Atualização do elenco, personagens secundários e elenco antigo

Depois da entrada triunfal do Henry, eu estava devendo uma atualização do elenco do nosso futuro longa metragem. rs

Eis que finalmente atualizamos o quadro. Aproveitei e incluí dos personagens secundários até o momento, os pais da Arwen e os pais do Chris.

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ELENCO_secundario-2

Elenco principal: Arwen – Alexandra Daddario / Alexis – Hailee Steinfeld / Dani – Ellen Page / Chris – William Moseley / Daryl – Logan Lerman / Josh – Ben Barnes / Misty – Georgie Henley / Bill – Zachary Gordon / Ludi – Birdy / Selina – Jennifer Lawrence / Gabe – Tyler Posey / Seifer – Callan McAuliffe / Fabian – Zoe Aggeliki / Wenna – Normani Kordei / Henry – Johnny Simmons

Elenco secundário: Liv – Liv Tyler / Bryan – Tom Everett Scott / Cal – Zooey Deschanel / Andy – Ben McKenzie

E aqui a lista disponível no IMDB.

E conforme o prometido há mil anos, o elenco antigo! Ui!

ELENCO-4

Elenco antigo: Arwen – Katie Holmes / Alexis – Natalie Portman / Dani – Rachel Bilson / Chris – Chris Evans / Daryl – Jared Leto / Josh – Hayden Christensen / Misty – Mary Kate Olsen / Bill – Tobey Maguire / Anna Brightbelt – Tia Carrere / Selina – Christina Aguilera / Gabe – Danny Masterson / Seifer – Jason Behr / Fabian – Jessica Simpson / Wenna – Catherine Zeta-Jones / Anna Valerious – Kate Beckinsale / Moonlight – Alexis Bledel / Amy – Avril Lavigne / Felicia – Vivien Cardone / Heather – Dulce Maria / Julianne – Emma Roberts / Cypri – Evangeline Lilly / Suze – Mariska Hargitay.

E aqui também a lista no IMDB.

Poxa, acho que melhorou consideravelmente o elenco, pelo menos no quesito noção básica de idade, rs.

Novas dolls e feliz natal!

Finalmente trocamos nossas dolls de perfil! \o/ Deu um trabalhão do cão, mas valeu a pena!

E não devemos postar nada novo até o ano novo, então fica aqui nossos votos de feliz natal e um ano novo mágico para todos!

Feliz 2014!

accioano4_1 natal

 

Update: Adicionei uma montagenzinha com umas dolls que fiz há mil anos nesse post. ;)

Agora acabou mesmo! rs

 

Harry Potter e a Ordem da Fênix

(ou Accio Staff e os PotROmaníacos)

Para comemorar o Halloween em grande estilo e com um clima bem nostálgico, um post extenso, é verdade, mas épico. Ele foi escrito nos dias antigos do Accio, e trata-se de uma fic off topic, quando os membros do site se debandaram para o cinema trouxa para assistir a estréia de Harry Potter e a Ordem da Fênix nas telonas. Por volta do dia 05/08/2007, a aventura estava totalmente escrita, mas não se sabe porque a dita cuja nunca foi ao ar. Vale ressaltar ainda que essa fic nada mais é do que uma releitura mágica das nossas próprias experiências cinematográficas – de todos nós, os autores malucos do Accio – na ocasião da estréia do filme. Portanto, a maioria dos fatos relatados aqui, pasmem, é verídica e qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência.

 

Parte 1 – Ida ao cinema

Sabemos que demoramos para postar alguma coisa referente ao filme, mas vocês têm idéia de quão difícil é botar tanta gente de casas diferentes, juntos, para assistir um evento trouxa? Os grifinórios e lufas providenciaram os ingressos, mas só arrancaram os sonserinos do conforto gélido das masmorras por chantagem da tia Anna, com seus maravilhosos sanduíches de bacon. Depois de argumentarem com os corvinais que ir ao cinema seria algo muito instrutivo, nosso elenco finalmente saiu de Hogwarts para ver o filme Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Arwen Potter e Alexis Dumbledore foram as primeiras da turma a chegar no recinto. Para fazer jus ao nome da escola (Hoggy!!! Hoggy!!!), elas foram adequadamente uniformizadas. Resultado: a população do cinema trouxa encarando absurdamente as duas, como se elas tivessem saído das telas.

