Atualização do elenco, personagens secundários e elenco antigo

Depois da entrada triunfal do Henry, eu estava devendo uma atualização do elenco do nosso futuro longa metragem. rs

Eis que finalmente atualizamos o quadro. Aproveitei e incluí dos personagens secundários até o momento, os pais da Arwen e os pais do Chris.

ELENCO-2

ELENCO_secundario-2

Elenco principal: Arwen – Alexandra Daddario / Alexis – Hailee Steinfeld / Dani – Ellen Page / Chris – William Moseley / Daryl – Logan Lerman / Josh – Ben Barnes / Misty – Georgie Henley / Bill – Zachary Gordon / Ludi – Birdy / Selina – Jennifer Lawrence / Gabe – Tyler Posey / Seifer – Callan McAuliffe / Fabian – Zoe Aggeliki / Wenna – Normani Kordei / Henry – Johnny Simmons

Elenco secundário: Liv – Liv Tyler / Bryan – Tom Everett Scott / Cal – Zooey Deschanel / Andy – Ben McKenzie

E aqui a lista disponível no IMDB.

E conforme o prometido há mil anos, o elenco antigo! Ui!

ELENCO-4

Elenco antigo: Arwen – Katie Holmes / Alexis – Natalie Portman / Dani – Rachel Bilson / Chris – Chris Evans / Daryl – Jared Leto / Josh – Hayden Christensen / Misty – Mary Kate Olsen / Bill – Tobey Maguire / Anna Brightbelt – Tia Carrere / Selina – Christina Aguilera / Gabe – Danny Masterson / Seifer – Jason Behr / Fabian – Jessica Simpson / Wenna – Catherine Zeta-Jones / Anna Valerious – Kate Beckinsale / Moonlight – Alexis Bledel / Amy – Avril Lavigne / Felicia – Vivien Cardone / Heather – Dulce Maria / Julianne – Emma Roberts / Cypri – Evangeline Lilly / Suze – Mariska Hargitay.

E aqui também a lista no IMDB.

Poxa, acho que melhorou consideravelmente o elenco, pelo menos no quesito noção básica de idade, rs.

Papeando com a cobra

Os meses passaram-se e as dores de cabeça de Moonlight tornavam-se mais intensas. Ela tentava ignorar, mas toda vez que fazia menção de sair da cama sentia uma pontada aguda no canto direito da cabeça praticamente insuportável. A vontade de permanecer na cama naquele Domingo era uma necessidade extrema, ainda mais por estar fazendo um frio tão maravilhoso e por suas cobertas estarem absurdamente atraentes.

Não havia muita claridade e o céu parecia tempestuoso. Suas companheiras de quarto provavelmente já haviam descido para aproveitar o final-de-semana restando somente ela largada na cama com o travesseiro na face. A última notícia que obteve durante as últimas horas, foi a tão badalada festa do Slugh, o que era uma sorte sua não ter ido já que não suportava o professor. Landon fora gentil em convidá-la, mas preferiria jantar com Snape a ter que agüentar o pançudo descrevendo as qualidades dos alunos e elogiar os pais bem situados no mundo da magia.

Ainda bem que Demerval me poupou desta proeza, pensou Moon tirando o travesseiro da face e encarando o teto. De praga por praga, eu fico com o metaleiro gótico.

No fundo, ela gostaria de estar lá fora tentando aproveitar o dia, mas seu ânimo havia caído muito e as dores pareciam não querer colaborar com ela. Pensando seriamente que não seria justo passar o Domingo largada as traças, resolveu levantar e tomar um banho. Demorou o que pareciam horas até vestir um jeans e um moletom confortável. Descera as escadas e rumou em direção ao Salão Principal quase vazio.

Bêbados baladeiros!

Moon não deixou de sorrir ao pensar daquela forma e não demorou a sentar-se onde ninguém pudesse vê-la. Puxou um prato de mingau e passou alguns segundos brincando com a mistura que estava começando a enojar seu estômago.

Apoiando a mão no rosto, afastou o prato e cerrou os olhos. A mesma pontada de semanas atrás estava começando a dar trabalho.

– Pirada!

