Atualização do elenco, personagens secundários e elenco antigo

Depois da entrada triunfal do Henry, eu estava devendo uma atualização do elenco do nosso futuro longa metragem. rs

Eis que finalmente atualizamos o quadro. Aproveitei e incluí dos personagens secundários até o momento, os pais da Arwen e os pais do Chris.

ELENCO-2

ELENCO_secundario-2

Elenco principal: Arwen – Alexandra Daddario / Alexis – Hailee Steinfeld / Dani – Ellen Page / Chris – William Moseley / Daryl – Logan Lerman / Josh – Ben Barnes / Misty – Georgie Henley / Bill – Zachary Gordon / Ludi – Birdy / Selina – Jennifer Lawrence / Gabe – Tyler Posey / Seifer – Callan McAuliffe / Fabian – Zoe Aggeliki / Wenna – Normani Kordei / Henry – Johnny Simmons

Elenco secundário: Liv – Liv Tyler / Bryan – Tom Everett Scott / Cal – Zooey Deschanel / Andy – Ben McKenzie

E aqui a lista disponível no IMDB.

E conforme o prometido há mil anos, o elenco antigo! Ui!

ELENCO-4

Elenco antigo: Arwen – Katie Holmes / Alexis – Natalie Portman / Dani – Rachel Bilson / Chris – Chris Evans / Daryl – Jared Leto / Josh – Hayden Christensen / Misty – Mary Kate Olsen / Bill – Tobey Maguire / Anna Brightbelt – Tia Carrere / Selina – Christina Aguilera / Gabe – Danny Masterson / Seifer – Jason Behr / Fabian – Jessica Simpson / Wenna – Catherine Zeta-Jones / Anna Valerious – Kate Beckinsale / Moonlight – Alexis Bledel / Amy – Avril Lavigne / Felicia – Vivien Cardone / Heather – Dulce Maria / Julianne – Emma Roberts / Cypri – Evangeline Lilly / Suze – Mariska Hargitay.

E aqui também a lista no IMDB.

Poxa, acho que melhorou consideravelmente o elenco, pelo menos no quesito noção básica de idade, rs.

Harry Potter e a Ordem da Fênix

(ou Accio Staff e os PotROmaníacos)

Para comemorar o Halloween em grande estilo e com um clima bem nostálgico, um post extenso, é verdade, mas épico. Ele foi escrito nos dias antigos do Accio, e trata-se de uma fic off topic, quando os membros do site se debandaram para o cinema trouxa para assistir a estréia de Harry Potter e a Ordem da Fênix nas telonas. Por volta do dia 05/08/2007, a aventura estava totalmente escrita, mas não se sabe porque a dita cuja nunca foi ao ar. Vale ressaltar ainda que essa fic nada mais é do que uma releitura mágica das nossas próprias experiências cinematográficas – de todos nós, os autores malucos do Accio – na ocasião da estréia do filme. Portanto, a maioria dos fatos relatados aqui, pasmem, é verídica e qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência.

 

Parte 1 – Ida ao cinema

Sabemos que demoramos para postar alguma coisa referente ao filme, mas vocês têm idéia de quão difícil é botar tanta gente de casas diferentes, juntos, para assistir um evento trouxa? Os grifinórios e lufas providenciaram os ingressos, mas só arrancaram os sonserinos do conforto gélido das masmorras por chantagem da tia Anna, com seus maravilhosos sanduíches de bacon. Depois de argumentarem com os corvinais que ir ao cinema seria algo muito instrutivo, nosso elenco finalmente saiu de Hogwarts para ver o filme Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Arwen Potter e Alexis Dumbledore foram as primeiras da turma a chegar no recinto. Para fazer jus ao nome da escola (Hoggy!!! Hoggy!!!), elas foram adequadamente uniformizadas. Resultado: a população do cinema trouxa encarando absurdamente as duas, como se elas tivessem saído das telas.

Trouxa desconhecida 1 (mas eu juro que parecia a Mione!): Ei, ei, você de orelha grande! Posso tirar uma foto com você?