Trouxa desconhecida 1 (mas eu juro que parecia a Mione!): Ei, ei, você de orelha grande! Posso tirar uma foto com você?

Alexis: Claro que ela vai, por que não? Tudo para ver um trouxa feliz. Sorria, Zoreia, diga xiiiiiiiiiiis!

Arwen: ¬¬ 

Bill, de gaiato na história: Eu bem que podia ter saído na foto também, a trouxa é bem gatinha…

Trouxa desconhecida 1: Ei, você! Nossa, parece tanto o Harry!!!

Bill: *sem palavras*

Como todos chegaram cedo na esperança de conseguirem bons lugares (na época, não se vendiam assentos marcados nos cinemas) para toda essa trupe, obviamente eles se sujeitaram à ignorância dos seres desprovidos de magia, ouvindo o que não deviam enquanto esperavam a projeção começar. Claro que ninguém tem culpa de nascer trouxa, mas ainda assim, os comentários não deixaram de ser fantásticos.

Vale destacar alguns diálogos, só para vocês ficarem com um gostinho deste evento memorável:

Diálogo 1

Trouxa anônimo 1: Harry pega a japinha!

Bill  se remexe incomodado na poltrona e fala entre os dentes: Eles estão falando da Cho? Mas ela é chinesa, p***a!

Trouxa anônimo 2: Como vc sabe?

Trouxa anônimo 1/Bill, botando a cabeça entre os dois trouxas: Vi no trailer! / Eu sou da casa dela, oras!

Diálogo 2

Trouxa anônimo 1, querendo aparecer:  Quando aparecer o Harry, vamos gritar: HARRY HARRY?!

Trouxa anônimo 2: Não, só na hora do quadribol!

Um dos sonserinos marca a cara dos dois para azarar na saída do cinema: Fala sério, o Lorde das Trevas voltando e o trouxa quer saber de quadribol?

Depois de uma olhada da tia Anna em torno, as pessoas ficaram mudas (ou pelo menos passaram a falar mais baixo). As luzes apagaram e começaram a rodar os trailers. Trinta segundos depois, começaram a pipocar luzinhas e anteninhas, seguido por vozes distantes que não pertenciam aos presentes na sala de projeção.

Trouxa dona das luzinhas e anteninhas, indecisa entre assistir ao filme ou a jogo de futebol: gooooooooooooooooooooooooooooool!

E a galera toda em uníssono (sem nem saber direito o que estava acontecendo, só para se sentirem inseridos na bagunça): GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!

Arwen vira-se rouca de tanto gritar e indecisa quanto ao motivo, para Dani Lupin: O que tá havendo? Jogo de quadribol?

 

Parte 2 – O filme

Raios coloridos para todos os lados e rádios, celulares e projetor ficaram parcialmente danificados. Um ou outro trouxa remexe em fios e consegue que seus aparelhos voltem a funcionar e ouvem o restinho do jogo do Brasil. Antes que a vaia começasse, tia Anna manda um reparo para a cabine de projeção e a sessão pode finalmente continuar.

Diálogo 3

Alexis Dumbie, na cena com os tios de Harry, engasgando com a pipoca: Que roupa mais pin-up (moçoilas da década de 30, que andavam com umas roupitchas fashion e pernas de fora. Jogue o termo na busca de imagens do google e você logo vai sacar o que é uma pin-up) é essa da tia Petúnia?

Fabian, dando tapinhas nas costas da neta do homi: Até que a roupitcha é bonitinha, eu só queria saber de onde vai pular o amante dela, por que um modelito desse não deve ser sido escolhido para o dublê do pai do Crabbe!

Diálogo 4

Trouxa anônimo 1, quando os Weasleys aparatam: Olha! Eles teletransportam!

Diálogo 5

Trouxa anônimo: Ih, olha só o Dobby!

Gabe, olhando para trás: Acho que o Kretcher (Monstro) não vai gostar nadinha dessa comparação.

Dani Lupin, jogando um piruá em direção ao trouxa: E o Dobby não merece essa ofensa, viu?

Diálogo 6

Fabian, cutucando  Alexis Dumbledore: Nunca imaginei ver o Lorde das Trevas com roupas trouxas! Mas até que ele está bem para um morto vivo, não?

Alexis: É, ele está todo bonitão. E olha que não sou chegada nos tipos peçonhentos e sem nariz…

Norwena: Eu não acredito que as pessoas tenham tanto medo de uma pessoa que não tem nariz!