Moonlight não abrira os olhos, pois reconhecia perfeitamente aquela voz.

– Estou bem! – afirmou ela alisando os cabelos. – Estou bem!

Morgana dell’Brussels era uma das irmãs de Moonlight. Diga-se de passagem que, além de Sonserina, é a mais velha delas. Seus cabelos eram longos como o da irmã, mas seu rosto era muito mais pálido. Nunca foi uma pessoa bastante agradável. Fazia juz a casa que pertencia e louvava Snape como ninguém. Morgana, também, nunca fora de fazer piadas como os demais sonserinos. Sempre mantinha-se da forma mais reservada possível para que, se fosse preciso, pudesse manifestar-se sem problemas e com grande segurança. Era a cobra reservada da turma do sexto ano, como diziam seus colegas de classe.

– Ando reparando que você anda estranha. Acho que seria bom tirar as férias em casa. – Morgana cruzou os braços. – Andei escutando que você anda movendo as coisas…andou batendo a cabeça?

Claro que não, maninha! Eu quase fiz a Gina perder a memória com um quadro na cabeça, assim como quase a fiz quebrar a perna em nome de Demerval.

Moonlight tentava organizar os pensamentos e desencanar da dor. Seriamente, estava começando a ceder e acreditar que precisava fazer um exame completo.

– Eu não sei o que aconteceu. Foi um momento de raiva e não lembro de ter movido objeto algum. E minhas dores existem desde aquela detenção horrenda com o metaleiro. – Moonlight tentou fazer uma cara inocente, mas era evidente que estava mentindo.- Ele matou meu violino.
– Precisa ir a enfermaria!
– E desde quando se preocupa?

Delicadamente, Morgana jogou um pergaminho perfeitamente enrolado sobre a mesa. Moonlight o pegou sem demora e começou a lê-lo. Ao término, erguera seus olhos arroxeados na direção da irmã com a pulga atrás da orelha.

– Mamãe está preocupada com seu dedo indicador e com o que você fala.
– Eu já havia mandado uma carta para ela. Mamãe disse para eu me concentrar mas, concentrar-me em quê!? Como curandeira, ela deveria me indicar uma poção e não o auto-controle da mente.

Morgana abaixou a cabeça para que ficasse na altura dela. Sua voz soou como seda quando disse:

– Todos da escola estão comentando e você precisa de cuidados.
– Mamãe disse que é trauma de infância. Sinto-me como se tivesse fugido do manicômio.

Morgana riu gostosamente.

– Digamos que não duvido nada disso, já que você sempre foi meio louca. Chamar o prof° Snape de metaleiro ou gótico é coisa de bêbado. Ou melhor, trêbado. Você é parente da Sibila?

Moonlight teve sua visão futura. Cabelos desgrenhados, pulseiras barulhentas nos braços e um óculos maior do que uma tábua de bife. Sentindo uma repugnância, balançou a cabeça e afastou os benditos pensamentos que faziam sua cabeça doer ainda mais.

– Eu só disse a verdade! Eu lá tenho culpa? – Moonlight dera de ombros.- Ele deveria estar em uma banda, ganhando dinheiro e não querendo pendurar alunos da grifinória em um espeto e fazer churrasco.
– Ele só é assim com o Potter.

Moonlight dera um suspiro cansado.

– Seja o que for, eu estou tentando me cuidar. E minha dor de cabeça não quer dizer nada com relação a minha piadinha contra seu chefe de casa.
– Ele odeia você e vive pegando no meu pé.
– Sinal de que ele gosta de você.

A risada estridente de Morgana ecoou pelo Salão Principal.

– Se eu fosse Malfoy até que ia. O professor Snape só falta pegar ele no colo e cantar musiquinha de ninar. Apesar que, o loiro aguado anda meio atordoado. ‘Tá parecendo você. Ambos doidos!

Moon não gostou da comparação.

– Agora você vai dizer que teremos três filhos e seremos muito felizes.
– Troca de casa, quem sabe! – Morgana não mostrava nem um pouco de arrependimento ao dizer aquelas coisas. – Para finalizar, tenha o bom senso e responda ao pergaminho.

