10 anos!

É isso aí! Há 10 anos foi ao ar o nosso primeiro modesto post.

Foram muitas idas e vindas, ficamos uma eternidade fora do ar, e mesmo agora que estamos on line outra vez, estamos só engatinhando. Mas o propósito hoje é estar aqui para quem quiser ler e escrever. Não há obrigação, nem prazos, nem nada, apenas o prazer de aparecer sempre que der na telha.

Para comemorar esse dia memorável, nada mais justo que colocar no ar o nosso primeiro layout, o mais divertido e o mais cara de Accio até hoje: o primeirão feito pelo nosso Daigo, ou Bill MacMillan para os accianos de plantão. Aquele layout que materializou nossa crise de riso durante a madrugada, enquanto ele, meu irmão, lia Harry Potter e a Ordem da Fênix e eu preparava planos de aula para os meus alunos da faculdade, e que virou a maior viagem na maionese dos blogs potterianos daquela época.

Hoje é dia de festa, bolo de caldeirão, suco de abóbra, sapos de chocolate e muita cerveja amanteigada. É dia de enfeitar a Sala Precisa (quem lembra?) e fazer montinho nos amigos, porque dez anos são dez anos.

Primeiro layout: aqui.

Happy Accio pra nós!

accio 10 anos

 

Update – Galeria das fantasias:

Feliz aniversário, marotinha Avoada!!!

Hoje é um dia muito feliz! É aniversário da nossa marotinha Avoada! Irritadinha já fez a sua boa ação do dia e deu as suas amadas e idolatradas panquecas com mel de presente para a Lobinha. E cá estou a organizar uma pequena festa surpresa para nossa irmã marota!

Danizinha, feliz aniversário! Muitos sapos de chocolate, panquecas, sorvetadas, livros enormes (do que você quiser), felisbertas e também muitos galeões na sua conta em Gringotes! E acima de tudo, muita felicidade e amor nessa vida!

A marota Tonta aqui ama muito a irmã Lobinha do coração!

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Desistir nunca, render-se jamais

Purple party – o dia seguinte (e final)

 

Do diário de Daryl Purple

 

Pois que cá estou a escrever sobre a festa de ontem.  Confesso que o evento que eu tinha em mente não foi exatamente o que aconteceu, mas sim, foi extremamente divertido e talvez, produtivo.

A sensação de receber os amigos e ver a sua casa cheia de gente querida e bonita é maravilhosa. Os meus queridos convidados se divertiram muito, conforme as informações que obtive. Também, com a ajuda master que consegui de alguns amigos no entretenimento da trupe… Impossível não garantir a diversão do pessoal.

Como esperado, veio mais gente do que o previsto. Sempre tem o lance do amigo do amigo que aparece de última hora, não é mesmo? Como anfitrião experiente que sou, já contava com isso, e acabei conhecendo muita gente interessante. E outras, nem tanto. Pelas barbas de Merlin sem calças, o que é aquele rapaz, o tal Smith? Não descobri ainda quem o levou para a festa, e se eu descubro, nunca mais convido para nenhuma outra reunião. O sujeito é arrogante e implicante. Não curti, preferia que ele não tivesse vindo. Tiveram outras malas a carregar na festa, é verdade, inclusive aquele metido da Grifinória, mas nenhuma como Smith.

Sobre a música, que seleção divina! A pista de dança ficou cheia de gente se esbaldando o tempo todo, e sempre que eu conseguia uma folga das minhas atividades de anfitrião, eu me jogava também. Dançar é libertador, deixa a alma mais leve e o coração tranqüilo. Meu amigo Belmont que o diga.

