Atualização do elenco, personagens secundários e elenco antigo

Depois da entrada triunfal do Henry, eu estava devendo uma atualização do elenco do nosso futuro longa metragem. rs

Eis que finalmente atualizamos o quadro. Aproveitei e incluí dos personagens secundários até o momento, os pais da Arwen e os pais do Chris.

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Elenco principal: Arwen – Alexandra Daddario / Alexis – Hailee Steinfeld / Dani – Ellen Page / Chris – William Moseley / Daryl – Logan Lerman / Josh – Ben Barnes / Misty – Georgie Henley / Bill – Zachary Gordon / Ludi – Birdy / Selina – Jennifer Lawrence / Gabe – Tyler Posey / Seifer – Callan McAuliffe / Fabian – Zoe Aggeliki / Wenna – Normani Kordei / Henry – Johnny Simmons

Elenco secundário: Liv – Liv Tyler / Bryan – Tom Everett Scott / Cal – Zooey Deschanel / Andy – Ben McKenzie

E aqui a lista disponível no IMDB.

E conforme o prometido há mil anos, o elenco antigo! Ui!

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Elenco antigo: Arwen – Katie Holmes / Alexis – Natalie Portman / Dani – Rachel Bilson / Chris – Chris Evans / Daryl – Jared Leto / Josh – Hayden Christensen / Misty – Mary Kate Olsen / Bill – Tobey Maguire / Anna Brightbelt – Tia Carrere / Selina – Christina Aguilera / Gabe – Danny Masterson / Seifer – Jason Behr / Fabian – Jessica Simpson / Wenna – Catherine Zeta-Jones / Anna Valerious – Kate Beckinsale / Moonlight – Alexis Bledel / Amy – Avril Lavigne / Felicia – Vivien Cardone / Heather – Dulce Maria / Julianne – Emma Roberts / Cypri – Evangeline Lilly / Suze – Mariska Hargitay.

E aqui também a lista no IMDB.

Poxa, acho que melhorou consideravelmente o elenco, pelo menos no quesito noção básica de idade, rs.

Harry Potter e a Ordem da Fênix

(ou Accio Staff e os PotROmaníacos)

Para comemorar o Halloween em grande estilo e com um clima bem nostálgico, um post extenso, é verdade, mas épico. Ele foi escrito nos dias antigos do Accio, e trata-se de uma fic off topic, quando os membros do site se debandaram para o cinema trouxa para assistir a estréia de Harry Potter e a Ordem da Fênix nas telonas. Por volta do dia 05/08/2007, a aventura estava totalmente escrita, mas não se sabe porque a dita cuja nunca foi ao ar. Vale ressaltar ainda que essa fic nada mais é do que uma releitura mágica das nossas próprias experiências cinematográficas – de todos nós, os autores malucos do Accio – na ocasião da estréia do filme. Portanto, a maioria dos fatos relatados aqui, pasmem, é verídica e qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência.

 

Parte 1 – Ida ao cinema

Sabemos que demoramos para postar alguma coisa referente ao filme, mas vocês têm idéia de quão difícil é botar tanta gente de casas diferentes, juntos, para assistir um evento trouxa? Os grifinórios e lufas providenciaram os ingressos, mas só arrancaram os sonserinos do conforto gélido das masmorras por chantagem da tia Anna, com seus maravilhosos sanduíches de bacon. Depois de argumentarem com os corvinais que ir ao cinema seria algo muito instrutivo, nosso elenco finalmente saiu de Hogwarts para ver o filme Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Arwen Potter e Alexis Dumbledore foram as primeiras da turma a chegar no recinto. Para fazer jus ao nome da escola (Hoggy!!! Hoggy!!!), elas foram adequadamente uniformizadas. Resultado: a população do cinema trouxa encarando absurdamente as duas, como se elas tivessem saído das telas.

Trouxa desconhecida 1 (mas eu juro que parecia a Mione!): Ei, ei, você de orelha grande! Posso tirar uma foto com você?