A caligrafia da mãe das dell’Brussels permanecia a mesma e a preocupação com Moon era completamente extrema. Caindo na real, a grifinória resolveu ir a enfermaria novamente para saber o que realmente estava acontecendo.

– Não irei escrever! Irei descobrir o que tenho e, se for grave, eu respondo. – Moonlight lhe estendeu o pergaminho.
– Eu só vim te dar um toque mesmo. É divertido ouvir te chamarem de anormal.
– Pelo menos não sou igual a todo mundo.
– Mas poderia fazer o teto cair sob a cabeça da Sibila. Eu odeio aquele cheiro da sala dela. Acho que ela não toma banho.
Moon riu.
– Cuidado! Eu posso ser a filha surtada que ela abandonou pelas ruas escuras da Travessa do Tranco.
– Olha que não duvido, viu!?
– Assim que eu souber o que acontece, eu te informarei.
– Hum…- Morgana alteou uma sobrancelha. – Te conheço e nem irei ficar esperando. Até mais, anta!

Moon observou sua irmã afastar-se. Ainda sentindo umas pontadas na cabeça, puxou o mingau já frio e tentou fazê-lo ser aceito em seu estômago.

Feitiço conjurado por Moonlight dell Brussels às 02:47 h

Nos jardins gelados

Naquela manhã de domingo seguinte ao passeio a Hogsmead, enquanto a maioria dos alunos de Hogwarts tomavam o café da manhã ou se divertiam em suas aconchegantes salas comunais, Carolyn Barton fora obrigada a enfrentar o frio intenso do exterior do castelo para ir até o corujal enviar uma carta para seu pai e sua madrasta. Apesar de seu secreto pavor por corujas, algo que a grifinória considerava ridículo para alguém de sua idade, mas que ela simplesmente não conseguia controlar por mais que tentasse, Lyn despachou uma das corujas da escola, e caminhava o mais rápido possível pelos jardins de Hogwarts a fim de adentrar no castelo, quando foi atraída por um som que vinha de algum lugar próximo dali. Carolyn sentiu-se atraída por aquela doce e solitária melodia, e seguindo o som, encontrou uma jovem violinista recostada sob uma frondosa árvore, que tocava o instrumento concentrada ao máximo, mas que rapidamente parou de tocá-lo surpreendida com a súbita presença de Carolyn.

– Moonlight dell’Brussels? Eu… eu não sabia que você tocava violino! E como você toca bem! – Lyn falou surpresa.

– Ah, obrigada Barton. – Moonlight respondeu um pouco envergonhada.

– Carolyn, por favor. Afinal, somos do mesmo ano, mesma Casa e ainda dividimos o dormitório. Acho que não precisamos nos tratar pelos sobrenomes. E é inacreditável saber que convivi durante cinco anos com uma violinista tão talentosa e nunca soube disto!

– Não é para tanto, Carolyn. Toco violino apenas como um passatempo.

– Pois você poderia tocar na melhor orquestra que existe e ninguém notaria que você não é uma profissional. – Lyn disse sorrindo. – Sabe, acho muito lindo mesmo quem toca violino, mesmo sem saber tocar.

– Ah, eu poderia te ensinar… É um pouco difícil de aprender, mas não impossível. Se você quiser… – Moon sugeriu.

– Você… você tá falando sério?! Eu adoraria! De verdade! – Lyn disse entusiasmada.

– Pois bem, veremos um horário livre ainda essa semana, e assim começaremos. – Moonlight falou.

– Poxa vida, eu não acredito! Vou aprender a tocar violino, yeah! – Lyn dava pulinhos de alegria.

– Será um prazer, Carolyn! – Moon disse feliz ao ver a colega alegre.

– Mas em todo caso, deculpe-me por ter lhe interrompido, já estou voltando para o castelo… E obrigada mais uma vez! – Lyn disse.

– Não tem problema, eu já ia voltar para o castelo mesmo. Está muito frio aqui. – Moonlight falou.

– Então vamos? – Carolyn propôs.

– Claro. – a morena levantou-se pegando seu violino delicadamente – Mas e você, o que fazia à toa nesse frio? – Moonlight perguntou.

