Prova surpresa de História da Magia

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS

HISTÓRIA DA MAGIA

PROFESSOR CUTHBERT BINNS

ALUNO: Henry Thomas White

ANO: 4º ano CASA: Lufa-Lufa

 

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA EXTRAORDINÁRIA

COM BASE NO CONTEÚDO JÁ MINISTRADO DURANTE O PERÍODO LETIVO, REDIJA UMA BREVE DISSERTAÇÃO PARA CADA UMA DAS SEGUINTES QUESTÕES ATENDO-SE AO EMBASAMENTO TEÓRICO COERENTE.

 

  1. EM QUAIS CIRCUNSTÂNCIAS SE DEU A GUERRA DOS GIGANTES, NO SÉCULO XIV?

Cara, na boa… Gigantes?! Sério mesmo?! Eu nunca vi um em toda a minha vida. Não sei se o guarda-caças da escola conta como um, mas é a coisa mais próxima de um gigante que eu já vi, pelo menos. Não… quer saber? Acho que o traseiro da Dorothy Kirk, da Sonserina, é a coisa mais próxima de um gigante por aqui. Já viu como é enorme?! Acho que cabe metade do campo de Quadribol ali. Ops, quero dizer…

A guerra dos gigantes foi, sem dúvida, um dos acontecimentos mais importantes de toda a História da Magia. Tudo aconteceu porque… bem, porque tinha que acontecer, não é mesmo?! Quero dizer… são gigantes, não são criaturas muito inteligentes, logo é de se esperar que comecem guerras entre si. Pra dizer a verdade, eu nem sei se eles sabem falar, quanto mais começar guerras. Vai ver foi por isso mesmo que eles travavam batalhas sanguinárias entre si, por não conseguirem entender uns aos outros. Essa guerra em especial, por exemplo. Deve ter acontecido porque… porque… um dos lados era bom e o outro era mal, simples assim! Ah, eu não sei! Vai ver, os gigantes não conseguiam decidir quem gostava de vermelho e quem gostava de azul, quem sabe. E aí, de repente, os gigantes do Norte fizeram uma aliança com o Trasgos do Oeste e pediram a ajuda deles na Grande Guerra – que deveria se chamar assim porque os soldados deveriam ser enormes e o campo de batalha ainda maior.

Mas acontece que tudo tem um começo e, se começa, um dia acaba e eu tenho pena de vocês os gigantes que gostavam de azul provavelmente perderam para os gigantes que gostavam de vermelho. E dessa forma, o azul passou a ser a cor predominante nas vestes gigânticas. Digo… o vermelho. VERMELHO! E então… eu não sei… No século XV, um tal de Valentino conseguiu, graças ao seu desfile de Primavera, reinventar o azul turquesa, que acabou se tornando a cor oficial da realeza gigante da época. E é isso. AZUL! :)

 

  1. DISCORRA SOBRE A REVOLUÇÃO DOS DUENDES E O TRATADO DE PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE BRUXA.

Não sei muita coisa sobre duendes. Só o que eu sei é que não são criaturas muito amigáveis. Quero dizer… sabe quando você vai ao Gringotes retirar seus galeões para comprar livros, e varinhas e sapos e camisinhas e você se depara com eles ali, te olhando com aqueles olhinhos miúdos que mais lembram besouros? Cara, é assustador! Acho que se eu encontrar um bicho-papão algum dia, ele com certeza vai virar um desses duendes pra mim.

Ah, sim! A revolução dos duendes, claro, claro. Bom, esses caras não gostam muito dos bruxos, isso é fato. Mas eles são os manjadores do ouro, saca? Então alguém, em algum lugar, deve ter pensado: “Por que a gente não cria um banco pra guardar todo nosso ouro e coloca esses debilóides duendes pra tomar conta? É o negócio deles, ninguém consegue fazer melhor. E aí, a gente arranja uma ocupação útil para esses caras, eles ficam fazendo parte da nossa sociedade e… TCHÃ-RAN! Todo mundo feliz, todo mundo amiguinho, tudo certo!”, o que na minha opinião foi uma ótima ideia. Mas sério, eles podiam ser um pouquinho menos carrancudos, não? Juro que tenho medo ir no Gringotes e acabar sendo mordido por um daqueles demônios mirins, dér-mê-livre!