Alexis: Claro que ela vai, por que não? Tudo para ver um trouxa feliz. Sorria, Zoreia, diga xiiiiiiiiiiis!

Arwen: ¬¬ 

Bill, de gaiato na história: Eu bem que podia ter saído na foto também, a trouxa é bem gatinha…

Trouxa desconhecida 1: Ei, você! Nossa, parece tanto o Harry!!!

Bill: *sem palavras*

Como todos chegaram cedo na esperança de conseguirem bons lugares (na época, não se vendiam assentos marcados nos cinemas) para toda essa trupe, obviamente eles se sujeitaram à ignorância dos seres desprovidos de magia, ouvindo o que não deviam enquanto esperavam a projeção começar. Claro que ninguém tem culpa de nascer trouxa, mas ainda assim, os comentários não deixaram de ser fantásticos.

Vale destacar alguns diálogos, só para vocês ficarem com um gostinho deste evento memorável:

Diálogo 1

Trouxa anônimo 1: Harry pega a japinha!

Bill  se remexe incomodado na poltrona e fala entre os dentes: Eles estão falando da Cho? Mas ela é chinesa, p***a!

Trouxa anônimo 2: Como vc sabe?

Trouxa anônimo 1/Bill, botando a cabeça entre os dois trouxas: Vi no trailer! / Eu sou da casa dela, oras!

Diálogo 2

Trouxa anônimo 1, querendo aparecer:  Quando aparecer o Harry, vamos gritar: HARRY HARRY?!

Trouxa anônimo 2: Não, só na hora do quadribol!

Um dos sonserinos marca a cara dos dois para azarar na saída do cinema: Fala sério, o Lorde das Trevas voltando e o trouxa quer saber de quadribol?

Depois de uma olhada da tia Anna em torno, as pessoas ficaram mudas (ou pelo menos passaram a falar mais baixo). As luzes apagaram e começaram a rodar os trailers. Trinta segundos depois, começaram a pipocar luzinhas e anteninhas, seguido por vozes distantes que não pertenciam aos presentes na sala de projeção.

Trouxa dona das luzinhas e anteninhas, indecisa entre assistir ao filme ou a jogo de futebol: gooooooooooooooooooooooooooooool!

E a galera toda em uníssono (sem nem saber direito o que estava acontecendo, só para se sentirem inseridos na bagunça): GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!

Arwen vira-se rouca de tanto gritar e indecisa quanto ao motivo, para Dani Lupin: O que tá havendo? Jogo de quadribol?

 

Parte 2 – O filme

Raios coloridos para todos os lados e rádios, celulares e projetor ficaram parcialmente danificados. Um ou outro trouxa remexe em fios e consegue que seus aparelhos voltem a funcionar e ouvem o restinho do jogo do Brasil. Antes que a vaia começasse, tia Anna manda um reparo para a cabine de projeção e a sessão pode finalmente continuar.

Diálogo 3

Alexis Dumbie, na cena com os tios de Harry, engasgando com a pipoca: Que roupa mais pin-up (moçoilas da década de 30, que andavam com umas roupitchas fashion e pernas de fora. Jogue o termo na busca de imagens do google e você logo vai sacar o que é uma pin-up) é essa da tia Petúnia?

Fabian, dando tapinhas nas costas da neta do homi: Até que a roupitcha é bonitinha, eu só queria saber de onde vai pular o amante dela, por que um modelito desse não deve ser sido escolhido para o dublê do pai do Crabbe!

Diálogo 4

Trouxa anônimo 1, quando os Weasleys aparatam: Olha! Eles teletransportam!

Diálogo 5

Trouxa anônimo: Ih, olha só o Dobby!

Gabe, olhando para trás: Acho que o Kretcher (Monstro) não vai gostar nadinha dessa comparação.

Dani Lupin, jogando um piruá em direção ao trouxa: E o Dobby não merece essa ofensa, viu?