Arwen Potter: Putz, é mesmo, tá até parecido com um cantor trouxa nesse terninho chiquetoso, o … Droga, não tô lembrando o nome!

Trouxa anônimo (e intrometido): Michael Jackson!

Selina, caindo na gargalhada: É, e os dois têm problemas com garotinhos!

(observação: nessa época, Michael Jackson ainda pertencia ao mundo dos vivos, vindo a falecer apenas 2 anos depois).

 

Parte 3 – A Armada Dumbledore

Diálogo 7

 Sobre Neville Logboton – por Dani Lupin e Fabian Rain

Dani Lupin:  Esse é o Neville? Como cresceu!

Fabian, torcendo o nariz ao olhar a foto dos pais do Neville na 1ª formação da Ordem da Fênix: É, mas continua com a cara de paspalho de sempre! Também, o que poderíamos esperar do filho da Olga Prestes? Por Slytherin, que cabelo é esse?!

Hendrika, implicando em voz baixa: Quem desdenha quer comprar!

Cypri, se assegurando que a sonserina não tinha ouvido: Fica quieta, Hendrika!

Diálogo 8

Sobre o beijo

Trouxa anônimo 1: Olha lá, olha lá o matinho crescendo!

Trouxa anônimo 2: Harry vai beijar na boca!

Trouxa anônimo 1: Vai deixar de ser bv!

Trouxa anônimo 2: Tá pegando…..

Enquanto isso, o casal 20 da sonserina e a monitora de poções e seu noivo aproveitam o “intervalo” do filme para darem suas próprias versões de como devem ser os beijos cinematográficos. Quem pode faz, quem não pode comenta né?!

Arwen olha discretamente para algumas poltronas mais a frente e vê a cabeleira cinza do corvinal Belmont e suspira resignada.

Bill, voltando do banheiro: E aí, o que eu perdi?

Fabian: Um monte de trouxa que nunca beijou se realizando através da façanha do Potter de pegar a CHOrona. Agora sai da minha frente que eu quero ver se me botaram na Brigada Inquisitorial!

 

Parte 4 – Fim do filme

Diálogo 9

Tia Anna puxa o copo de refrigerante enquanto Dani e Suze se concentram no reconhecimento dos pais quando a tela mostra os Marotos adolescentes

Trouxa anônimo: O Snape era emooooo!!!

Tia Anna, engasgada com o refrigerante e com um olhar de ódio para o garoto: O cof..é ah…disse cof..delho infeliz?

Suze: Ah droga, já acabou o mergulho do Harry? Mas que memória fraquinha o Prof. Snape tem hein tia Anna!

Diálogo 10

Um dos garotos trouxas tenta puxar um “Vai Harry Potter” durante a luta com os comensais, mas algum outro mais sensato deu-lhe um beliscão antes que começasse.

Fabian: O que o pai do Draco faz de calças compridas? E que viadice é essa máscara?

Alexis nem escuta, pois está muito ocupada balançando a varinha como se também estivesse no duelo phodástico.

Bill: Olha lá, parece um monte de Darth Vaders!

Arwen, ao ver os comensais puxando as varinhas: Puxa, fiquei desapontada agora… Achei que fossem puxar sabres de luz ao invés de varinhas.

Diálogo 11

Enquanto a pequena criatura conhecida como Dani Lupin se rompia em lágrimas na parte do véu, Fabian comenta, com a sensibilidade de um trasgo montanhês: A Belatriz Lestrange está muito bem para alguém que passou os últimos 15 anos em Azkaban, não acham?!

Diálogo 12

Sobre Luna Lovegood, por Alexis Dumbledore, Gabe Lupos e Suze Pettigrew.

Final do filme e todos esperam que não haja mais nenhum problema na relação trouxas-bruxos na sala do cinema, que ganhou um carpete formado por pipoca, bolas de papel e outros dejetos. Na parede, Luna pega a mão do Harry.

Trouxa 1: Vai lá cara, pega outra!!!

Trouxa 2: Garanhão!!!!

Trouxa 3: Esse aí é dos meus!!!

 

Parte V – Praça de alimentação

Diálogo 13

O Voldie é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau? – por Norwena, Gabe, Suze, Dani e Arwen

Norwena: Eu mantenho a convicção de que tudo que Voldemort fez, ele fez porque queria um nariz. Só um nariz.