– Ah, estava voltando do corujal, acabei de despachar uma carta para a Kathy. De alguma forma ela soube do ataque à Bell em Hogsmead, ficou extremamente preocupada e me obrigou a responder sua carta o mais rápido possível.

– Entendo… Mães são assim mesmo. – Moon disse rindo.

– A Kathy não é minha mãe, é minha madrasta. – Carolyn respondeu simplesmente.

Moonlight preferiu não prolongar o assunto, e desviou o olhar rapidamente. Ao perceber o constrangimento da grifinória de cabelos negros, Lyn sorriu.

– Tudo bem… O pior mesmo foi ter sido atacada por um terrível monstro verde no corujal.

– Kiwi! – Moonlight falou entusiasmada – A minha coruja!

– Você tem uma coruja verde chamada Kiwi? – Lyn perguntou.

– Sim sim. Acho que ela é facilmente identificável, afinal, quantas corujas verdes e gordas existem em todo o mundo bruxo?!

– Não muitas, tenho certeza! Ah, eu realmente detesto corujas, e sempre tive um pouco de… hum… medo delas. – Lyn disse sem-jeito, e Moon riu.

Moon e Lyn seguiram juntas até a sala comunal da Grifinória, e ao chegar lá, depararam com um casal que se beijava vorazmente numa poltrona.

– Eca! Weasley e Thomas! – Moonlight disse fazendo uma careta, e Lyn riu – Vou subir para o dormitório antes que eu acabe vomitando com essa cena.

– Tudo bem, eu vou pegar algum terminar alguns exercícios pendentes que eu tenho de Aritmancia… – Lyn falou suspirando.

– Então até mais! – Moon despediu-se.

Moon foi para o dormitório feminino, deixando Carolyn na sala comunal desanimada com os livros, porém feliz com a expectativa de aprender o instrumento que ela tanto apreciava e que a outra tocava com tanta perfeição, e principalmente, feliz com a nova amiga que, aos poucos, ela tinha certeza que se daria muito bem.

Feitiço conjurado por Carolyn Barton às 14:51 h

Ombro amigo.

Todos pararam em volta de onde Moonlight caiu desacordada e cochicavam meio chocados com o que havia acontecido. Enquanto o dono da loja pedia calma, todos faziam questão de permanecer em volta dela esperando algum tipo de reação. Aos poucos, Moonlight fora recuperando a consciência. Sua cabeça estava doendo o dobro de antes impedindo-a de abrir direito os olhos. Tentou se levantar sozinha, mas a dor fazia suas pernas perderem a força fazendo-a ficar sentada no chão. A multidão continuou parada, alí, sem saber o que fazer.

– Será que poderiam dar licença? – disse uma voz abafada no meio dos alunos.

Aos poucos, as pessoas foram se dispersando e Landon conseguiu chegar até ela. Cedeu suas mãos e a ajudou a levantar.

– Consegue andar? – perguntou ele preocupado.

Moonlight balançou a cabeça positivamente.

– Ok! – Landon passou seu braço no ombro dela para que se apoiasse.- Vamos lá para fora!

A dispersão foi total, mas os múrmurios continuaram. Fora da Dedosdemel, Landon procurou um banco para que ambos se sentassem. Moonlight sentia o vento gélido assanhar seus cabelos e sua cabeça rodopiar com muito mais força. Ao encontrarem um banco, Landon a colocou sentada e lhe cedeu seu cachecol.

– Passou mal,foi? – perguntou ele com a testa enrugada.
– É…acho que sim. Não lembro.- disse Moonlight tirando os cabelos da face.
– Você precisa voltar para o castelo,pois parece doente.
– É só minha cabeça, Landon. Logo passa!

E ela realmente acreditou que logo passaria. Abraçou o próprio corpo e se encolheu naquele banco. O céu estava completamente negro indicando um temporal em breve.

– Você parece chateada também.- disse Landon sentando-se ao lado dela.
– Landon, quer parar de adivinhar como estou me sentindo? – Moonlight virou-se para ele encarando-o com os olhos contraídos.
– Desculpe! Só estou tentando ajudar. – respondeu Landon.
– Quer ajudar? Deixe-me sozinha então.