Diálogo 6

Fabian, cutucando  Alexis Dumbledore: Nunca imaginei ver o Lorde das Trevas com roupas trouxas! Mas até que ele está bem para um morto vivo, não?

Alexis: É, ele está todo bonitão. E olha que não sou chegada nos tipos peçonhentos e sem nariz…

Norwena: Eu não acredito que as pessoas tenham tanto medo de uma pessoa que não tem nariz!

Arwen Potter: Putz, é mesmo, tá até parecido com um cantor trouxa nesse terninho chiquetoso, o … Droga, não tô lembrando o nome!

Trouxa anônimo (e intrometido): Michael Jackson!

Selina, caindo na gargalhada: É, e os dois têm problemas com garotinhos!

(observação: nessa época, Michael Jackson ainda pertencia ao mundo dos vivos, vindo a falecer apenas 2 anos depois).

 

Parte 3 – A Armada Dumbledore

Diálogo 7

 Sobre Neville Logboton – por Dani Lupin e Fabian Rain

Dani Lupin:  Esse é o Neville? Como cresceu!

Fabian, torcendo o nariz ao olhar a foto dos pais do Neville na 1ª formação da Ordem da Fênix: É, mas continua com a cara de paspalho de sempre! Também, o que poderíamos esperar do filho da Olga Prestes? Por Slytherin, que cabelo é esse?!

Hendrika, implicando em voz baixa: Quem desdenha quer comprar!

Cypri, se assegurando que a sonserina não tinha ouvido: Fica quieta, Hendrika!

Diálogo 8

Sobre o beijo

Trouxa anônimo 1: Olha lá, olha lá o matinho crescendo!

Trouxa anônimo 2: Harry vai beijar na boca!

Trouxa anônimo 1: Vai deixar de ser bv!

Trouxa anônimo 2: Tá pegando…..

Enquanto isso, o casal 20 da sonserina e a monitora de poções e seu noivo aproveitam o “intervalo” do filme para darem suas próprias versões de como devem ser os beijos cinematográficos. Quem pode faz, quem não pode comenta né?!

Arwen olha discretamente para algumas poltronas mais a frente e vê a cabeleira cinza do corvinal Belmont e suspira resignada.

Bill, voltando do banheiro: E aí, o que eu perdi?

Fabian: Um monte de trouxa que nunca beijou se realizando através da façanha do Potter de pegar a CHOrona. Agora sai da minha frente que eu quero ver se me botaram na Brigada Inquisitorial!

 

Parte 4 – Fim do filme

Diálogo 9

Tia Anna puxa o copo de refrigerante enquanto Dani e Suze se concentram no reconhecimento dos pais quando a tela mostra os Marotos adolescentes

Trouxa anônimo: O Snape era emooooo!!!

Tia Anna, engasgada com o refrigerante e com um olhar de ódio para o garoto: O cof..é ah…disse cof..delho infeliz?

Suze: Ah droga, já acabou o mergulho do Harry? Mas que memória fraquinha o Prof. Snape tem hein tia Anna!

Diálogo 10

Um dos garotos trouxas tenta puxar um “Vai Harry Potter” durante a luta com os comensais, mas algum outro mais sensato deu-lhe um beliscão antes que começasse.

Fabian: O que o pai do Draco faz de calças compridas? E que viadice é essa máscara?

Alexis nem escuta, pois está muito ocupada balançando a varinha como se também estivesse no duelo phodástico.

Bill: Olha lá, parece um monte de Darth Vaders!

Arwen, ao ver os comensais puxando as varinhas: Puxa, fiquei desapontada agora… Achei que fossem puxar sabres de luz ao invés de varinhas.

Diálogo 11

Enquanto a pequena criatura conhecida como Dani Lupin se rompia em lágrimas na parte do véu, Fabian comenta, com a sensibilidade de um trasgo montanhês: A Belatriz Lestrange está muito bem para alguém que passou os últimos 15 anos em Azkaban, não acham?!