Aliás, sobre o Belmont, que noite ele teve, hein? Ele e a minha amiga Arwen fizeram um pequeno estardalhaço no fim da festa, mas longe de estragá-la, como alguns diriam por aí, eu tenho muito a agradecer por todo o entretenimento que eles proporcionaram. A última cena da mesa de bebidas ficará guardada em minha memória por muitos e muitos anos…

E se por um lado, várias garotas belíssimas me tiraram para dançar, e eu, como bom cavalheiro que sou, as conduzi dignamente na pista de dança, por outro lado, a minha tigresa dos olhos de âmbar fugiu de mim a noite toda. Mas isso não me preocupa. Até porque, após horas de perseguição silenciosa (ou nem tanto), finalmente eu consegui uns minutos a sós com a minha donzela fujona. Parece que a idéia fabulosa que tive de colocar as panquecas como isca na mesa de doces funcionou perfeitamente. E apesar de no último minuto, ela ter conseguido escapar mais uma vez, aquelas bochechinhas vermelhas me encorajam a persistir no meu objetivo. Pois é como diz aquele título de filme trouxa: desistir nunca, render-se, jamais!

E que venha a próxima festa!

Na manhã seguinte…

Purple party  – cena extra após os créditos do fim do filme. :P

 

A casa de Daryl, que havia se transformado para a festa, e ainda mais durante ela, agora estava quase irreconhecível. O garoto mal acabara de acordar, e estava com os olhos ainda semicerrados, quando foi para o corredor e se sentiu aliviado ao lembrar-se que não teria que organizar a bagunça da noite anterior. Por outro lado, se sentia um pouco penalizado pela zona que Jubileu, o elfo doméstico da família, teria que arrumar sob o comando de Dorotéia, sua fiel governanta linha dura.

Logo em seguida, uma porta ao lado se abriu e uma garota saiu do banheiro esfregando os olhos, arrastando os pés e a bolsa até o mesmo corredor. Era Dani Lupin. Os dois se encararam parados, ambos sonolentos e confusos, sem a mínima noção do que dizer, ou sequer vontade de mover os músculos da face para falar.

Após o que parecia ser uma eterna pausa, Dani apenas apontou vagarosamente para a porta principal e seguiu até ela, com os olhos quase abertos, ao que Daryl assentiu com a cabeça, ainda zonzo, e não acordado o suficiente para fazer qualquer outro movimento a não ser dar um loooongo… e preguiçoso… bocejo.

Um mundo à parte

Purple party – parte 8

 

Ao ouvir o estrondo do desastre na festa, Alexis, que estava comendo panquecas com geléia embaixo da mesa de doces no outro lado da sala, levantou a ponta da toalha e assistiu boquiaberta a montanha de mesas e bebidas que havia se formado no chão. A multidão em volta não a deixava ver muito e algumas pessoas ao longe patinavam nas bebidas derramadas ao tentar sair. A música não parou, mas pelo visto a festa havia acabado.

– Ah! Sabia que uma hora te encontraria aqui.

Com o susto, Alexis deu um salto que a fez bater a cabeça na mesa e derrubar algumas coisas. Ela apostava que era pilha de mini tortinhas de frutas nas quais ela já estava de olho desde o começo daquele evento.

Com tudo que estava acontecendo na festa, ou no que restou dela, a garota não reparou quando Daryl se aproximou e a achou no último esconderijo da noite. E vendo que ela era tão desajeitada quanto prometia ser, prontamente pegou um pouco de gelo da mesa, enrolou num guardanapo de pano e se juntou a ela embaixo da mesa, postando a compressa fria em sua cabeça.

– Droga, pisei na bola com as panquecas, não foi? – ela perguntou e o garoto assentiu com a cabeça, satisfeito consigo mesmo por ter pensado em fazer a comida preferida de Alexis – o que a fez se sentir desanimada em ter caído na isca.

– Pelas meias molhadas de neve de Merlin, como isso dói…  – ela esfregava o topo da cabeça e tentava se desvencilhar do gelo a todo custo.

– É só parar de se mexer que o gelo faz a dor diminuir. Mas quanta teimosia, até quando se machuca! – os risos de Daryl não encorajavam Alexis a ficar quieta.