 

  1. QUAL FOI A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DESEMPENHADO POR GWENDOLIN, A CICLOPE, NA BATALHA DO VALE ROCHOSO, NO SÉCULO XII?

Batalha do Vale Rochoso… Oh meu Merlin, não sei nada sobre isso!!! Será que consigo colar consultar a prova da Granger? Não sei como ela consegue escrever tanto… Digo, a Batalha do Vale Rochoso foi… foi… mais um acontecimento majestoso para a História da Magia, principalmente porque envolveu a participação de ciclopes. Sim, ciclopes. Vários deles, na verdade; aquelas criaturas gigantescas com um único olho no meio da cara que… que… dispara raios vermelhos de calor que podem pulverizar qualquer coisa.

É por isso que o Professor Xavier Dumbledore recrutou os ciclopes para formar um esquadrão especial. Junto com as Tempestade  ninfas dos raios e travões, Wolverine os lobos com esqueleto de aço e Lince Negra gatos que atravessavam paredes, Dumbledore fundou o grupo conhecido X-men W-izards, onde treinava criaturas com poderes extraordinários para proteger a sociedade bruxa. Só que havia uma força de oposição: Voldeneto, o grande vilão controlador de metal cobras. Ele acreditava que a sociedade deveria ser composta apenas por mutantes criaturas extraordinárias, e bruxos comuns deveriam ser extintos da face da Terra.

Então, o professor Dumbledore e o W-izards travaram uma intensa batalha, que causou muitas perdas para ambos os lados. Até que os ciclopes contaram com a ajuda de Jim Gray Gwendolin, uma ciclope que tinha poderes telecinéticos. Ninguém sabia, mas ela guardava o poder da Fênix chama do dragão de sete cabeças dentro de si, e quando ela finalmente libertou esse poder, ela ajudou os W-izards a derrotar Voldeneto e seu exercíto de um homem só. Mas infelizmente, Gwendolin acabou morrendo nesse processo, deixando o Ciclope e o Wolverine chupando dedo… ops, quero dizer, deixando os W-izards desfalcados. Bom, mas pelo menos eles venceram a batalha, não é mesmo? O que uma ruiva não faz, minha gente.

 

  1. DENTRE AS PERSONALIDADES JÁ ESTUDADAS DURANTE AULAS ANTERIORES, DESTAQUE E DISSERTE A RESPEITO DA MAIS IMPORTANTE, NA SUA OPINIÃO.

Olha, tem muita gente desinteressante dentre as muitas personalidades já estudadas até aqui, mas se eu tivesse que escolher um cara realmente maneiro pra falar, seria o Nick Quase-sem-Cabeça. Na real, não é só porque ele é o fantasma da Grifinória, não. O cara é irado, super gente boa! Quero dizer, ele tá sempre por aí, assombrando os corredores como quem não quer nada. E quando a gente passa por ele, sempre nos dá bom dia e tal. Acho isso muito gentil. Teve até uma vez em que ele até me ajudou a achar o caminho até a aula de Aritmancia, e olha que eu nem sou aluno da Grifinória. Mas também com uma aula chata como aquela a gente tem mais é que se perder e chegar atrasado mesmo.

Eu só fico com pena porque ninguém deixa o cara realizar o grande sonho dele, que é ir nessa tal Caçada dos Sem-Cabeça. Todo ano eles recusam o pedido do Sir Nicolas em participar. Poxa, o cara só não foi completamente decapitado por… sei lá, cinco centímetros de pele?! E isso é realmente tão relevante assim? Eu penso que não.