Alexis: Claro que ela vai, por que não? Tudo para ver um trouxa feliz. Sorria, Zoreia, diga xiiiiiiiiiiis!

Arwen: ¬¬ 

Bill, de gaiato na história: Eu bem que podia ter saído na foto também, a trouxa é bem gatinha…

Trouxa desconhecida 1: Ei, você! Nossa, parece tanto o Harry!!!

Bill: *sem palavras*

Como todos chegaram cedo na esperança de conseguirem bons lugares (na época, não se vendiam assentos marcados nos cinemas) para toda essa trupe, obviamente eles se sujeitaram à ignorância dos seres desprovidos de magia, ouvindo o que não deviam enquanto esperavam a projeção começar. Claro que ninguém tem culpa de nascer trouxa, mas ainda assim, os comentários não deixaram de ser fantásticos.

Vale destacar alguns diálogos, só para vocês ficarem com um gostinho deste evento memorável:

Diálogo 1

Trouxa anônimo 1: Harry pega a japinha!

Bill  se remexe incomodado na poltrona e fala entre os dentes: Eles estão falando da Cho? Mas ela é chinesa, p***a!

Trouxa anônimo 2: Como vc sabe?

Trouxa anônimo 1/Bill, botando a cabeça entre os dois trouxas: Vi no trailer! / Eu sou da casa dela, oras!

Diálogo 2

Trouxa anônimo 1, querendo aparecer:  Quando aparecer o Harry, vamos gritar: HARRY HARRY?!

Trouxa anônimo 2: Não, só na hora do quadribol!

Um dos sonserinos marca a cara dos dois para azarar na saída do cinema: Fala sério, o Lorde das Trevas voltando e o trouxa quer saber de quadribol?

Depois de uma olhada da tia Anna em torno, as pessoas ficaram mudas (ou pelo menos passaram a falar mais baixo). As luzes apagaram e começaram a rodar os trailers. Trinta segundos depois, começaram a pipocar luzinhas e anteninhas, seguido por vozes distantes que não pertenciam aos presentes na sala de projeção.

Trouxa dona das luzinhas e anteninhas, indecisa entre assistir ao filme ou a jogo de futebol: gooooooooooooooooooooooooooooool!

E a galera toda em uníssono (sem nem saber direito o que estava acontecendo, só para se sentirem inseridos na bagunça): GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!

Arwen vira-se rouca de tanto gritar e indecisa quanto ao motivo, para Dani Lupin: O que tá havendo? Jogo de quadribol?

 

Parte 2 – O filme

Raios coloridos para todos os lados e rádios, celulares e projetor ficaram parcialmente danificados. Um ou outro trouxa remexe em fios e consegue que seus aparelhos voltem a funcionar e ouvem o restinho do jogo do Brasil. Antes que a vaia começasse, tia Anna manda um reparo para a cabine de projeção e a sessão pode finalmente continuar.

Diálogo 3

Alexis Dumbie, na cena com os tios de Harry, engasgando com a pipoca: Que roupa mais pin-up (moçoilas da década de 30, que andavam com umas roupitchas fashion e pernas de fora. Jogue o termo na busca de imagens do google e você logo vai sacar o que é uma pin-up) é essa da tia Petúnia?

Fabian, dando tapinhas nas costas da neta do homi: Até que a roupitcha é bonitinha, eu só queria saber de onde vai pular o amante dela, por que um modelito desse não deve ser sido escolhido para o dublê do pai do Crabbe!

Diálogo 4

Trouxa anônimo 1, quando os Weasleys aparatam: Olha! Eles teletransportam!

Diálogo 5

Trouxa anônimo: Ih, olha só o Dobby!

Gabe, olhando para trás: Acho que o Kretcher (Monstro) não vai gostar nadinha dessa comparação.

Dani Lupin, jogando um piruá em direção ao trouxa: E o Dobby não merece essa ofensa, viu?

Diálogo 6

Fabian, cutucando  Alexis Dumbledore: Nunca imaginei ver o Lorde das Trevas com roupas trouxas! Mas até que ele está bem para um morto vivo, não?

