder a hora desse jeito? – ela falava baixinho enquanto enfiava a saia do uniforme de qualquer jeito, colocava as meias e sapatos nos pés e jogava a veste por cima de tudo, nas carreiras.

Poucos minutos mais tarde, uma Arwen esbaforida chegava ao Salão Principal para o desjejum. Por sorte, o povo ainda se encontrava tomando o café da manhã. Logo ela localizou a cabeleira castanha de Alexis, se apressou para se juntar à amiga, que exibia um ar solene e altivo enquanto conversava com um garoto ao seu lado, alto, de cabelos castanhos bem claros e olhos cinzentos. Ao se aproximar mais da dupla, a recém chegada percebeu que a amiga explicava ao novato Chris Storm como sobreviver nas aulas com a Sonserina.

– Bom dia! – a marota atrasada cumprimentou os amigos.

– Bom dia, Bela Adormecida! Achei que eu fosse precisar tomar algumas providências mais drásticas para te acordar… – a Irritadinha provocou, dando uma espiada nada discreta para a mesa da Corvinal – Aqui, peguei um horário pra você.

A marota se serviu de torradas com geléia enquanto observava o papel que Alexis lhe entregara.

– Vamos passar a manhã toda lá fora… E Chris já vai ser apresentado à Draco Malfoy e seus comparsas insuportáveis logo na primeira manhã, olha só… Trato das Criaturas Mágicas logo depois de Herbologia… – Tonta suspirou, retomando o assunto em seguida – Pelo menos, tem o Daryl e o Gabe para equilibrar essa turma, não? Que a Dani não me ouça…

– É, e à tarde temos Adivinhação. Chris, você vai cursar essa maravilha de matéria com a gente? – Alexis perguntou.

– Bom, acabei optando por Aritmancia… – ele respondeu – Não fui muito com a cara da grade de Adivinhação, achei meio… Como posso dizer…

– Inútil. – Arwen completou – Eu esperava mais da disciplina, mas hoje em dia me arrependo de ter continuado… Enfim, lá vamos nós hoje à tarde para uma aula dupla com a Libélula Cintilante. – ela concluiu, guardando o horário na mochila.

– É, inútil, acho que o termo é esse. – Storm riu da colocação da amiga.

– Agora vamos, crianças, porque as estufas ficam meio longe daqui, e vamos chegar atrasados se não começarmos a nos mexer já. – Alexis se levantou, colocando sua mochila nos ombros.

Enquanto caminhavam pela horta completamente enlameada em direção às estufas da professora Sprout, Arwen olhou para o chão e pensou no sonho que tivera aquela noite. Ela gostaria de se lembrar dos detalhes, mas não conseguia. Só o que se recordava era que o lugar onde ela caminhava era lindo e que lhe parecia estranhamente familiar… Quem sabe ela já não tivesse sonhado com algo semelhante outras vezes? Sem que ela percebesse, eles finalmente adentraram as estufas. O ano letivo começava, efetivamente.

 

Primeiras Impressões: banquete, torneio e o olho que tudo vê – final

O professor Dumbledore continuou seu discurso, e logo os ânimos pareceram se acalmar. Ele estava prestes a explicar o motivo do cancelamento do campeonato quando as portas do Salão se escancararam e uma figura completamente grotesca e bizarra irrompeu por ela. Um homem estranho, com capa de viagem e um cajado, começou a caminhar em direção à mesa dos professores. Ele tinha um emaranhado de cabelos grisalhos, o rosto tomado por cicatrizes, o nariz parecia faltar um pedaço, e ao caminhar, fazia um ruído metálico a cada passo. O mais assustador naquele sujeito, entretanto, eram os olhos. Um, miúdo e bem escuro, o outro azul vivo e elétrico, redondo, que girava e movia-se em todas as direções freneticamente, sem piscar, e de maneira independente do olho normal. O sujeito cumprimentou o diretor, sentou-se junto aos professores, e se pôs a comer.

– Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas, o professor Moody. – Dumbledore o apresentou aos alunos, e todos estavam tão estupefatos que apenas uns poucos solitários aplausos  ecoaram pelo salão.