Diálogo 12

Sobre Luna Lovegood, por Alexis Dumbledore, Gabe Lupos e Suze Pettigrew.

Final do filme e todos esperam que não haja mais nenhum problema na relação trouxas-bruxos na sala do cinema, que ganhou um carpete formado por pipoca, bolas de papel e outros dejetos. Na parede, Luna pega a mão do Harry.

Trouxa 1: Vai lá cara, pega outra!!!

Trouxa 2: Garanhão!!!!

Trouxa 3: Esse aí é dos meus!!!

 

Parte V – Praça de alimentação

Diálogo 13

O Voldie é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau? – por Norwena, Gabe, Suze, Dani e Arwen

Norwena: Eu mantenho a convicção de que tudo que Voldemort fez, ele fez porque queria um nariz. Só um nariz.

Gabe, empolgado com a idéia: Sim, essa é a real motivação dele.

Suze, tentando fazer os dois sonserinos caírem na real: Mas ele certamente tinha um nariz antes de ficar mau!

Arwen: Aí está. ele é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau?

Dani Lupin: Eis a questão!

 

É isso aí! Feliz Halloween pra todos nós!

Uma estranha novidade

“Desde o começo eu já sabia, por isso, não sinto tristeza.

Aos poucos, parece que começo a contar os números”

Uma sonserina de cabelos ruivos mantinha os olhos presos a um livro de capa negra, intitulado em letras prateadas. Heather estava há horas lendo aquele diário, cujas histórias ficavam mais interessantes à medida que a pequena revirara as páginas. Pertencera ao seu avô, assassinado brutalmente quando a garota ainda era uma criança. Ele era uma pessoa calma, porém não dispensava uma aventura.

A garota desviou os olhos ao vislumbrar um garoto que se aproximava discretamente. O rapaz tinha cabelos negros, a franja caia-lhe sobre os olhos, dando a ele uma postura atraente. O garoto, descendente de japoneses, era amigo da ruiva desde o primeiro ano dela em Hogwarts.

Heather fechou o livro, guardando-o na bolsa. Cruzou os braços, observando-o chegar mais perto e se sentar ao lado da moça. A ruiva não disse nada, apenas sorriu, esperando que o outro falasse.

– Bom dia Heather. – Ele sorriu, depositando um leve beijo sobre a bochecha da mesma.

– Bom dia Daisuke, o que me conta de novo? – A moça descruzou os braços.

O rapaz deu uma rápida olhada ao redor do Salão Comunal, para ver se não havia nenhum fofoqueiro por perto.

– Eu, bem… Sabe a Lauren McClound, amiga de sua prima Emilly?

Heather pensou um pouco.

– Sei… Uma loira que anda com um grupinho de amigas… – Ela tentava lembrar-se de mais detalhes.

– Essa mesma! Eu estou… Namorando-a. – Deu um sorriso bobo.

Heather ficou boquiaberta. Como um rapaz tão inteligente e simpático poderia namorar uma patricinha burra e que vivia rodeada de garotos? A moça era bonita, isso a ruiva assumia sem problema algum, mas era um dos tipinhos populares e desprezíveis de Hogwarts.

– O que? Não acredito Daisuke… – Ela mexeu a cabeça de um lado para o outro, em forma de desaprovação.

– É sério Heather, ela é linda e maravilhosa. – Ele encarou a ruiva nos olhos, enquanto pensava na moça.

– Mas, mas… Vocês se odiavam! – Lembrara-se do dia em que a loira jogara um balde de água gelada no amigo.

– Ta, eu sei. Mas começamos a nos conhecer e eu percebi que ela é muito sincera e meiga.

A ruiva tentava engolir aquilo. Só poderia ser brincadeira. Daisuke namorava uma garota que Heather odiava. Claro que a relação dela com o asiático era apenas amigável, mas logo logo a loira iria proibi-lo de conversar com ela.