Alexis: É, ele está todo bonitão. E olha que não sou chegada nos tipos peçonhentos e sem nariz…

Norwena: Eu não acredito que as pessoas tenham tanto medo de uma pessoa que não tem nariz!

Arwen Potter: Putz, é mesmo, tá até parecido com um cantor trouxa nesse terninho chiquetoso, o … Droga, não tô lembrando o nome!

Trouxa anônimo (e intrometido): Michael Jackson!

Selina, caindo na gargalhada: É, e os dois têm problemas com garotinhos!

(observação: nessa época, Michael Jackson ainda pertencia ao mundo dos vivos, vindo a falecer apenas 2 anos depois).

 

Parte 3 – A Armada Dumbledore

Diálogo 7

 Sobre Neville Logboton – por Dani Lupin e Fabian Rain

Dani Lupin:  Esse é o Neville? Como cresceu!

Fabian, torcendo o nariz ao olhar a foto dos pais do Neville na 1ª formação da Ordem da Fênix: É, mas continua com a cara de paspalho de sempre! Também, o que poderíamos esperar do filho da Olga Prestes? Por Slytherin, que cabelo é esse?!

Hendrika, implicando em voz baixa: Quem desdenha quer comprar!

Cypri, se assegurando que a sonserina não tinha ouvido: Fica quieta, Hendrika!

Diálogo 8

Sobre o beijo

Trouxa anônimo 1: Olha lá, olha lá o matinho crescendo!

Trouxa anônimo 2: Harry vai beijar na boca!

Trouxa anônimo 1: Vai deixar de ser bv!

Trouxa anônimo 2: Tá pegando…..

Enquanto isso, o casal 20 da sonserina e a monitora de poções e seu noivo aproveitam o “intervalo” do filme para darem suas próprias versões de como devem ser os beijos cinematográficos. Quem pode faz, quem não pode comenta né?!

Arwen olha discretamente para algumas poltronas mais a frente e vê a cabeleira cinza do corvinal Belmont e suspira resignada.

Bill, voltando do banheiro: E aí, o que eu perdi?

Fabian: Um monte de trouxa que nunca beijou se realizando através da façanha do Potter de pegar a CHOrona. Agora sai da minha frente que eu quero ver se me botaram na Brigada Inquisitorial!

 

Parte 4 – Fim do filme

Diálogo 9

Tia Anna puxa o copo de refrigerante enquanto Dani e Suze se concentram no reconhecimento dos pais quando a tela mostra os Marotos adolescentes

Trouxa anônimo: O Snape era emooooo!!!

Tia Anna, engasgada com o refrigerante e com um olhar de ódio para o garoto: O cof..é ah…disse cof..delho infeliz?

Suze: Ah droga, já acabou o mergulho do Harry? Mas que memória fraquinha o Prof. Snape tem hein tia Anna!

Diálogo 10

Um dos garotos trouxas tenta puxar um “Vai Harry Potter” durante a luta com os comensais, mas algum outro mais sensato deu-lhe um beliscão antes que começasse.

Fabian: O que o pai do Draco faz de calças compridas? E que viadice é essa máscara?

Alexis nem escuta, pois está muito ocupada balançando a varinha como se também estivesse no duelo phodástico.

Bill: Olha lá, parece um monte de Darth Vaders!

Arwen, ao ver os comensais puxando as varinhas: Puxa, fiquei desapontada agora… Achei que fossem puxar sabres de luz ao invés de varinhas.

Diálogo 11

Enquanto a pequena criatura conhecida como Dani Lupin se rompia em lágrimas na parte do véu, Fabian comenta, com a sensibilidade de um trasgo montanhês: A Belatriz Lestrange está muito bem para alguém que passou os últimos 15 anos em Azkaban, não acham?!

Diálogo 12

Sobre Luna Lovegood, por Alexis Dumbledore, Gabe Lupos e Suze Pettigrew.

Final do filme e todos esperam que não haja mais nenhum problema na relação trouxas-bruxos na sala do cinema, que ganhou um carpete formado por pipoca, bolas de papel e outros dejetos. Na parede, Luna pega a mão do Harry.