Landon riu.

– Só um burro te deixaria sozinha neste estado. É capaz de nem voltar para o castelo de tão cega que está. Consegue me ver claramente?

Moonlight bufou.

– Não tire uma com a minha cara, por favor. – pediu ela.- Parece divertido, mas gostaria que estivesse na minha pele agora.

Ele viu seus olhos marejarem por alguns instantes. O garoto não chegou a ver que ela estava realmente sentindo-se mal.

– Você deveria ganhar o trófeu de insensível do ano. – disse Moonlight alisando a própria testa.
– Eu tento te ajudar, pergunto o que você tem e ainda me rotula como insensível? – disse Landon indignado.- Não tenho culpa se você não confia nas pessoas.
– Acho que já levei muito cuspe na testa para confiar em todas as pessoas desse mundo.
– Isso me inclui?

Moonlight silenciou. Colocou algumas madeixas de seu cabelo atrás da orelha e evitou o olhar penetrante de Landon.

– Será que poderia me responder? – Landon ficara em pé.- Ah! Já sei! Você é covarde demais para falar o que pensa e o que sente.
– Já que te importa tanto saber, não Landon, você não é uma dessas pessoas que não confio. Feliz?

Ambos se encararam em silêncio. Ou pelo menos Moon tentou encará-lo.

– Não soa sincero.
– Então solte fogos, Landon, você é amigo da Moonlight. – disse ela erguendo um braço como se estivesse brindando.
– O que está rolando? Por que está puxando briga?
– Eu não estou puxando briga.
– Então por que estamos quase aos berros?
– Não estamos aos berros.

Landon sentou novamente. Sentia suas bochechas completamente quentes.

– Irei tentar mais uma vez…- o garoto suspirou.- O que você tem?

Moonlight entortou os lábios.

– Já se sentiu o extremo lixo do planeta? – perguntou ela.
– É como me sinto agora. – afirmou ele.
– Pois bem, eu também me sinto assim nesse exato momento.- disse Moonlight cerrando os olhos ao sentir o vento gélido mais uma vez.- Recebi uma carta da minha mãe me dando certas instruções para o meu problema. Ela disse para eu tomar conta dos meus pensamentos e principalmente do meu dedo indicador.
– Você está tentando controlar isso, não é? – perguntou Landon com firmeza.
– Para alegria dos zombadores de plantão não aconteceu nada hoje. Parece que na minha mente tem uma nuvem negra que não quer se dissipar, sabe!?
– Provavelmente por que esse não é seu único problema.- deduziu ele.- Algo mais deve ter acontecido.

A garota suspirou. Lembrar da conversa com Dylan não estava ajudando no seu estado de ânimo.

– Já sofreu por amor? Sofreu tanto que passou mais de um mês chorando e deixando de viver por aquela pessoa?

Landon abaixou a cabeça.

– Meu verão foi assim. – respondeu ele.- Mas já superei.
– Todos sempre dizem que superam, mas aquela bendita cicatriz sempre permanece. Amores marcantes são quase como tatuagens. São definitivas. Seja um amor bom ou um amor ruim, você sempre vai se lembrar de alguma forma.
– É por isso que está assim?

Moonlight afirmou com a cabeça.

– Mas não quero me aprofundar nesse assunto. – disse ela vendo que a boca de Landon se abrira.
– Como quiser! – disse ele dando de ombros.- Só me responda, foi tão ruim assim?
– Comecei com o pé esquerdo no mundo dos relacionamentos. – disse ela dando um riso abafado.
– Eu nem tive a chance de colocar o pé esquerdo na história. Fui renegado muito antes de alguma coisa começar.
– Sinto muito. – disse Moonlight.
– Sem problemas! – disse Landon dando um meio sorriso.- Sente-se melhor?
– Sim! – disse Moon apertando o nariz do garoto.- Posso apoiar minha cabeça no seu ombro?
– Abuse e use. – riu ele.

Lentamente, Moon apoiou a cabeça no ombro do garoto. Começou a ter a sensação de estar extremamente segura ao lado de Landon. Cerrou os olhos e torceu para que sua dor de cabeça passasse.