Gabe, empolgado com a idéia: Sim, essa é a real motivação dele.

Suze, tentando fazer os dois sonserinos caírem na real: Mas ele certamente tinha um nariz antes de ficar mau!

Arwen: Aí está. ele é mau pela falta de nariz ou não tem nariz por que é mau?

Dani Lupin: Eis a questão!

 

É isso aí! Feliz Halloween pra todos nós!

Cartas na mesa

Pequeno resumo do que aconteceu antes:

Alguns dias se passaram desde que Selina recebera um envelope de seu pai que continha toda a verdade sobre Gabe (ser lobisomem) pelas mãos de Neil Kemp. Naquele interim Gabe, ciumento, brigou com a namorada pela aproximação excessiva do loiro que claramente tinha quintas inteções com a garota. Os dois fizeram as pazes sem se desculparem, pois nenhum dos dois admitia seu próprio erro.

Gabe não sabe que sua namorada sabe sobre seu segredo, mas contou a Fabian toda sua vida, após ela ter tido uma visão sobre a vida do pequeno lobisomem. O sonserino pediu para que não contasse nada para Selina e acredita que ela tenha cumprido sua parte do acordo.

A história atual:

Ao entrar no salão da sonserina, Gabe se sentou ao lado de sua namorada de cabelos azuis e a beijou levemente. Eles estavam razoavelmente bem desde a última briga, e nenhum dos dois tocou mais no assunto daquele dia. Selina evitou conversar com Neil abertamente, e Gabe não demonstrava mais tanto ciúme e se mostrava mais centrado.

Eles ainda se beijavam com a mesma freqüência, sendo interrompidos por professores, chocando alunos, suando suas camisas cinzas da escola. Eles ainda diziam coisas provocantes e faziam brincadeirinhas, e ainda escutavam ?Uuuh?s? de outros ao redor, porém parecia que algo estava diferente. Os beijos e abraços não passavam mais a mesma segurança que antes, aquela segurança que os fazia confiar sem pronunciar nenhuma palavra. Eles precisavam das palavras agora, precisavam tirar os segredos e mentiras da cabeça. Eles precisavam conversar.

– Sel… – Gabe levantou o rosto de Selina.

A resposta foi um sorriso no rosto de sua namorada seguido por um ?uhum?, ela estava esperando ele falar.

– Vamos conversar. – Ele disse centrado, se sentando de frente pra ela e olhando profundamente em seus olhos.

A sonserina olhou para seu namorado e viu que ele estava sério, o que a fez sentar mais reta. Selina olhou em volta e percebeu que o salão estava vazio, Gabe esperara até os dois poderem ficar a sós para conversar, o que indicava que era algo importante para ele.

Internamente a jovem de olhos cinzentos achou que seria sobre o segredo tão bem guardado do rapaz. Já que se o pai dela não falasse sobre o fato dele ser lobisomen, ela provavelmente não descubriria.

– Sel, – Ele estava sério, não bravo. Ainda usaria o apelido que já havia se tornado característico entre os dois. – Eu acredito que já demonstrei o quanto gosto de você. Mas nós não estamos funcionando direito desde aquele rolo com o Kemp. Eu acho que você deve ter sentido isso também.

A resposta que Gabe obteve foi a cabeça de Selina afirmando. Ela já tinha percebido que estavam esfriando, mas não queria cobrar dele contar nada. Menos ainda queria ter que falar algo sobre o que consegue ou não ver. A sonserina tinha feito Arwen Potter prometer não contar sobre isso nem para suas amigas marotas, não queria ninguém sabendo sobre seu pequenino poder.

– Enfim, tenho que te contar uma coisa que poucos sabem, mas que eu quero que você saiba.

Gabe respirou fundo ao terminar de falar. Tudo o que pensava era ?Agora ou nunca?. Para a supresa do sonserino, ele sentiu o dedo de sua namorada na frente dos seus lábios pedindo para ele não falar. O rapaz olhou para Selina tentando entender o que ela estava fazendo, já que ela tinha um pequeno sorriso nos lábios.

– Não precisa me contar… – Selina falou.

A sonserina estava impressionada com o que ouvira, ele ia realmente contar para ela que ele era lobisomen? Selina já sabia o que tinha acontecido e não queria que ele se lembrasse novamente dos detalhes nem como foi mordido.