Trouxa 1: Vai lá cara, pega outra!!!

Trouxa 2: Garanhão!!!!

Trouxa 3: Esse aí é dos meus!!!

 

Parte V – Praça de alimentação

Diálogo 13

O Voldie é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau? – por Norwena, Gabe, Suze, Dani e Arwen

Norwena: Eu mantenho a convicção de que tudo que Voldemort fez, ele fez porque queria um nariz. Só um nariz.

Gabe, empolgado com a idéia: Sim, essa é a real motivação dele.

Suze, tentando fazer os dois sonserinos caírem na real: Mas ele certamente tinha um nariz antes de ficar mau!

Arwen: Aí está. ele é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau?

Dani Lupin: Eis a questão!

 

É isso aí! Feliz Halloween pra todos nós!

Contos inacabados – Vulnerable

She’s so vulnerable, like china in my hands
She’s so vulnerable, and I don’t understand
I could never hurt the one I love, She’s all I’ve got
But she’s so vulnerable, oh so vulnerable

 

A chuva caía torrencialmente do outro lado da mureta. Como de hábito nos últimos meses, o senhor do mau tempo dispunha as enormes e pesadas nuvens cinza-chumbo de forma a encobrir todo o azul do céu inglês. Os cabelos negros de Arwen pendiam de sua cabeça inclinada e recostada numa das pilastras dos corredores externos do castelo, enquanto o pensamento da grifinória parecia pairar além dos limites da cortina de chuva. Um turbilhão de idéias, novas informações e sentimentos abstratos pareciam estar decididos a enlouquecê-la de vez naquela tarde. O aparecimento repentino dos pais de Chris Storm revelando-se como amigos de sua mãe e seus padrinhos, a descoberta recente da verdadeira causa da morte do pai e o que parecia ser um começo mal definido de relacionamento com o corvinal Joseph Belmont, aparentavam emaranhar-se numa teia densa, impedindo o raciocínio claro da garota.

 

Everywhere I look I see her smile
Her absent-minded eyes
And she has kept me wondering for so long
How this thing could go wrong

 

Perdida nesse mar conturbado e melancólico, não reparou a aproximação do setimanista lufano que, de uma maneira nada sutil, também se encontrava inserido no contexto de conjecturas de Arwen. Ele parou ao lado da grifinória, apoiando-se também na mureta e, tal como a garota, fixou o olhar na chuva forte que caía diante deles.

– Um sapo de chocolate por seus pensamentos. – ele arriscou enquanto a observava pelos cantos dos olhos.

– Dois por um pouco de sossego na vida. – ela respondeu com um sorriso desanimado.

 

It seems to me that we are both the same
Playing the same game
But as darkness falls this true love falls apart
Into a riddle of her heart

 

Chris, notando o semblante xoxo da menina, aproximou-se mais dela, agora encarando-a de frente.

– Posso ajudar de alguma forma? – ele ofereceu – Se quiser conversar…

Arwen suspirou enquanto mantinha o olhar fixo no tempo úmido.

– Acho que talvez eu esteja de novo fazendo tempestade em copo de veritasserum. De qualquer modo, tenho sido uma chata por esses dias e não quero incomodar mais ninguém com minhas bobagens.

– Você não me aborrece, mas se quer calar, posso doar o ombro amigo de sempre – ele sorriu quase marotamente – Essa pilastra me parece tão fria e desconfortável… – Storm concluiu, esperando uma resposta da moça.

 

She’s so vulnerable, like china in my hands
She’s so vulnerable, and I don’t understand
I could never hurt the one I love , she’s all I’ve got
But she’s so vulnerable, oh so vulnerable

 

A grifinória de orelhas pontudas nada respondeu, apenas observou o rapaz de jeito hesitante e, ao voltar-se outra vez para a cortina de chuva, sentiu-se sendo delicadamente aconchegada entre o braço direito e o corpo do rapaz, que empurrou suavemente a cabeça da garota, fazendo com que ela repousasse em seu ombro.

