Hogwarts, aí vou eu!

Já era quase hora do jantar e uma aluna de longos cabelos castanhos dourados e olhos verdes muito vivos estava passeando, distraída, pela propriedade da Academia de Magia de Beauxbatons. Misty McGonagall aproveitava o tempo livre para espairecer e aproveitar os últimos dias de tempo ameno antes do início do inverno. Em geral, ela sempre tinha alguma dificuldade em se adaptar de novo à escola a cada início de ano letivo, estar de volta à França e à frescurada française, como ela dizia, a deixavam irritadiça e sem lugar. Nesse ano porém, ela estava beirando as raias da loucura. Inscrevera seu nome se candidatando à comitiva que acompanharia os aspirantes a campeões do Torneio Tribruxo, que aconteceria em Hogwarts daí há poucos dias. Sabia que, dependendo do número de alunos interessados em concorrer à vaga de campeão, seria impossível que ela acompanhasse o povo, mas não podia perder a oportunidade. Era a sua chance única de passar o ano em Hogwarts, escola que deveria ser o seu lar, onde sua tia lecionava, próximo de onde ela morava. Infelizmente para ela, seu pai, o embaixador bruxo da Escócia na França, optara por enviá-la para Beauxbatons para demonstrar boa vontade em seu trabalho. Marjorie, sua felizarda irmã mais velha, teve toda a sua educação básica concluída no castelo de Hogwarts e Misty sentia uma pontinha de inveja por isso.

Estava perdida em seus devaneios, empoleirada na cerca que divisava o território dos gigantescos cavalos alados do palácio, quando uma jovem se aproximou, falando em francês.

– McGonagall, Madame Maxime quer vê-la em seu escritório.

Oui – Misty respondeu, descendo da cerca e sumindo de vista, deixando a garota recém chegada para trás.

Ao chegar no suntuoso escritório da diretora, a menina bateu de leve à porta e em seguida, foi convidada a entrar. A sala era grande e ricamente decorada. Tão logo adentrou o recinto, Misty cumprimentou a enorme professora com uma exagerada mesura.

– Pode se sentar, McGonagall.

A menina prontamente se acomodou numa fofa poltrona de veludo cor de vinho em frente à escrivaninha de Maxime.

– Bem, acredito que você já saiba o motivo que a trouxe aqui. – a diretora começou o discurso – Portanto, serei direta. Após discutirmos o assunto, decidimos aprovar sua ida à Hogwarts.

– Jura??? – a menina cortou a professora, estava empolgada demais para conter-se –  Quer dizer, desculpe Madame Maxime, então eu poderei acompanhar meus colegas do sétimo ano? De verdade?

– Sim, sim. – a mais velha tentou manter o ar inflexível, porém um discreto tremor nos cantos dos lábios denunciaram que ela achara graça na animação de sua aluna – Levaremos apenas alunos maiores de idade, porém, dadas as circunstâncias especiais políticas e principalmente, considerando seu brilhate rendimento todos esses anos em nossa escola, optamos por permitir que você embarque conosco. No entanto, devo enfatizar que você não poderá se candidatar ao Torneio.  Fui clara?

– Sim, senhora! – Misty bateu continência para a professora, sorrindo amplamente.

– Agora pode ir. Boa noite.

A garota levantou saltitando da poltrona onde estava, cumprimentou a mulher com uma longa e exagerada reverência e sumiu porta afora, correndo e rindo alto, sem perceber que seus cabelos mudavam freneticamente de cor enquanto ela se movia.

– Hogwarts, aí vou eu!!! Uhuuu!

Algumas pequenas mudanças

Nossa querida Alexis fez algumas pequenas modificações nos rostinhos de alguns personagens, e então atualizamos as dolls atuais com as novas carinhas. ^^ As mudanças foram sutis, exceto Daryl, que mudou totalmente para se adaptar ao perfil Logan Lerman :P.

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Quanto ao restante da galera, estamos trabalhando nas bases para as novas dolls de todos os personagens. Um dia eu termino. Eu acho.

 

Fondue! Abajour! Bidet! Aaargh!

