Prova surpresa de História da Magia

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS

HISTÓRIA DA MAGIA

PROFESSOR CUTHBERT BINNS

ALUNO: Henry Thomas White

ANO: 4º ano CASA: Lufa-Lufa

 

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA EXTRAORDINÁRIA

COM BASE NO CONTEÚDO JÁ MINISTRADO DURANTE O PERÍODO LETIVO, REDIJA UMA BREVE DISSERTAÇÃO PARA CADA UMA DAS SEGUINTES QUESTÕES ATENDO-SE AO EMBASAMENTO TEÓRICO COERENTE.

 

  1. EM QUAIS CIRCUNSTÂNCIAS SE DEU A GUERRA DOS GIGANTES, NO SÉCULO XIV?

Cara, na boa… Gigantes?! Sério mesmo?! Eu nunca vi um em toda a minha vida. Não sei se o guarda-caças da escola conta como um, mas é a coisa mais próxima de um gigante que eu já vi, pelo menos. Não… quer saber? Acho que o traseiro da Dorothy Kirk, da Sonserina, é a coisa mais próxima de um gigante por aqui. Já viu como é enorme?! Acho que cabe metade do campo de Quadribol ali. Ops, quero dizer…

A guerra dos gigantes foi, sem dúvida, um dos acontecimentos mais importantes de toda a História da Magia. Tudo aconteceu porque… bem, porque tinha que acontecer, não é mesmo?! Quero dizer… são gigantes, não são criaturas muito inteligentes, logo é de se esperar que comecem guerras entre si. Pra dizer a verdade, eu nem sei se eles sabem falar, quanto mais começar guerras. Vai ver foi por isso mesmo que eles travavam batalhas sanguinárias entre si, por não conseguirem entender uns aos outros. Essa guerra em especial, por exemplo. Deve ter acontecido porque… porque… um dos lados era bom e o outro era mal, simples assim! Ah, eu não sei! Vai ver, os gigantes não conseguiam decidir quem gostava de vermelho e quem gostava de azul, quem sabe. E aí, de repente, os gigantes do Norte fizeram uma aliança com o Trasgos do Oeste e pediram a ajuda deles na Grande Guerra – que deveria se chamar assim porque os soldados deveriam ser enormes e o campo de batalha ainda maior.

Mas acontece que tudo tem um começo e, se começa, um dia acaba e eu tenho pena de vocês os gigantes que gostavam de azul provavelmente perderam para os gigantes que gostavam de vermelho. E dessa forma, o azul passou a ser a cor predominante nas vestes gigânticas. Digo… o vermelho. VERMELHO! E então… eu não sei… No século XV, um tal de Valentino conseguiu, graças ao seu desfile de Primavera, reinventar o azul turquesa, que acabou se tornando a cor oficial da realeza gigante da época. E é isso. AZUL! :)

 

  1. DISCORRA SOBRE A REVOLUÇÃO DOS DUENDES E O TRATADO DE PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE BRUXA.

Não sei muita coisa sobre duendes. Só o que eu sei é que não são criaturas muito amigáveis. Quero dizer… sabe quando você vai ao Gringotes retirar seus galeões para comprar livros, e varinhas e sapos e camisinhas e você se depara com eles ali, te olhando com aqueles olhinhos miúdos que mais lembram besouros? Cara, é assustador! Acho que se eu encontrar um bicho-papão algum dia, ele com certeza vai virar um desses duendes pra mim.

Ah, sim! A revolução dos duendes, claro, claro. Bom, esses caras não gostam muito dos bruxos, isso é fato. Mas eles são os manjadores do ouro, saca? Então alguém, em algum lugar, deve ter pensado: “Por que a gente não cria um banco pra guardar todo nosso ouro e coloca esses debilóides duendes pra tomar conta? É o negócio deles, ninguém consegue fazer melhor. E aí, a gente arranja uma ocupação útil para esses caras, eles ficam fazendo parte da nossa sociedade e… TCHÃ-RAN! Todo mundo feliz, todo mundo amiguinho, tudo certo!”, o que na minha opinião foi uma ótima ideia. Mas sério, eles podiam ser um pouquinho menos carrancudos, não? Juro que tenho medo ir no Gringotes e acabar sendo mordido por um daqueles demônios mirins, dér-mê-livre!

 

  1. QUAL FOI A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DESEMPENHADO POR GWENDOLIN, A CICLOPE, NA BATALHA DO VALE ROCHOSO, NO SÉCULO XII?

Batalha do Vale Rochoso… Oh meu Merlin, não sei nada sobre isso!!! Será que consigo colar consultar a prova da Granger? Não sei como ela consegue escrever tanto… Digo, a Batalha do Vale Rochoso foi… foi… mais um acontecimento majestoso para a História da Magia, principalmente porque envolveu a participação de ciclopes. Sim, ciclopes. Vários deles, na verdade; aquelas criaturas gigantescas com um único olho no meio da cara que… que… dispara raios vermelhos de calor que podem pulverizar qualquer coisa.

É por isso que o Professor Xavier Dumbledore recrutou os ciclopes para formar um esquadrão especial. Junto com as Tempestade  ninfas dos raios e travões, Wolverine os lobos com esqueleto de aço e Lince Negra gatos que atravessavam paredes, Dumbledore fundou o grupo conhecido X-men W-izards, onde treinava criaturas com poderes extraordinários para proteger a sociedade bruxa. Só que havia uma força de oposição: Voldeneto, o grande vilão controlador de metal cobras. Ele acreditava que a sociedade deveria ser composta apenas por mutantes criaturas extraordinárias, e bruxos comuns deveriam ser extintos da face da Terra.