Não disse nada, apenas tentava imaginar-se longe do amigo. Daisuke era uma das poucas pessoas que ela mantinha uma incomensurável linha de amizade e confiança. Não queria deixar de conversar com ele, teria de fazer alguma coisa.

O pior é que a loira também era sonserina, isso tornaria as coisas mais complicadas para o lado da ruiva.

– Heather? – Daisuke cutucou a amiga de leve no braço.

-Ahn? – Ela se assustou, deixando os pensamentos se perderem em sua mente.

– Vamos dar uma volta? Não podemos desperdiçar um domingo tão bonito… E frio.

Ela fez um sinal positivo com a cabeça, levantando-se da poltrona. Não fazia diferença para a moça estar no Salão Comunal ou nos terrenos de Hogwarts. O frio era o mesmo.

Enquanto andava ao lado de Daisuke, a moça de vez em quando arriscava olha-lo um pouco. Nunca havia reparado como ele era bonito. Seus traços eram marcantes, e a pele branca contrastava perfeitamente com seus cabelos lisos e negros.

Sorriu ao lembrar-se de quantas coisas passara ao lado do amigo. Os passeios à Dedosdemel, o Natal do quarto ano, o jantar de noivado da irmã dele… Enfim, eram reminiscências demais para se esquecer.

“O que está acontecendo com você Heather?” A moça parou.

– Ruiva? – O amigo puxou-a.

– Ah, não é nada… – Ela sorriu de canto, continuando a caminhar.

O rapaz jogou um olhar desconfiado para a moça, enquanto os dois seguiam para fora do castelo.

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PS: O trecho ao topo da Fanfic foi retirado da música D.L.N., da banda japonesa the GazettE.

Feitiço conjurado por Accio Staff às 19:28 h

A elfa e a vampira – parte 1

As corujas sobrevoavam as mesas no salão principal da escola. Era o primeiro dia de aula após o fim de semana friorento que brindou os alunos de Hogwarts. Uma certo pesar incomodava a grifinória de orelhas pontudas, sentada na mesa da sua casa, mal ousando beliscar um pãozinho. Era aula de DCAT. Nas últimas semanas todas as aulas em conjunto com a Sonserina haviam sido uma tortura para a garota, e mesmo não dizendo nada a ninguém, suas amigas notavam que havia algo errado. Alexis principalmente, que dividia a carteira com a amiga em todas as aulas.

– Zoreinha, num vai comer nada não? – perguntou preocupada.

– Vou, eu acho… – respondeu evasivamente.

– Hora de irmos! – Dumbledore se levantou recolhendo a mochila e puxando a amiga.

No caminho, conversavam banalidades e Arwen acabou se distraindo. Desceram as escadas escuras, frias, iluminadas pelos horripilantes archotes e chegaram nas masmorras. Acomodaram-se como sempre, pegaram o material escolar, depositando livros, pergaminhos e penas sobre a carteira. Tudo parecia muito bem, obrigada. Tudo muito normal, corriqueiro e cotidiano. E eis que a pequena grifinória de olhos cor-de-mel mais uma vez teve uma de suas vertigens. Começou como sempre, um arrepio gelado na espinha, o anel pesando e queimando sua mão e o calor subindo pelo seu braço esquerdo, deixando-o adormecido. A sala de aula então começava a girar e ela acabava abaixando a cabeça apoiando-a nos braços cruzados em cima da mesa. Respirava fundo, as paredes paravam de se mover lentamente e o foco voltava à sua visão. Às vezes era mais intenso, outras mais ameno, outras ainda muito rápido. Alexis e Daryl insistiam em levá-la até Madame Pompom para fazer uma avaliação geral, mas ela se recusava. Sabia que de nada adiantaria. Tinha certeza de que era algo ligado às suas faculdades (ou seriam dificuldades???), e as escassas pessoas que conheciam sua origem e seus talentos pouco comuns já lhe haviam advertido de que o socorro não seria fácil caso precisasse de ajuda: muito pouco se sabia sobre o povo élfico desaparecido do mundo há tantas eras. Logo, teria de se virar sozinha.