Em outra circunstância, talvez a reação esperada da quintanista perante aquele gesto fosse afastar-se, totalmente sem graça. Mas sem compreender porque, não teve forças, nem vontade de levantar-se dali. Na realidade, esse pensamento sequer lhe atravessou a mente, embora se sentisse um pouco encabulada, mas o conforto de estar ali compensava qualquer outra coisa estranha que viesse a sentir.

 

Days like these no one should be alone

No heart should hide away
Her touch is gently conquering my mind
There’s nothing words can say

 

Chris, sem premeditar, deixou seus dedos escorregarem por entre os fios negros e pesados do cabelo da menina. Era a primeira vez que ele a tinha tão próxima, também a primeira vez que ela lhe parecia tão vulnerável. O lufano não pensou em nada, somente percebeu sua mão puxando o rosto de Arwen para si e sentiu seus lábios finalmente encontrando os dela. Seus braços acabaram por estreitar a pequena cintura da garota e, por um breve momento, ele sentiu ser correspondido. Por um instante de fato muito curto, na concepção do rapaz. Tão logo ele a teve lânguida nos seus braços, no instante seguinte, ela tentava se desvencilhar dele, tão arredia quanto delicada.

– Chris, você ficou louco? Por que fez isso? – ela parecia perturbada e um pouco inquieta.

– Eu fiz somente o que senti e você respondeu o que sentia também.

O lufano não pretendia confundir mais a cabeça da grifinória, mas naquele momento estava deixando seu coração guiar seus atos. Desde que a conhecera sentira algo diferente e esperou pacientemente que ela se decidisse entre ele o o corvinal que claramente também queria seu coração.

Quando a viu tão só não se importou se ela tinha ou não namorado, somente queria mostrar que tinha alguém que se importava e estava lá por ela.

– Não pode, você não tem juízo. Isso é praticamente um incesto! – ela disse enquanto tentava de todas as formas escapar pelo corredor, mas o reflexo do rapaz fora mais ágil e ela se viu seus braços seguros firmemente pelas mãos de Storm.

– Não é e nunca será um incesto. Até poucos dias atrás a nossa única ligação era esse conforto que sentíamos um perto do outro. – Chris aproximou seu rosto ao de Arwen, enconstando suas testas. – Eu gosto de você. Me diga que não sente o mesmo…

 

She’s colored with all the secrets of my soul
I’ve whispered all my dreams
But just as nighttime falls this vision falls apart
Into a riddle of her heart

 

A grifinória mordiscou discretamente o lábio inferior, enquanto sentia os olhos cinzentos do rapaz explorando os dela, e por um instante esqueceu o resto do mundo.

– Eu não…

Arwen queria responder o que acreditava correto, mas viu a voz morrer antes de terminar a frase. A lembrança de minutos antes estava ainda muito nítida e teve de súbito uma vontade incontrolável de sentir os lábios de Chris novamente. Ele continuava ali, parado, com a cabeça encostada na dela, olhando-a fixa e ansiosamente, esperando por uma resposta. A garota abriu a boca para falar alguma coisa, mas não conseguiu. Aproximou-se mais do rapaz e num impulso, buscou os lábios dele outra vez.

Ao sentir os lábios da garota que tanto queria buscando os seus, Chris a abraçou como se fosse um objeto precioso. Sentiu o coração dela bater tão intensamente quanto o seu e para o rapaz era a respossta que precisava para saber que osdois eram certos um para o outro.

Num sobressalto, todas as condições que julgava serem as mais acertadas desfilavam de novo diante dos olhos do inconsciente da quintanista, que se afastou de Chris antes que ele pudesse fazer alguma coisa, e descambou correndo como louca pelo corredor afora, sem olhar para trás.

Sem saber direito o motivo da grifinória correr daquele modo, Chris encostou o corpo na pilastra fria, tentando se acalmar. Deitou a cabeça para trás na parede, pensativo. Ele percebeu que queria ser algo estável na vida de Arwen e que ia conseguir mostrar isso para ela.

Storm saiu decidido a lutar pela sua grifinória. Tinha como aliado a certeza de que ela também gostava dele, junto com o gosto daqueles lábios que ele capturou e que depois foram atras dos seus.