Então acho que isso. Devo ter escrito uma ou outra irrelevância, mas conto com a sua compreensão professor. Grande abraço.

 

PS: Ah, eu não colei da Granger, pode ficar tranquilo. ;)

Harry Potter e a Ordem da Fênix

(ou Accio Staff e os PotROmaníacos)

Para comemorar o Halloween em grande estilo e com um clima bem nostálgico, um post extenso, é verdade, mas épico. Ele foi escrito nos dias antigos do Accio, e trata-se de uma fic off topic, quando os membros do site se debandaram para o cinema trouxa para assistir a estréia de Harry Potter e a Ordem da Fênix nas telonas. Por volta do dia 05/08/2007, a aventura estava totalmente escrita, mas não se sabe porque a dita cuja nunca foi ao ar. Vale ressaltar ainda que essa fic nada mais é do que uma releitura mágica das nossas próprias experiências cinematográficas – de todos nós, os autores malucos do Accio – na ocasião da estréia do filme. Portanto, a maioria dos fatos relatados aqui, pasmem, é verídica e qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência.

 

Parte 1 – Ida ao cinema

Sabemos que demoramos para postar alguma coisa referente ao filme, mas vocês têm idéia de quão difícil é botar tanta gente de casas diferentes, juntos, para assistir um evento trouxa? Os grifinórios e lufas providenciaram os ingressos, mas só arrancaram os sonserinos do conforto gélido das masmorras por chantagem da tia Anna, com seus maravilhosos sanduíches de bacon. Depois de argumentarem com os corvinais que ir ao cinema seria algo muito instrutivo, nosso elenco finalmente saiu de Hogwarts para ver o filme Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Arwen Potter e Alexis Dumbledore foram as primeiras da turma a chegar no recinto. Para fazer jus ao nome da escola (Hoggy!!! Hoggy!!!), elas foram adequadamente uniformizadas. Resultado: a população do cinema trouxa encarando absurdamente as duas, como se elas tivessem saído das telas.

Trouxa desconhecida 1 (mas eu juro que parecia a Mione!): Ei, ei, você de orelha grande! Posso tirar uma foto com você?

Alexis: Claro que ela vai, por que não? Tudo para ver um trouxa feliz. Sorria, Zoreia, diga xiiiiiiiiiiis!

Arwen: ¬¬ 

Bill, de gaiato na história: Eu bem que podia ter saído na foto também, a trouxa é bem gatinha…

Trouxa desconhecida 1: Ei, você! Nossa, parece tanto o Harry!!!

Bill: *sem palavras*

Como todos chegaram cedo na esperança de conseguirem bons lugares (na época, não se vendiam assentos marcados nos cinemas) para toda essa trupe, obviamente eles se sujeitaram à ignorância dos seres desprovidos de magia, ouvindo o que não deviam enquanto esperavam a projeção começar. Claro que ninguém tem culpa de nascer trouxa, mas ainda assim, os comentários não deixaram de ser fantásticos.

Vale destacar alguns diálogos, só para vocês ficarem com um gostinho deste evento memorável:

Diálogo 1

Trouxa anônimo 1: Harry pega a japinha!

Bill  se remexe incomodado na poltrona e fala entre os dentes: Eles estão falando da Cho? Mas ela é chinesa, p***a!

Trouxa anônimo 2: Como vc sabe?

Trouxa anônimo 1/Bill, botando a cabeça entre os dois trouxas: Vi no trailer! / Eu sou da casa dela, oras!

Diálogo 2

Trouxa anônimo 1, querendo aparecer:  Quando aparecer o Harry, vamos gritar: HARRY HARRY?!

Trouxa anônimo 2: Não, só na hora do quadribol!

Um dos sonserinos marca a cara dos dois para azarar na saída do cinema: Fala sério, o Lorde das Trevas voltando e o trouxa quer saber de quadribol?