– Eu não…  a-aaai…  me machuquei. – e um longo suspiro seguido de uma careta indicavam finalmente a aceitação do gesto do rapaz. Eles olharam para a bagunça do lado de fora, algumas pessoas indo embora, outras tentando levantar as mesas. Mas embaixo da mesa as coisas estavam… neutras. Os dois, que passaram toda a festa agitados, cada um a seu modo, agora chegaram à calmaria.

– Sinto muito que as coisas não tenham sido como você esperava, Daryl. E obrigada, sabe. Pelo gelo.

– É, eu só posso controlar a parte técnica do evento, a surpresa vem da interação dos convidados. E que interação, não? De qualquer forma, quem disse que não atingi meu propósito? – Daryl abriu um sorriso largo para Alexis e se aproximou mais dela. Quanto mais ele a encarava, mais a menina ficava corada e ele parecia se divertir com isso. Daryl gostava de ver suas bochechas vermelhas e de provocar isso.

– Agora, será que a senhorita poderia me explicar, por gentileza, por que passou esse tempo todo fugindo de mim?

– Eu…  eu não fugia de você, exatamente. Acho que o que tentei foi evitar essa conversa. Antes estava tudo bem entre nós, mas agora você não para de jogar pra cima de mim esse charme canastrão que eu vi você executar em outras garotas umas cem vezes durante o último ano!

– Canastrão?! – Daryl fazia o possível para parecer inocente, mas ambos mal conseguiam conter o riso.

– É! Canastrão, sim, “fofolete”. Nem adianta tentar disfarçar que isso não é da sua natureza!

– Uh, estamos audaciosos hoje, hein? Bom, eu não vou negar a parte do charme. E pelo visto tem funcionado, ou não? – ele passou um dedo pela bochecha de Alexis, mas a garota já não estava mais corada.

– Sou fã do “ou não”. – as feições de Daryl mudaram de flerte para preocupação, com a sinceridade da resposta da amiga. – Posso ter errado ao entrar em pânico e me esconder desse jeito, mas sabe, eu não sou uma raposa…

– Não, é uma tigresa com olhos de topázio! Você está usando o feitiço Confundus ou você é normalmente estonteante assim, sua linda? – Daryl piscou e riu sozinho da própria provocação.

– Eu não sou um animal de caça! Daryl, gostaria muito que parasse de tentar me “caçar”. Sem iscas culinárias, cantadas bregas, perseguição. Eu ficaria grata e não sentiria mais a necessidade de evitar conversas com você.

– Ok, já vi que você leva o “ou não” a sério mesmo. Mas não pense que vou desistir. – Antes que a garota pudesse protestar novamente, ele continuou a informar suas intenções. – Não, não. Sem caça. Não posso desperdiçar todo esse meu charme natural, mas posso não ser… como é? Canastrão?

– É melhor mesmo, se pretende conservar seu rosto como está! Grande dica! – Alexis agora é quem piscava e se divertia com as lembranças dos tapas na cara que Daryl já havia levado por conta da ousadia com que ele, às vezes, extrapolava. Ela olhou mais uma vez para a sala, agora quase vazia, exceto por alguns rapazes que valsavam uma música lenta e se empurravam sobre o chão melado. Percebendo que Daryl ainda a encarava, ela fez o mesmo. Isso encorajou o rapaz a deixar o gelo de lado e passar o braço em volta dos ombros dela, se aproximando cada vez mais de seu rosto, que voltava a ficar corado, para alegria dele.

– Hmmm… Daryl?

E cada vez mais perto.

– Sim…?

O garoto apenas sussurrava, concentrado. Percebendo o que estava prestes a acontecer, Alexis mordeu um bocado de panquecas com geléia e de boca cheia exclamou, apontando para o mundo fora da mesa:

– Festão, hein?

Os dois riram e Daryl repetiu o gesto da amiga, mordendo uma grande quantidade de panquecas também.

 

Por Alexis. <3