 

 Por Arwen e Chris

 

Título e trechos de Vulnerable, de Roxette.

Nota explicativa:

Contos inacabados é uma série de posts que na ocasião em que foram escritos, em 2007, estavam bem adiantados em relação ao andar da história. Mas antes que pudessem ir ao ar, o site acabou entrando no longo hiatus de seis anos, e quando voltamos, optamos pelo reboot, e o plot inicial que desenvolvíamos foi reformulado. Muitas dessas coisas já não existem, mas outras serão reaproveitadas, com toda certeza. <3

 

Contos inacabados – A thing about you

Ela havia prometido a si mesma que não bancaria mais a marota Holmes. Mesmo assim, continuava intrigada com a identidade dos amigos da mãe, naquela foto que ela guardou com tanto carinho. Lembrou-se do recorte de jornal que o professor Lupin forneceu, contendo a notícia da tragédia que dizimou a família da amiga de sua mãe. Automaticamente, ela se levantou, abriu seu malão e pegou o recorte entre os seus pertences.

O casal de amigos tinha um filho, provavelmente da idade dela e quem sabe, estudando em Hogwarts? A verdade era que mesmo sendo adotada oficialmente pelos Dumbledore, pais de Alexis, Arwen se sentia muito sozinha nessa questão familiar. Acreditava intimamente que encontrar indícios dos melhores amigos de sua mãe seria resgatar praticamente uma parte da sua própria família. Mas não sabia por onde começar. Até pensou na possibilidade do amigo Daryl Purple ser essa pessoa, mas ainda não tivera coragem nem oportunidade para abordar o assunto com ele. Será que ele seria realmente filho do casal Callista Graham e Andrey…

– Storm? – ela pensou alto, arregalando os olhos – Callista Graham e Andrew STORM? Como eu nunca pensei nisso? Pelas barbas de Dumbledore, como eu sou burra, como eu nunca percebi isso???

E correu de volta para o malão, pegando novamente a foto dos pais e do casal de amigos deles. Ela encarou a fotografia diante dela e o queixo dela caiu. O rapaz da foto, abraçado com a moça de olhos lilases, sorria e acenava alegremente para ela. Era bonito, usava óculos e era…

– Merlim amado, o Chris é a cara dele!

Arwen enfiou o recorte e a foto no bolso das vestes e saiu correndo desvairada do dormitório e depois, da torre da Grifinória. Já era quase hora do jantar, certamente encontraria Storm no salão principal.

************

No subsolo do castelo, um setimanista da Lufa Lufa estava particularmente intrigado com a carta que recebera de casa naquela manhã. De repente, depois da carta que ele enviara por último, dando os detalhes que os seus pais pediram sobre a nova amiga de Chris, informando sobrenome, casa, e afins (fato que ele achou muito estranho, afinal ele só havia comentado que conheceu uma pessoa legal e que era uma boa amiga, e não que ele estaria se casando ou algo do tipo), eles lhe responderam somente informando que chegariam naquela noite, no castelo, para uma visita. Ele não podia imaginar o que estava acontecendo, afinal sabia das limitações de sua mãe quanto a fazer uma viagem daquelas. Mas achou melhor esperar o que quer que fosse de barriga cheia. Já era hora do jantar e ele ficaria lá pelo salão, matando o tempo.

************

O rapaz da Lufa Lufa estava jantando calmamente e absorto em seus próprios pensamentos, enquanto um pequeno furacão élfico em vermelho e dourado se dirigia impetuosamente em sua direção, sem que ele percebesse. Arwen parou ofegante e parecendo muito inquieta atrás dele, e a aproximação dela fez com ele ele se virasse para vê-la antes que ela se anunciasse. Ao perceber que sua intuição sobre quem acabara de chegar era correta, ele teve vontade de sorrir, mas ao visualizar imediatamente o rosto ansioso da menina, apenas fitou-lhe sério e curioso.

– Chris, eu preciso falar com você.

Os colegas da Lufa Lufa ao lado do setimanista viraram-se para observar os dois colegas. Ela continuou.

– Tem que ser agora, não dá pra esperar. Você vem comigo?