Depois de uma olhada da tia Anna em torno, as pessoas ficaram mudas (ou pelo menos passaram a falar mais baixo). As luzes apagaram e começaram a rodar os trailers. Trinta segundos depois, começaram a pipocar luzinhas e anteninhas, seguido por vozes distantes que não pertenciam aos presentes na sala de projeção.

Trouxa dona das luzinhas e anteninhas, indecisa entre assistir ao filme ou a jogo de futebol: gooooooooooooooooooooooooooooool!

E a galera toda em uníssono (sem nem saber direito o que estava acontecendo, só para se sentirem inseridos na bagunça): GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!

Arwen vira-se rouca de tanto gritar e indecisa quanto ao motivo, para Dani Lupin: O que tá havendo? Jogo de quadribol?

 

Parte 2 – O filme

Raios coloridos para todos os lados e rádios, celulares e projetor ficaram parcialmente danificados. Um ou outro trouxa remexe em fios e consegue que seus aparelhos voltem a funcionar e ouvem o restinho do jogo do Brasil. Antes que a vaia começasse, tia Anna manda um reparo para a cabine de projeção e a sessão pode finalmente continuar.

Diálogo 3

Alexis Dumbie, na cena com os tios de Harry, engasgando com a pipoca: Que roupa mais pin-up (moçoilas da década de 30, que andavam com umas roupitchas fashion e pernas de fora. Jogue o termo na busca de imagens do google e você logo vai sacar o que é uma pin-up) é essa da tia Petúnia?

Fabian, dando tapinhas nas costas da neta do homi: Até que a roupitcha é bonitinha, eu só queria saber de onde vai pular o amante dela, por que um modelito desse não deve ser sido escolhido para o dublê do pai do Crabbe!

Diálogo 4

Trouxa anônimo 1, quando os Weasleys aparatam: Olha! Eles teletransportam!

Diálogo 5

Trouxa anônimo: Ih, olha só o Dobby!

Gabe, olhando para trás: Acho que o Kretcher (Monstro) não vai gostar nadinha dessa comparação.

Dani Lupin, jogando um piruá em direção ao trouxa: E o Dobby não merece essa ofensa, viu?

Diálogo 6

Fabian, cutucando  Alexis Dumbledore: Nunca imaginei ver o Lorde das Trevas com roupas trouxas! Mas até que ele está bem para um morto vivo, não?

Alexis: É, ele está todo bonitão. E olha que não sou chegada nos tipos peçonhentos e sem nariz…

Norwena: Eu não acredito que as pessoas tenham tanto medo de uma pessoa que não tem nariz!

Arwen Potter: Putz, é mesmo, tá até parecido com um cantor trouxa nesse terninho chiquetoso, o … Droga, não tô lembrando o nome!

Trouxa anônimo (e intrometido): Michael Jackson!

Selina, caindo na gargalhada: É, e os dois têm problemas com garotinhos!

(observação: nessa época, Michael Jackson ainda pertencia ao mundo dos vivos, vindo a falecer apenas 2 anos depois).

 

Parte 3 – A Armada Dumbledore

Diálogo 7

 Sobre Neville Logboton – por Dani Lupin e Fabian Rain

Dani Lupin:  Esse é o Neville? Como cresceu!

Fabian, torcendo o nariz ao olhar a foto dos pais do Neville na 1ª formação da Ordem da Fênix: É, mas continua com a cara de paspalho de sempre! Também, o que poderíamos esperar do filho da Olga Prestes? Por Slytherin, que cabelo é esse?!

Hendrika, implicando em voz baixa: Quem desdenha quer comprar!

Cypri, se assegurando que a sonserina não tinha ouvido: Fica quieta, Hendrika!

Diálogo 8

Sobre o beijo

Trouxa anônimo 1: Olha lá, olha lá o matinho crescendo!

Trouxa anônimo 2: Harry vai beijar na boca!

Trouxa anônimo 1: Vai deixar de ser bv!

Trouxa anônimo 2: Tá pegando…..