O que a deixava intrigada era a forma como aquilo começara. O que tinha demais em dividir aulas com a Sonserina??? Não era da turma do Malfoy e sua gangue, tinha bom relacionamento com alguns colegas da casa das serpentes… E de um momento para o outro as aulas com os discípulos de Slytherin começam a ser uma verdadeira sessão de tormento para a semi-elfa.

Já estava refeita quando sentiu outra onda de frio tremer o corpo e tirar o ambiente de foco. A visão turva vislumbrou um vulto muito pálido, com uma sombra negra sobre a cabeça caindo pesadamente sobre os ombros e as costas, que ela julgava ser uma cabeleira lisa… E um par de faróis verdes faiscantes. A visão foi entrando novamente nos eixos e o vulto se mostrou uma garota muito pálida, de longos cabelos negros e lisos e olhos verde-esmeralda. Notou que a menina que acabara de entrar nas masmorras também tremia de frio. Abraçava o próprio corpo e olhava para os lados, como que procurando o vento frio que a atingira.

Desde então, não se concentrava, mal ouvia as palavras do mestre de DCAT. Era a quarta aula consecutiva que isso acontecia, mas nunca ela havia identificado uma possível fonte para o mal-estar. Mas o que tinha a novata a ver com aquilo? Devia estar ficando louca, ela pensava. Naquela aula, em específico, passou quase todo o tempo analisando a estranha e vez ou outra, sentindo outros episódios mais discretos do inconveniente mal-estar.

“Se isso durar o ano inteiro, vou precisar de reforço em DCAT, Poções e TCM” – pensava enquanto encarava a sonserina estranha – “Ainda bem que tenho vários amigos corvinais…”

Ajeitando-se novamente no assento, apoiou o queixo fino sobre os braços cruzados, enquanto tentava, mais uma vez, concentrar-se no conteúdo ministrado nas aulas. Depois tentaria descobrir o que havia de estranho acontecendo com ela. Não antes sem virar-se discretamente para trás para dar uma olhadela na sonserina novata, que inesperadamente, também a encarava.

Continua…

Por Arwen Potter e Anna Valerious

To put it right (Final)

Muitas horas mais tarde, os calouros da Sonserina que voltavam de uma aula de Astronomia foram surpreendidos por uma inesperada presença em sua sala comunal. Que era um ser, e não uma coisa, percebia-se pela respiração; que era uma pessoa, adivinhava-se pela forma, mas ninguém arriscou um palpite sobre a identidade da criatura que dormia, enrodilhada no sofá, debaixo de uma manta de lã adornada com desenhos de um padrão geométrico.

Quem será? sussurrou, no escuro, a pequena Mildred Baggins. Catherine Grumpy e Tim Trevor, a seu lado, não responderam, mas olharam com expectativa para Bernardo Lizard, o líder da turma, que se aproximava devagar, com as sobrancelhas franzidas e a varinha mágica pronta para ser usada. Sua mão livre, na qual o tremor era quase imperceptível, avançou para tocar a trança de cabelo negro que pendia do sofá – e foi quando Fangs, o cachorro de Gabriel Lupos, saltou por sobre o seu braço, com a respiração arfante de prazer e a língua de fora.

Uuui! Que é isso? Sombra? Ah, não… Fangs! exclamou uma voz feminina, com um sotaque meio estranho, de baixo da manta colorida. Tá bem, tá bem, Fangs, eu também estou feliz, mas agora pára com isso! Pára de me lamber! Deixa eu levantar daqui, pelo menos!

Glaci… ia dizendo Bernardo Lizard quando, vinda de trás, uma mão enérgica lhe tapou a boca.

Que estás a fazer, miúdo? Ias lançar o encanto do congelamento? perguntou, indignada, Felícia Souza, a portuguesa que cursava o terceiro ano. Não podias arranjar maneira melhor de ser expulso cá da Casa, pois não?