O rapaz se levantou, enquanto se sentiu puxado pela mão para fora do salão principal, sendo guiado para os terrenos externos do castelo.

Uma vez instalados nos jardins, ela o encarou e disparou.

– Chris, como se chamam seus pais?

O rapaz a olhou surpreso. Aquela era a última pergunta que ele esperava ouvir naquele momento. Vendo a hesitação do rapaz, ela continou.

– Por acaso, se chamam Callista Graham e Andrey Storm?

Ele arqueou a sobrancelha, intrigado.

– Sim, mas como você sabe disso?

Ela tirou a preciosa foto das vestes e a entregou para Chris. Ele pegou a foto e olhou curioso, sorrindo em seguida.

– São seus pais? – ele perguntou, com o semblante mais leve – então você é a filha da melhor amiga dos meus pais, Liv Spellmann?

Arwen concordou, balançando a cabeça.

E antes que pudessem trocar quaisquer informações sobre a recente descoberta de ambos, a monitora chefe da Lufa Lufa se aproximou do local onde os dois estavam, pigarreando.

– Hum hum… não quero atrapalhar nada, mas… Storm, é que pediram para avisar que estão o aguardando no escritório da Profa. Sprout.

– Obrigado, já estou indo. – e virando-se para a grifinória marota, ele disse – vem comigo.

Levantou-se de onde estava sentado e guiou Arwen pela mão até o escritório da diretora de sua casa. Ela não sabia o que estava acontecendo ou o que ele pretendia levando-a para o escritório da professora de herbologia, mas não questionou. Apenas deixou-se guiar.

Ao parar na porta da professora, Chris se pronunciou.

– Acho melhor você esperar aqui um instante, já volto. – e bateu na porta, que se abriu, mostrando uma sorridente professora, convidando-o para entrar.

Arwen recostou as costas na parede fria de pedra e escorregou até se sentar no chão. Fosse o que fosse que estivesse acontecendo lá dentro, ela tinha certeza que lhe dizia respeito, por isso esperaria até que fosse convidada a entrar também.

Minutos mais tarde, a porta se abriu e a professora Sprout a chamou.

– Potter, querida, esse casal aqui veio até Hogwarts para conhecê-la. – a professora falou, introduzindo o casal – Eles são os pais do seu amigo, o Sr. e a Sra. Storm.

 

Por Arwen Potter

 

Nota explicativa:

Contos inacabados é uma série de posts que na ocasião em que foram escritos, em 2007, estavam bem adiantados em relação ao andar da história. Mas antes que pudessem ir ao ar, o site acabou entrando no longo hiatus de seis anos, e quando voltamos, optamos pelo reboot, e o plot inicial que desenvolvíamos foi reformulado. Muitas dessas coisas já não existem, mas outras serão reaproveitadas, com toda certeza. <3

Contos inacabados – Dangerous

Hold on tight
You know she’s a little bit dangerous
She’s got what it takes to make ends meet
The eyes of a lover that hit like heat
You know she’s a little bit dangerous

Alguns dias se passaram desde o fatídico episódio na torre de astronomia, na pequena festa de confabulação marota. Episódio estranho, na qual Arwen foi alertada para o fato de Josh Belmont estar disputando sua atenção com o recém chegado lufa lufano, Chris Storm.

As marotas se dirigiam alegremente rumo à faia beira-lago, na esperança de continuarem seus estudos para os NOMs. Ultimamente estava bastante difícil conseguirem se concentrar nos exames, sempre programavam estudar juntas e no fim das contas, algo acontecia e ninguém estudava nada. Elas conversavam e riam animadas, caminhando contra o vento e sob o céu cinzento de Hogwarts, quando um setimanista lufano as vislumbrou ao longe. Os lábios de Chris sorriram involuntariamente. Não planejara encontrá-las, mas ao vê-las, não pode conter o ímpeto de ir até elas e agradecer pelo convite e pela reunião animada de outro dia.

Caminhou a passos largos, quase correndo, na tentativa de alcançá-las. Ao se aproximar, anunciou que estava por perto.