– Sabe Moon, me disseram que as dores de um amor se curam com outro amor.- disse Landon passando o braço no ombro dela.
– Não seria melhor dizer que dor de corno se cura com outra dor de corno?

Ambos riram.

– Acho que é por isso que estou com dor de cabeça. Dor de corno. – riu Moonlight.
– Acho melhor você calar a boca para sua dor de cabeça passar. -disse Landon rindo.
– Sim sr. capitão.

Ainda de olhos cerrados, Moonlight começou a viajar em pensamentos. Sua cabeça não estava doendo como antes e seus medos pareciam terem sido levados pelo vento.

Feitiço conjurado por Moonlight dell Brussels às 11:37 h

Era melhor ter ficado no castelo…

Depois daquela carta, Moonlight não parava de tentar fazer sua cabeça lembrar-se de qual trauma sua mãe se referiu. Nas últimas semanas, passou noites em claro e tendo fortes pêsadelos. De uma coisa ela estava certa, sua mente estava tão perturbada que não estava conseguindo pôr limites em seus pensamentos e em seus desejos. Passou os últimos dias se isolando de tudo e de todos,pois não estava nem um pouco a fim de dividir nada com ninguém.

Sua primeira visita a Hogsmeade também não foi diferente. Resolveu ir sozinha e fez o possível para fugir de Landon. Ela não falava com o garoto a dias também e parecia não sentir a mínima falta dele. Nos últimos dias, ela não estava sentindo nem falta dela mesma. Seu desejo mais íntimo era desaparecer completamente, ser apenas uma fumacinha. Começou a caminhar pelo povoado juntando mais o casaco contra o corpo protegendo-se do vento gelado. Estava bastante frio e ela fazia o possível para não ranger os dentes contraindo seus lábios um nos outros. Passava por lojas, observava os objetos, comprava alguma coisinha. O nível de ânimo da garota estava bastante baixo e parecia que aquilo estava com tendência em ficar pior. Ela observava os alunos de Hogwarts saírem felizes das lojas e simplesmente não entendeu os motivos de tanta alegria.

Caminhava distraidamente e acabou parando em frente da Dedosdemel quando avistou aquele que jurou nunca mais querer ver na vida. Parecia que uma nuvem negra havia se dissipado de sua cabeça fazendo sua mente ficar mais clara. Lembrou-se da carta que havia recebido de Dylan em suas primeiras semanas que estava em Hogwarts. Lembrou-se, também, que ele queria vê-la em um dos passeios de Hogsmeade para “acertar” os assuntos pendentes.

E lá estava ele, parado e observando-a. Um sorriso tomou conta dos lábios do moço que começou a caminhar em direção da jovem que fazia questão de fingir que não o havia visto olhando a vitrine colorida da loja de doces. Moon sentiu um cutucão em seu ombro e, quando se virou, viu-se mergulhada em um abraço forte que quase lhe tomou todo o ar. Era de um abraços desses que ela mais precisava, mas não era exatamente dele que ela gostaria de receber aquele ato de carinho.

– Quanto tempo,Moon! – sorriu Dylan largando-a.- Como vai?

Moonlight tentou ser a mais simpática possível.

– Ótima e você? – Moonlight fazia uma extrema força para sorrir.
– Estou bem! Confesso que estou bem melhor ao vê-la.

Ela não sabia se ria ou se chorava. Seu emocional não estava pronto para receber aquele garoto que fora responsável por rios de suas lágrimas.

– Bom…como prometi….estou aqui e queria muito vê-la. Podemos conversar? – disse Dylan dando de ombros.
– Se for uma conversa rápida, por mim tudo bem. – disse Moon cerrando os olhos ao sentir a brisa fria tocar sua face.
– Não quer ir tomar alguma coisa?
– Dylan…- Moon o encarou meio impaciente.- …meu tempo de lazer é limitado e estou fazendo uma extrema força para me distrair. Se eu tivesse me lembrado que você estaria aqui, nem teria aparecido.

Dylan endireitou-se.