Enquanto isso, o casal 20 da sonserina e a monitora de poções e seu noivo aproveitam o “intervalo” do filme para darem suas próprias versões de como devem ser os beijos cinematográficos. Quem pode faz, quem não pode comenta né?!

Arwen olha discretamente para algumas poltronas mais a frente e vê a cabeleira cinza do corvinal Belmont e suspira resignada.

Bill, voltando do banheiro: E aí, o que eu perdi?

Fabian: Um monte de trouxa que nunca beijou se realizando através da façanha do Potter de pegar a CHOrona. Agora sai da minha frente que eu quero ver se me botaram na Brigada Inquisitorial!

 

Parte 4 – Fim do filme

Diálogo 9

Tia Anna puxa o copo de refrigerante enquanto Dani e Suze se concentram no reconhecimento dos pais quando a tela mostra os Marotos adolescentes

Trouxa anônimo: O Snape era emooooo!!!

Tia Anna, engasgada com o refrigerante e com um olhar de ódio para o garoto: O cof..é ah…disse cof..delho infeliz?

Suze: Ah droga, já acabou o mergulho do Harry? Mas que memória fraquinha o Prof. Snape tem hein tia Anna!

Diálogo 10

Um dos garotos trouxas tenta puxar um “Vai Harry Potter” durante a luta com os comensais, mas algum outro mais sensato deu-lhe um beliscão antes que começasse.

Fabian: O que o pai do Draco faz de calças compridas? E que viadice é essa máscara?

Alexis nem escuta, pois está muito ocupada balançando a varinha como se também estivesse no duelo phodástico.

Bill: Olha lá, parece um monte de Darth Vaders!

Arwen, ao ver os comensais puxando as varinhas: Puxa, fiquei desapontada agora… Achei que fossem puxar sabres de luz ao invés de varinhas.

Diálogo 11

Enquanto a pequena criatura conhecida como Dani Lupin se rompia em lágrimas na parte do véu, Fabian comenta, com a sensibilidade de um trasgo montanhês: A Belatriz Lestrange está muito bem para alguém que passou os últimos 15 anos em Azkaban, não acham?!

Diálogo 12

Sobre Luna Lovegood, por Alexis Dumbledore, Gabe Lupos e Suze Pettigrew.

Final do filme e todos esperam que não haja mais nenhum problema na relação trouxas-bruxos na sala do cinema, que ganhou um carpete formado por pipoca, bolas de papel e outros dejetos. Na parede, Luna pega a mão do Harry.

Trouxa 1: Vai lá cara, pega outra!!!

Trouxa 2: Garanhão!!!!

Trouxa 3: Esse aí é dos meus!!!

 

Parte V – Praça de alimentação

Diálogo 13

O Voldie é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau? – por Norwena, Gabe, Suze, Dani e Arwen

Norwena: Eu mantenho a convicção de que tudo que Voldemort fez, ele fez porque queria um nariz. Só um nariz.

Gabe, empolgado com a idéia: Sim, essa é a real motivação dele.

Suze, tentando fazer os dois sonserinos caírem na real: Mas ele certamente tinha um nariz antes de ficar mau!

Arwen: Aí está. ele é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau?

Dani Lupin: Eis a questão!

 

É isso aí! Feliz Halloween pra todos nós!

The Hogwarts Invasion

Era uma ensolarada tarde de final de verão, na primeira semana de aulas da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os quatro amigos estavam sentados na beira do lago, embaixo da faia, aproveitando o horário vago coincidente. Arwen, Alexis, Dani e Bill jogavam animadamente umas partidas de Snap Explosivo enquanto beliscavam alguns sapos de chocolate antes do horário do jantar.