Expulso? Ma… mas essa mulher aí entrou sem…

Essa mulher aí? repetiu Felícia, com a voz aguda?Então não sabes quem é, ó parvinho? Essa é a Tia Anna!

A… a… Sra. Snape? gemeu o garoto, sentindo que suas pernas viravam geléia. À sua volta, a respiração dos outros calouros ficou suspensa enquanto assistiam ao abraço entre Felícia e a recém-chegada: um abraço forte, emocionado, sem reservas. Um abraço que jamais teriam esperado de alguém com aquele sobrenome.

E aí? Quem tem coragem de chamar o Prof. Snape? cochichou Tim Trevor.

Eu não, disse Mildred. Melhor pedir a um dos monitores.

O que está acontecendo? Ah! exclamou Severo Snape, estacando, com o olhar fixo e incrédulo, à porta da sala comunal. Atrás dele, sorridente, estava Gabriel, que mal esperara para ver a quem Fangs tinha ido saudar antes de correr para bater à porta do mestre. Anna se soltou dos braços de Felicia e se atirou nos do marido, sem se importar com os alunos que assistiam boquiabertos ao reencontro.

Ah, meu amor! Estava morrendo de saudade! exclamou, com os lábios junto ao pescoço de Snape. Nem acredito que pensei em passar o Inverno inteiro longe de você!

É… Sim, eu… Ah, Anna, espere. Com esforço, ele se desvencilhou do abraço, pigarreando antes de se dirigir aos alunos. Rapazes, senhoritas, esta é a Sra. Snape, profissionalmente conhecida como Prof. Brightbelt. Vocês a verão de novo amanhã, agora podem voltar para seus dormitórios. Lupos?

Senhor?

O que tenho marcado para amanhã cedo?

Deixe-me ver. Gabriel se aproximou de um mural de feltro verde-escuro. Sua primeira aula é às oito, professor. É para o quinto ano, Corvinal e Lufa-Lufa.

Desmarque. E que ninguém se atreva a me incomodar enquanto eu estiver em meus aposentos, tornou Snape. Sem mais uma palavra, ele se voltou e marchou pelo corredor, puxando pela mão a esposa que – sempre para o espanto de todos – ainda teve tempo de se virar e acenar um adeus, com um sorriso simpático. Até amanhã, pessoal!

 

…….Foi imprudência. Você não devia ter vindo.Na penumbra, o rosto de Snape tinha o perfil de uma foice. As coisas aqui estão cada vez mais difíceis. Para todo o nosso mundo. Para a escola. Para mim.Eu sei, meu amor. Mas é por isso, justamente, que não quero deixar você sozinho, disse Anna, olhando dentro dos seus olhos. Quero te apoiar. Te ajudar. E não tenho como fazer isso se continuar em Wakantanka.Claro, mas para você seria mais seguro se…OK! Vamos esquecer o que é e o que não é seguro

, replicou a moça. E vamos esquecer o amanhã: o que pode acontecer se Voldemort isso, se os Comensais aquilo e toda essa velha história. Vamos fazer de conta que só existe o aqui e o agora, e, sendo assim, me responda, Prof. Snape: você não está feliz por me ver?Sim.

. A mão esguia, de dedos longos e brancos sempre gelados, roçou o rosto de Anna numa carícia. Se só pensarmos no aqui e no agora, Prof. Brightbelt… então, definitivamente, eu estou muito feliz.Eu sabia! Sabia!

exclamou ela, com um riso de triunfo. Ao soltá-lo, ergueu os braços no ar, desequilibrando-se por um instante antes que Snape a puxasse de volta; seus olhos se encontraram de novo, mais intensos e brilhantes desta vez, expressando todo o amor e toda a angústia que não cabiam nas palavras.Too long I roam in the night,
I´m coming back to your side to put it right.

Por Anna Brightbelt Snape

Feitiço conjurado por Accio Staff às 15:15 h