A garota se aninhou nos braços do seu namorado que olhava tudo aquilo sem entender nada. Gabe voltou a falar, estava decidido a contar para Selina.

– Selina, espera… Deixa eu falar, é importante para você saber porque eu fico agindo diferente perto da lua cheia e…

Gabe foi calado mais uma vez pela namorada, só que agora pelos lábios dela.

– Eu já sei… – Selina sussurou no ouvido do moreno.

Segurando o corpo da sonserina com suas mãos, Gabe tentava entender o que ela disse. Aqueles olhos cinzentos que tanto gostava estavam cheio de compreensão, algo que não tinha visto até aquele dia. Não demorou para Gabe entender o que já tinha acontecido, Selina já o tinha avisado sobre seu pai e o quão protetor ele era com ela.

– Desde quando? – O moreno ainda estava impressionado. – Por que não me falou nada?

– Faz alguns dias… Achei melhor esperar você contar…

O sorriso que Selina dirigia para Gabe fez seu coração bater mais forte. Ela já sabia. E, não só sabia, como o aceitava sem problema algum. Naquele momento o sonserino soube que estava se apaixonando por aquela garota que muitos achavam que seria só um caso.

Por: Selina e Gabe

Feitiço conjurado por Accio Staff às 20:34 h

Dois rapagões e uma pequena dama – final

Perdida em seus devaneios, a grifinória de orelhas pontudas continuava estática na beira do lago. Ou ela estava ficando louca ou estava despencando um ligeiro penhasco para o lufano quando acreditava estar interessada em outro rapaz, um corvinal criador de hipogrifos. O que não era de todo ruim, afinal, apesar de conhecer pouco Chris Storm ele parecia bem mais acessível e tão interessante quanto Belmont. Mas poderia ser que aquela demonstração de solidariedade que ele mostrara na festa da torre de astronomia fosse apenas o jeito cavalheiresco do rapaz. Não conhecia muitos ingleses criados na Grécia, mas o pouco que conhecia daquele país dizia que os rapazes que viviam lá deveriam ser bem gentis… Por outro lado, Josh era educado, reservado, não menos gentil, bonito, inteligente…

– Oh dúvida cruel! – uma sonserina brincou ao ver a garota imersa em seu poço de dúvidas.

Arwen levantou os olhos e esboçou o que seria um meio-sorriso. Fora pega de surpresa, não imaginou que algum conhecido a pudesse encontrar matando aula.

– Ahn, oi, tudo bem, Selina?

– Comigo tudo bem, mas ao ver a fumacinha que saía da sua cabeça, vim ver se estava bem. – A sonserina sentou ao lado da garota sem nenhuma cerimônia.

Selina esperou um pouco para ver se a grifinória falaria algo. Ao vê-la olhando o lago novamente e suspirando várias vezes, teve que falar novamente.

– Sua dúvida seria algo relacionado ao que falei na festa?

– Acho que sim… – a grifinória respondeu – Pelo menos tem a ver comigo no meio daquilo, se é que realmente houve algo naquelas entrelinhas… Mas você é empata, deve saber como eu estou me sentindo, não? – e tornou a olhar a moça de cabelos azuis.

– Saber o que está sentindo é muito complexo. Vejo claramente sua confusão, conta? Não foi difícil somar dois mais dois e entender sua dúvida.

Ao ver a grifinória perdida em pensamentos Selina quis ajudá-la. A sonserina não sabia porque, mas sentia uma certa afinidade com Arwen. Esta, por sua vez, sorriu um pouco encabulada para a garota, desviando seu olhar para diante de novo.

– A duvida inicialmente não era minha, mas passou a ser. E quando passa a nos dizer respeito, o que parece óbvio de repente se mostra confuso e nada direto. O que eu quero dizer é que eu estava quase certa dos meus sentimentos ainda vacilantes, e agora não estou mais. Difícil entender isso? – Arwen estava sendo honesta, e não sabia dizer exatamente porque confiar em uma pessoa conhecida, mas não íntima, ainda mais sendo esta uma sonserina. Mas a verdade era que Selina Grant lhe inspirava algo mais do que os limites da boa educação, era-lhe fácil conversar com ela e simpatizar com aquele jeito meio louco de ser ? que a Zoreia sabia, intimamente que era mais uma fachada do que qualquer outra coisa.