Enquanto isso, nas proximidades da Floresta Proibida, algo estranho acontecia sem que nenhum dos quatro amigos tivesse notado. Um grande objeto azul materializou-se do nada, contrariando a conhecida regra de Hogwarts: não se pode aparatar nos terrenos da escola. Partindo desse fato, provavelmente aquele objeto era dotado de uma magia extremamente potente. A porta se abriu e dela saíram duas pessoas. Um homem alto e magro e uma mulher loira, bem jovem. O homem gesticulava conversando animadamente com a moça que o acompanhava. Continuaram caminhando até que se aproximaram da faia nos arredores do lago. Ele estacou de repente, olhando surpreso para o pequeno grupo diante de si.

ESTUPEFAÇA! – a menina de longos cabelos negros e olhos cor de mel estuporou o sujeito recém chegado enquanto os outros três se viraram para ver o que havia acontecido.

– Oh, meu Deus, o que vocês fizeram? – a moça loira correu para mais perto do homem, ajoelhando-se ao seu lado. Depois, olhando mais atentamente para os meninos, ela disse:

– Vocês existem mesmo? Esses uniformes… esse lago… ESSE CASTELO!

Os amigos se aproximaram dos dois no chão e os encararam, curiosos. O homem de repente abriu os olhos e sentou-se num salto. Fitou de forma longa e intrigada a garota que o estuporou e levantou a mão para mexer nos cabelos dela. Assustada, Arwen deu um passo para trás.

– Espera! – ele falou ao se levantar e já suspendendo o cabelo da menina – Cadê suas orelhas?

– Ué, estão bem aqui, você não está vendo? Quem é você? – ela respondeu.

O moço exibia um ar bastante confuso.

– Você não é Arwen Potter? E vocês são… ah, isso é brilhante! Vocês são Bill, Dani Lupin e Alexis! Acertei?

Os cinco (incluam aqui a moça loira) olhavam embasbacados para o maluco diante deles.

– Alto lá, como você sabe os nossos nomes? – Dani Lupin o interrogou bastante desconfiada.

Ele sorriu abertamente.

– Ora como, eu li! Li todos os livros da série da Rowling, li antes que todo mundo tivesse lido! E depois que a série acabou, achei sites com fanfictions. Vocês são da turma do Accio Cérebro! Li todo o site. Também li todo o Expresso Hogwarts. Aliás… vocês do Accio são bem malucos, hein?

– Olha quem fala! – Bill resmungou.

– Ok, tá tudo muito animado, tudo brilhante, cara da caixa azul. Mas eu ainda não entendi patavinas. Accio Cérebro? Rowling? Por acaso andou comendo bolo de caldeirão estragado pra ter alucinações assim? – Alexis estava intrigadíssima.

O sujeito pareceu sequer ter ouvido as perguntas deles. Estava empolgado demais com o seu achado.  Mas havia algo que não estava certo. A menina das orelhas pontudas não tinha orelhas pontudas. Ele dirigiu a palavra a ela outra vez.

– Arwen, seus pais… estão… vivos?

– Sim, uai, e por que pergunta uma coisa dessas? – a garota agora estava perplexa.

– E nós estamos em que ano? – ele perguntou coçando a cabeça.

– Em 1994. Mas que tipo de pessoa não sabe nem o ano em que… – Bill respondeu, sem acreditar na pergunta que ele fizera.

– É nesse ano que acontece aqui na escola o… Torneio Tribruxo?

– Sim! Mas…  – foi a Lupin quem falou.

– Mas… mas o Accio só começa no ano da Ordem da Fênix! – ele continuou, coçando a cabeça. Do nada, as feições do homem mudaram, como se ele, de repente, tivesse descoberto um novo continente.

– Só se… não, ela não pode viajar nas dimensões, não assim… bem, só se o que está escrito for… uma fanfic da fanfic? Não, não, não, também não. A única explicação que sobra é… na verdade vocês existem, mas não exatamente como estava lá. Existem, mas de outra forma não-linear comparada ao que era antes. De repente, algo aconteceu depois que o site sumiu do ar… será algum erro ao reiniciar o sistema? Oh, entendi, deve ser isso!

Os quatro continuaram pasmos olhando o homem conversar com seus próprios botões. A loira levantou a mão pedindo a vez para falar.