– Ainda bem que esqueceu pois, mesmo você não vindo, eu não iria desistir.

Moon fitou o chão. Sentia que sua paciência estava se esgotando.

– Fale logo o que quer,Dylan!

O garoto enfiou ambas as mãos no bolso da calça. Encarou aqueles olhos meio arroxeados que pareciam um pouco marejados. Como aqueles olhos o acalmava de alguma forma.

– Sobre o que aconteceu no ano passado. O que disseram foi pura mentira.
– Ser chifruda é uma pura mentira? – perguntou Moon com firmeza.
– Eu não traí você! – disse Dylan aproximando-se um pouco dela.
– Não foi o que meus olhos viram. – disse Moon balançando a cabeça negativamente.- Dylan, sei que quer dormir melhor. Se isso ajudar, está perdoado. Só prometa-me que irá me deixar em paz.
– Eu não vim até aqui atrás de um simples “perdão”. Quero você de volta.
Moon riu.
– Chegou um pouco tarde. Durmo melhor agora sem me preocupar onde você está e com quem. – disse ela.- Dylan, nosso tempo já passou. Vá atrás de outra garota e me deixe viver,ok!?

Dylan ameaçou pegar em sua mão protegida com uma grossa luva, mas ela conseguiu ser mais rápida e acabou recuando.

– Eu seria incapaz de magoá-la.
– Mas magoou! Magoou tanto que tenho vontade de chutar seu traseiro e cuspir na sua cara.
Dylan arregalou os olhos.
– Agora fica com essa cara de cachorro abanadonado para cima de mim. – Moon riu inconformada.- Querido, não me venham com palavras melosas e juras de amor. Depois de tudo que você me fez passar, por sua culpa, tornei-me uma pessoa extremamente cética com relação ao amor.
– Está querendo me fazer sentir pior? – perguntou Dylan.
– Isso não é nem metade do que você já me fez sentir. – disse Moon encarando-o.- Eu cuidei de você e sempre estive ao seu lado. Na hora que mais precisei, você….

Moon sentiu uma forte pontada na cabeça. Levou a mão a testa e começou alisá-la freneticamente.

-….você não estava lá. Isso doeu muito.- voltou ela a dizer.
– Sei que doeu e estou tentando me redimir.
– Então faça o seguinte: faça uma coisa boa para algum de seus amigos. Não os deixe a ver navios quando precisarem de você. Se você fizer isso, juro que se sentirá melhor. Um ato maldoso se cura, na maioria das vezes, com um ato bondoso.
– Quero começar por você então! Moon…
– Já lhe disse, se quer perdão, está perdoado.- Moon sentia que sua cabeça iria explodir a qualquer momento.

Dylan suspirou.

– É triste não reconhecer mais você. Você mudou muito.
– Quando se recebe muita lama na face, de alguma forma temos que mudar para poder lidar com as outras coisas que estarão por vir.
– Certo! – Dylan moveu a cabeça.- Tem certeza que não quer dar uma volta? Você não me parece bem.
– Já disse que estou ótima! – disse Moon tirando a mão da testa.- Só preciso que vá embora.
– Moon….

Ambos se encararam. A garota não estava conseguindo associar mais nada. Sua cabeça dava pontadas agudas fazendo-a ficar com os olhos semi-abertos.

– Tchau,Dylan!

Ela já ia lhe dando as costas, quando Dylan a segurou pelo braço.

– Me escreve? – pediu ele calmamente.
– Pensarei no seu caso. – respondeu ela se esquivando.- Viva sua vida, Dylan.
– Queria que você fizesse parte dela. – disse Dylan passando a mão em sua face.
– Já fiz e você não deu valor. Como sempre dizem, só damos valor as coisas e as pessoas quando as perdemos.
– Seria tarde demais?
– Eu tenho minha vida Dylan e você não faz mais parte dela.

E, sem dizer mais anda, entrou na Dedosdemel deixando o garoto parado do lado de fora. Sentia sua cabeça dar mil voltas. Sentiu tudo ficar escuro. Não chegou a sentir seu corpo cair no chão com um baque surdo.

Feitiço conjurado por Moonlight dell Brussels às 07:06 h