– Alexis, você conhece esse homem? – Arwen perguntou à Irritadinha, na esperança de obter maiores informações.

– Só de nome, ele é uma lenda! O que sei é que ele é um ex-auror experiente, enjaulou um bom punhado de comensais na época de Voldemort, mas é tido como louco de guerra e anda vendo bruxos das trevas em tudo quanto é lugar. Mas eu não fazia a mínima idéia de que ele seria nosso novo professor… – Irritadinha respondeu, olhando longamente o homem.

– Mas gente, precisa ser tão… estranho? – Dani Lupin ainda encarava a mesa principal, buscando algo menos peculiar na aparência de Moody, porém sem sucesso – Espero que pelo menos seja bom professor, já que o moço é experiente no assunto, não?

– O professor de Defesa contra as Artes das Trevas ano passado era o seu pai, não é, Dani? – Chris questionou a amiga corvinal, também encarando o ex-auror na mesa mais à frente. A Lobinha apenas assentiu com a cabeça sem olhar para Storm, parecendo hipnotizada pela figura do novo mestre, que se mostrava completamente indiferente à recepção fria que tivera por parte dos alunos e colegas, e comia as suas salsichas alheio ao seu redor.

Agindo como se não houvesse percebido a reação do público presente à apresentação de Moody, o diretor continuou com as notícias e explicações, informando em poucas palavras que a escola sediaria um evento internacional, o Torneio Tribruxo. Nesse momento, Alexis e Dani Lupin encararam o diretor embasbacadas, agradavelmente surpresas, enquanto Arwen e Chris continuavam olhando para as amigas e dali para a mesa dos professores sem entender patavinas.

– Torneio Tribruxo? – Arwen começou a perguntar, mas a resposta veio através do próprio Dumbledore, que se pôs a explicar sobre a competição amistosa entre Hogwarts e outras duas outras escolas de magia, Beauxbatons e Durmstrang. Que haveria a escolha dos campeões que representariam cada escola e que no passado, o torneio foi interrompido devido a alta taxa de mortalidade (Hã? – as garotas pensaram, preocupadas), mas que para contornar esse problema, além de todas as medidas de segurança, seria imposto desta vez, um limite de idade. Não era do interesse nem das marotinhas, nem de Chris, se embrenhar numa competição dessas. Afinal eles estavam apenas começando o quarto ano e tinham ainda muito o que aprender antes de encarar tarefas complexas como aparentemente, o torneio exigiria. Mas os alunos mais velhos pareciam não concordar com a imposição, e logo o assunto ao redor dos garotos era como burlar o limite de idade para se inscrever na competição.

Entre resmungos e xingamentos nos arredores, os quatro se levantaram de suas cadeiras e deixaram a mesa. Dani Lupin se despediu dos amigos e correu para alcançar o grupo de corvinais, antes que perdesse de vista os monitores com a senha. Felizes e empanturrados, os três grifinórios seguiram para o lado oposto, rumo às escadarias que davam acesso à torre de sua casa, no sétimo andar do castelo. Depois de uma longa caminhada e muitos degraus, finalmente chegaram até uma grande pintura a óleo, onde uma mulher gorducha de vestido rosa aguardava a senha.

Asnice. – Arwen ouviu um dos Weasleys dizendo à mulher, que girou o quadro para frente, exibindo o buraco na parede, por onde um a um, os alunos começaram a passar. A sala comunal se mostrava aconchegante como sempre. A lareira estava acesa, as poltronas pareciam fofas e macias e as mesinhas ainda se encontravam lustrosas e livres de objetos dos alunos.

Arwen e Alexis seguiram para o portal de acesso ao dormitório das meninas após dar boa noite para o amigo, enquanto Chris subiu a escadinha em espiral para entrar em seu próprio dormitório. Sua bagagem já o esperava ao pé da cama de dossel que seria sua a partir dali. Ele se sentia cansado e sonolento, mas feliz. No dia seguinte, ele escreveria uma carta aos seus pais, contando as novidades sobre a viagem e sobre suas novas instalações na nova escola. Após tomar um banho fumegando e vestir os pijamas, o novo grifinório se enfiou debaixo das cobertas quentes e se entregou confortavelmente ao sono dos justos.