– Bom dia, senhoritas! – ele sorriu amplamente para as três – Como têm passado? Ainda não tive oportunidade de agradecer apropriadamente pela festa na torre de astronomia…

Dani Lupin encarou o recém chegado com um sorrisinho descarado, olhando de esguelha para a amiga orelhuda, e depois para Alexis.

– Olá, Storm! Não precisa agradecer, foi um prazer recebê-lo. Estávamos indo para o lago estudar, faz eras que não conseguimos progredir no nosso cronograma para os NOMs.

– Entendo o que dizem, afinal estou em ano de NIEMs… – ele comentou, ainda sorrindo marotamente.

– Mas daí, agora me lembro que combinei de ver umas coisas com Tom, meu noivo, e simplesmente o deixei esperando e vim para cá. Se nos der licença… – e enquanto Dani puxava Irritadinha com ela, completou – Vem comigo, Alexis, o Tom quer que a gente explique pra ele aquele lance do broche comunicador…

– Ei, eu vou também! – Arwen se adiantou. Mais uma vez, os planos de estudo maroto foram por terra.

– Orelhudinha, querida, você pode fazer companhia para o nosso novo amigo, afinal ele veio todo feliz falar com a gente e as duas sem educação aqui não poderão ficar para o papo. Daqui a pouco a gente se encontra no salão, viu? Vamos indo e depois você encontra a gente.

E as duas saíram, deixando Chris e Arwen a observá-las se afastando.

– Isso está ficando muito frequente… – a grifinória pensou alto enquanto se virou para continuar automaticamente, seu caminho até o lago.

– Se importa se eu a acompanhar? – Chris ofereceu – tenho o primeiro horário vago esta manhã também. Prometo estudar quietinho.

A garota virou-se para o rapaz e sorriu.

– Claro que pode, sem problema. Vai ser legal ter companhia.

Os dois caminharam em silêncio, lado a lado, e ao chegarem na beira do lago, sentaram-se e Arwen começou a espalhar seu material de estudo.

– Nossa, quanta coisa – o rapaz falou ao observar a quantidade de pergaminhos que a marota havia separado para estudar.

– Isso é coisa da maníaca da Dani… Corvinais, sabe como é…

Chris observava a menina, sorrindo, enquanto ela ainda ajeitava as suas coisas. Desde que se conheceram, o rapaz tinha que admitir que gostara muito do jeito maluco e divertido dela, e muitas vezes depois disso, o destino os tinha colocado em situações engraçadas, como na noite da festa marota. Porém, ele percebeu que passou a procurar a presença dela sempre que pudesse. Era sempre confortável e divertido conversar com ela, o fazia se sentir bem e feliz. Quando seus pais lhe escreveram perguntando das novidades, ele não pode deixar de mencionar em sua resposta que conhecera uma garota bonita e divertida, e que ele esperava que se tornassem bons amigos. Afinal, ele tinha poucos conhecidos na escola e se sentia muito sozinho, às vezes.

– Hmmm… Arwen? – ele a chamou.

Ela levantou a cabeça de suas tarefas e o fitou.

– Sim? – e vendo-se observada daquele modo, ficou discretamente sem graça.

– Bom, é que… – o rapaz continuou – bem, você sempre se esparrama assim pelo chão? Quando te conheci, praticamente pisei em cima de você, outro dia na torre de astronomia você também preferiu ficar sentada no chão do que nas cadeiras como os outros, e agora, está sentadaa no chão outra vez…

Ela caiu na gargalhada e ele sorriu. Era gostoso vê-la rindo daquele jeito, e o contagiava também. Logo os dois estavam aos risos.

* A música que dá o título desse post é Dangerous, do Roxette.

Nota explicativa:

Contos inacabados é uma série de posts que na ocasião em que foram escritos, em 2007, estavam bem adiantados em relação ao andar da história. Mas antes que pudessem ir ao ar, o site acabou entrando no longo hiatus de seis anos, e quando voltamos, optamos pelo reboot, e o plot inicial que desenvolvíamos foi reformulado. Muitas dessas coisas já não existem, mas outras serão reaproveitadas, com toda certeza. <3