– Sim, Rose? – o sujeito se dirigiu a ela.

– Nós estamos em Hogwarts? Isso tudo é Hogwarts? É isso mesmo? – a loira perguntou, ainda incrédula.

– Claro, minha querida! Bem vinda aos terrenos do Castelo de Hogwarts! E chegamos bem a tempo de ainda conhecer o Diggory!

Arwen olhava de um para o outro sem entender nada. Como assim, chegar “a tempo” de conhecer o Diggory? Afinal, ainda faltavam praticamente dois anos até que ele deixasse a escola. E por que o interesse no Diggory? A Marota chegou a abrir a boca para falar, mas como a mocinha já havia percebido que questionar o intruso diretamente sobre qualquer assunto não daria resultado, tentou comer o mingau pelas beiradas e voltar a questão inicial, que martelava na sua cabecinha.

– Mas afinal, QUEM é você? – ela disparou. E para sua surpresa, o desconhecido a olhou e sorriu de orelha a orelha.

– Eu sou o Doutor!

– Doutor quem? – foi Bill quem continuou o interrogatório.

– Me chamem só de Doutor. Muito prazer! E esta é Rose Tyler, minha companheira de aventuras. – ele terminou sua apresentação, apontando a jovem ao seu lado. – E agora, onde encontro o Professor Dumbledore? Eu queria muito dar uma palavrinha com ele, que ciência maravilhosa ele aplica aqui! Quem sabe não ganhamos autógrafos nos cards que vieram nos sapos de chocolate, hein, Rose? Ah, grande homem, Dumbledore…

Os quatro amigos suspiraram e deram de ombros, apontando a entrada do castelo. Os dois intrusos se retiraram, e os quatro abestalhados ficaram observando os vultos seguirem até desaparecerem pela grande porta de carvalho.

Bill coçou a orelha, encarando as amigas como quem não acreditava na cena bizarra que eles acabaram de vivenciar.

– É cada maluco que me aparece, não?

– Maluco, tudo bem, já vimos piores. – respondeu Alexis – Mas aparatar no castelo assim? E ainda trazendo uma Rose à tiracolo… ei, espera. Aquela cabine azul é pequena demais pra dois. Mas que bruxaria é essa?

 

acciodoctor

 

(Escrito a quatro mãos por Arwen e Alexis)

O Natal existe ( se ele diz, quem somos nós para negar o.O)

Off: Sabemos perfeitamente que no accio ainda não é natal, mas não pudemos evitar e fizemos essa pequena homenagem para todo o time do Accio Cerebro. Feliz Natal para todos.

A Coordenação.

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Antes da foto, McGonnagal insistiu em trazer um raio de um pianista e nós éramos o coral natalino.
Vejam bem a pérola que saiu disso.
Depois do coral, tiramos essa fotinho aqui:

 

turminha

 

Quero ver você não chorar
Alexis: Depois de ter sido pego pelo Snapão, quero ver meeessmooooo.
Não olhar pra trás
Arwen: Para ver o Draco tomando um estabacão no meio do corredor. Ai gente, não sei como minha bolsa foi parar logo ali no meio do corredor. Engraçado né?
Nem se arrepender do que faz
Dani: Porque eu iria me arrepender de rir da cara dos outros?