Do diário de Misty McGonagall

 

Pois é, as férias chegaram ao fim e amanhã retorno para aquele antro de frescuragens e dondocagens. Sinceramente, não sei como aguento. Três anos ouvindo um monte de patricinhas francesas falando fazendo biquinho. E os rapazes, affão, só salva um ou outro. E nem estou falando em beleza, porque né, daí eu estaria sendo muito da injusta, tem uns franceses muito gatosos e felpudos, mas em geral, eles são o cúmulo do “se achês”.  Tem que ter muita pacuínha para aguentar, acho que vou de Beauxbatons direto para o céu. Pelo menos a diretora, a Madame Maxime, é gente boa e passa todo o tempo na escola, porque aquela vice diretora dela, a tal da Mademoiselle Proust… Putz! Só Merlin na causa! Ô mulherzinha insuportável! Fora que parece que ela estica o bico mais ainda pra falar, quase acerta a gente com aquele beiço embicado, creindeuspai.

Mas falemos de coisas boas. Como sempre, nas férias, voltamos para a Escócia, para a nossa casa linda e aconchegante, aquela da qual nós nunca deveríamos ter saído. Gosto muito da minha casa natal. E nas férias é ainda mais legal, porque sempre tem o Bill doido na casa ao lado. Eu estava com saudades daquele maluco!

Por falar em Bill, arrastei o moleque comigo para a Copa Mundial de Quadribol. Porque euzinha jamais perderia a final da Copa, um jogaço daqueles, e ainda por cima a oportunidade master de pôr esses meus olhinhos multicores em Vitor Krum, ainda que de (bem) longe. Eu não queria ir sozinha, então arrastei o MacMillan para a viagem*. Conheci vários amigos dele de Hogwarts, inclusive umas meninas engraçadíssimas. Fiquei com invejinha, sabe, eu queria estudar em Hoggy também. Aliás, era para eu estar em lá, eu tenho minha vaguinha no castelo desde que nasci, segundo a tia Mimi, mas por decreto de papai… ops, por ironia do destino, cá estou eu arrumando minhas malas para voltar para a frescurada française.

Ah sim, ia me esquecendo! Teve uma muvuca lá na Copa de Quadribol, com os tais comensais da morte (eles não estavam extintos?) e a tal caveira fluorescente voadora. E no corre corre, eu lá, mais perdida que surdo em bingo trouxa, acabei me perdendo do Bill. Fiquei andando uns minutos no meio daquela floresta estranha, e qual não foi o meu susto quando um maluco apareceu do na-da, dando uma trombada enorme na minha ilustre e diva pessoa. Não preciso nem mencionar que essa meleca de trasgo de dom metamorfo mais uma vez me fez passar vergonha. Ou quase, eu acho. O moleque estava tão apavorado que né, nem sei se ele percebeu que a minha linda e semi loira cabeleira se arrepiou e ficou branquinha, branquinha. Caímos os dois, de traseiro no chão, depois do encontrão com o sujeito esbaforido.

Depois de xingar meia dúzia de palavrões (que mamãe não leia isso), lembrei da minha finesse e perguntei ao moço o seu nome. Antes não tivesse perguntado, nome esquisito! Snakeheart! Seifer Snakeheart, olha só que nome mais… sonserino? Sempre ouço tia Mimi falando das casas de Hoggy e achei esse nome tão Salazar Slytherin, você não? Pensando melhor agora, eu podeira ter perguntado a ele se ele é aluno de Hogwarts e se é da casa das cobras, mas acho que mesmo que eu tivesse pensado nisso, ele não responderia. Além do nome dele, ele não falava coisa com coisa. Apontava para a minha cara (mal educado!) com a boca aberta e olhava para o meu cabelo. Pensando bem, talvez ele tenha notado sim a mudança drástica na minha cabeça, afinal quem não ia notar um cabelo enorme, branco e totalmente pra cima, parecendo uma peruca? É, foi isso, assustei o menino.

Depois de um tempo, ainda sentados no chão, ele pareceu recuperar um pouco a cor do rosto, mas continuou mudo. Apresentei-me para ele, afinal, ainda tenho uma educação a zelar. Acho que devo ter recuperado o aspecto normal dos cabelos, uma vez que ele parou de tremer tanto, mas mantinha o comportamento esquisito, olhando para trás e para os lados. Não sei se ele sequer ouviu o meu lindo nominho. Uma pena para ele. E mal  o guri recuperou o fôlego, se levantou e se despediu com um “a gente se vê por aí”. Num entendi nada, acho que ele só estava tentando ser educado. O que é uma pena, ele era bem bonitinho…