– Não é tão difícil de entender, mas você está pensando demais e exatamente por isso está fundindo sua cuca. – A sonserina via o rosto normalmente risonho de Arwen triste e brincou um pouco. – Deve ser muito difícil ser disputada por um moreno corvinal lindo e um lufano grego maravilhoso…

A grifinória cedeu à gracinha e riu.

– Claro, claro, e o que você me sugere? Que eu fique com os dois? Sério, eu acreditava estar me interessando pelo Josh, mas confesso que essa aparição repentina do Storm está mexendo com os meus brios. Não me pergunte porquê, é algo que olhando retrospectivamente, acontece desde a primeira vez que conversamos. Sabe, às vezes eu sinto algo familiar nele… Não sei… E eu, que achei que nunca fosse me interessar por alguém de novo, eis-me aqui tentando compreender os motivos que me levam a querer… Dois? Aff, eu estou ficando maluca!

Abrindo um sorriso maroto, a sonserina não conseguiu não brincar mais.

– Se todas tivéssemos esses problemas na vida… Por que escolher quando se pode ter os dois? – Selina virou para a Arwen e falou um pouco mais sério. – Brincadeiras de caras gatos a parte, porque você simplesmente não faz nada a não ser observar suas próprias reações a eles? Você mesma vai se dar uma resposta com o tempo. E se não conseguir entender o que sente, me chama que eu vejo para você e te digo… Ou faça o test drive com os dois… Te garanto que não vai arrancar pedaço…

– Pode deixar, vou me lembrar disso quando estiver com dúvidas existenciais outra vez. – a grifinória respondeu esboçando um sorriso e continuou após uma pequena pausa – Sabe, tudo o que eu estava precisando agora era de um pouco de sossego, e talvez essa confusão seja gastar energia de maneira desnecessária. Minha vida virou de pernas para o ar, minha mãe morreu faz menos de 6 meses, terminei algo que não sei se poderia ser chamado de namoro logo em seguida e acho que eu preciso mesmo me dar um tempo pra me organizar.

A sonserina não sabia o que tinha acontecido ou não na vida de Arwen. Elas nunca conversaram sobre nada assim e ela não procurava saber algo do passado alheio a não ser que fosse necessário, o que não era o caso da grifinória. Selina sorriu levemente e ficou ali quieta ao lado da outra. Se ela precisasse falar mais alguma coisa, estava disposta a ouvir.

– De qualquer forma, obrigada por tudo, Selina. Você tem sido uma pessoa paciente e maravilhosa comigo. Se precisar de alguma coisa… – a menina de orelhas pontudas tirou de um dos bolsos da veste um broche de pergaminho e o ofereceu à sonserina – é só chamar.

– Chamar com isso? – Ela olhou esperando a explicação de como funciona.

– Ah, sim, com isso… Eu e as meninas, a Dani e a Alexis usamos para nos comunicarmos, quando precisar aponte a varinha para o pergaminho e pronuncie o feitiço Conectium Arwen. Se você olhar bem para o pergaminho ele vai te mostrar onde estou. E o meu vai acender, avisando que alguém me conectou. Engenhoso, não é? Dani Lupin é quase um gênio, às vezes…

– Estou impressionada com a Lupin, não esperava algo tão engenhoso… Depois vou perguntar para ela como criou.

Arwen estava particularmente feliz em entregar um “comunicador instantâneo maroto” para Selina. Talvez ela ainda não tivesse notado, mas estava se tornando uma pessoa verdadeiramente importante na vida conturbada da Zoreiuda, contrariando os preconceitos básicos entre as casas de Hogwarts.

– Bem, Sel, agora eu vou indo… Hora de voltar ao mundo real e encarar uma aula de Estudo dos Trouxas. Até mais!

– Eu não estou com vontade de assistir aula nenhuma. Até…

Enquanto olhava a grifinória voltar para o castelo, Selina pensava no pequeno objeto que estava nas suas mãos. As duas garotas se conheceram em um choque de poderes e depois disso simplesmente se aceitaram sem problemas. A sonserina se perguntava se algo mais tinha acontecido naquele curto-circuito mental que houve entre elas ou se estava sendo algo espontâneo. Dando os ombros a sonserina não quis mais pensar no assunto, não poderia fazer mais nada agora. Iria aproveitar a nova amizade que estava surgindo…

Por Arwen e Selina

Feitiço conjurado por Accio Staff às 12:35 h