Quero ver o amor vencer
Dani: Só se for o meu com o Tom. *Voam almofadas em direção a Dani*
Mas se a dor nascer
Alexis: malditas botas de cano longo. Nunca mais uso.
Você resistir e sorrir
Dani: *Dani sorri sarcasticamente louca de vontade de acertar a mão no engraçadinho sonserina que tacou uma bolinha de papel em sua cabeça*
Se você pode ser assim
Arwen: Se eu consegui mandar aquele legume para o raio que partiu sua testa, posso continuar assim.
Tão enorme assim
Alexis: Enorme? Não é nenhuma redação de história da magia não, né?
Eu vou crer
Dani: Queria crer que nunca mais iria ver aquele Morcegão me dando aula.
Que o Natal existe
Arwen: Natal? Ah é! * As outras marotas dão cutucadas e juntas dizem: Tonta!*
Que ninguém é triste
Alexis: Estou muito triste. Poderia ser um guitarrista ao invés de piano. YEAH! METAAAAAAAL! *Alexis sacode a cabeça e suas amigas a seguram rapidamente porque está atraindo muitos olhares estranhos*
Que no mundo há sempre amor
*Dani ia falar de novo, mas as duas fizeram cara zangada, presumindo que ela ia mais uma vez falar de seu namorado*
Bom Natal um Feliz Natal
Arwen: Pra você também moço, agora termina logo isso que eu tô com fome.
Muito amor e paz pra você
Alexis: Acabou? Já é a hora da comida?
Pra… vo…cê…
Dani: Quero rabanada, mas nada de farofa de abóbora, por favor.
Arwen: É, a Ludi agradece!

Depois desse coral belíssimo, McGonnagal já estava olhando irritada para a gente.

– Mocinhas. As três aqui no palco! – ordenou a professora sovina.

– Iiiiii… sujou marotada! – exclamou Dani.

As três se dirigiram para o palco e McGonnagal ordenou que nenhum aluno as ajudasse. No caminho, muitos assobios, uivos e batidas de palma.

– Muito bem, já que as três madames estavam conversando durante o coral, presumo que saibam todas as músicas de cor – argumentou a diretora da Grifinória.

– Her… bem… – Alexis tentou se explicar mas foi interrompida.

– Bom, então façam o melhor que puderem. Que instrumentos as senhoritas gostariam?

– Hummm… Harpa e flauta – murmorou Arwen que mirava seus pés.

Prontamente, a professora transfigurou uma harpa a partir de uma cadeira e uma flauta a partir de uma caneta.

Como não tivemos alternativa, fizemos nosso tão conhecido concerto. Com Alexis na Harpa, Arwen na flauta e Dani no vocal:

“Botei meu sapatinho
Na janela do quintal
Vovô dumbie deixou
Meu presente de natal

Mas como é que o Snapão
Não esquece de ninguém?
Seja grifi, seja lufa
O morcego sempre vem”

*Uma salva de palmas e uivos da galera nas mesas, inclusive alguns da Sonserina.*

Empolgadíssimas com o sucesso, decidiram mandar mais uma:

“Quero ver Snape chorar
Quando olhar pra trás
E se arrepender do que faaaaaaaaz

Quero ver o Anão* crescer
Mas se ao chão descer
Você resistir e não riiiiiiir

Se Hagrid pode ser assim
Tão enorme assim
Eu vou creeeer

Que o Dumbie existe
Que o Voldie é triste
E que o Draco é só amooooooooooor

Bom natal, um feliz natal
Com presente e paz pra vocês
Pra vooooocêêêês!”

*clap clap clap*

– Isso é tão lindo! – disse Alexis com lágrimas nos olhos – Olhem! Consegui levantar minha harp…

– CUIDADO, MENINA!

A professora gritou de susto. Alexis acabara de se desequilibrar devido ao peso do instrumento que carregava, caindo em cima de Arwen que por sua vez, atropelou Dani. Um pequeno desastre em dominó que ninguém esperava, e logo em seguida todos ouviram um barulho muito alto.

– Ah, não… essa cena de novo, não… – Dani congelara.

– Hey, que cheiro é esse? – diziam vozes ao fundo da sala – Alguma coisa aqui está fedendo! Parace que foi uma… UMA BOMBA DE BOSTA!

As três marotas trocaram olhares e disseram juntas numa mistura de coro e risos: FELISBERTA!

McGonagall sentou-se numa cadeira e se abanou com o chapéu pontudo…

“Por Merlim! Quando é que isto vai ter fim?”

*Anão: Flitwick

By Marotas

Feitiço conjurado por Dani Lupin às 05:34 h