Então, o professor Dumbledore e o W-izards travaram uma intensa batalha, que causou muitas perdas para ambos os lados. Até que os ciclopes contaram com a ajuda de Jim Gray Gwendolin, uma ciclope que tinha poderes telecinéticos. Ninguém sabia, mas ela guardava o poder da Fênix chama do dragão de sete cabeças dentro de si, e quando ela finalmente libertou esse poder, ela ajudou os W-izards a derrotar Voldeneto e seu exercíto de um homem só. Mas infelizmente, Gwendolin acabou morrendo nesse processo, deixando o Ciclope e o Wolverine chupando dedo… ops, quero dizer, deixando os W-izards desfalcados. Bom, mas pelo menos eles venceram a batalha, não é mesmo? O que uma ruiva não faz, minha gente.

 

  1. DENTRE AS PERSONALIDADES JÁ ESTUDADAS DURANTE AULAS ANTERIORES, DESTAQUE E DISSERTE A RESPEITO DA MAIS IMPORTANTE, NA SUA OPINIÃO.

Olha, tem muita gente desinteressante dentre as muitas personalidades já estudadas até aqui, mas se eu tivesse que escolher um cara realmente maneiro pra falar, seria o Nick Quase-sem-Cabeça. Na real, não é só porque ele é o fantasma da Grifinória, não. O cara é irado, super gente boa! Quero dizer, ele tá sempre por aí, assombrando os corredores como quem não quer nada. E quando a gente passa por ele, sempre nos dá bom dia e tal. Acho isso muito gentil. Teve até uma vez em que ele até me ajudou a achar o caminho até a aula de Aritmancia, e olha que eu nem sou aluno da Grifinória. Mas também com uma aula chata como aquela a gente tem mais é que se perder e chegar atrasado mesmo.

Eu só fico com pena porque ninguém deixa o cara realizar o grande sonho dele, que é ir nessa tal Caçada dos Sem-Cabeça. Todo ano eles recusam o pedido do Sir Nicolas em participar. Poxa, o cara só não foi completamente decapitado por… sei lá, cinco centímetros de pele?! E isso é realmente tão relevante assim? Eu penso que não.

Então acho que isso. Devo ter escrito uma ou outra irrelevância, mas conto com a sua compreensão professor. Grande abraço.

 

PS: Ah, eu não colei da Granger, pode ficar tranquilo. ;)

Atualização do elenco, personagens secundários e elenco antigo

Depois da entrada triunfal do Henry, eu estava devendo uma atualização do elenco do nosso futuro longa metragem. rs

Eis que finalmente atualizamos o quadro. Aproveitei e incluí dos personagens secundários até o momento, os pais da Arwen e os pais do Chris.

ELENCO-2

ELENCO_secundario-2

Elenco principal: Arwen – Alexandra Daddario / Alexis – Hailee Steinfeld / Dani – Ellen Page / Chris – William Moseley / Daryl – Logan Lerman / Josh – Ben Barnes / Misty – Georgie Henley / Bill – Zachary Gordon / Ludi – Birdy / Selina – Jennifer Lawrence / Gabe – Tyler Posey / Seifer – Callan McAuliffe / Fabian – Zoe Aggeliki / Wenna – Normani Kordei / Henry – Johnny Simmons

Elenco secundário: Liv – Liv Tyler / Bryan – Tom Everett Scott / Cal – Zooey Deschanel / Andy – Ben McKenzie

E aqui a lista disponível no IMDB.

E conforme o prometido há mil anos, o elenco antigo! Ui!

ELENCO-4

Elenco antigo: Arwen – Katie Holmes / Alexis – Natalie Portman / Dani – Rachel Bilson / Chris – Chris Evans / Daryl – Jared Leto / Josh – Hayden Christensen / Misty – Mary Kate Olsen / Bill – Tobey Maguire / Anna Brightbelt – Tia Carrere / Selina – Christina Aguilera / Gabe – Danny Masterson / Seifer – Jason Behr / Fabian – Jessica Simpson / Wenna – Catherine Zeta-Jones / Anna Valerious – Kate Beckinsale / Moonlight – Alexis Bledel / Amy – Avril Lavigne / Felicia – Vivien Cardone / Heather – Dulce Maria / Julianne – Emma Roberts / Cypri – Evangeline Lilly / Suze – Mariska Hargitay.

E aqui também a lista no IMDB.

Poxa, acho que melhorou consideravelmente o elenco, pelo menos no quesito noção básica de idade, rs.

Henry Thomas White

Henry Thomas White nasceu em 30 de Maio de 1980, em Londres, Inglaterra. Filho de Thomas e Susan White, dois renomados pesquisadores trouxas, o menino não apresentava, à princípio, qualquer indício de sangue mágico. Ainda que fosse diferente, seus pais dificilmente teriam notado, já que passavam a maior parte do tempo viajando por causa do trabalho. E foi em uma dessas viagens que uma tragédia aconteceu. O avião em que Thomas e Susan seguiam de volta a Londres caiu durante uma intensa tempestade. Os dois foram dados como mortos, uma vez que a polícia não conseguiu encontrar os corpos entre os destroços. Henry – que tinha, então, apenas três anos – foi entregue aos cuidados do orfanato Penning Side, em Londres, enquanto a polícia tentava, sem sucesso, encontrar algum outro parente vivo que pudesse tomar conta do garoto. E lá ele permaneceu durante alguns anos, sendo educado, vestido e alimentado pelas gentis senhoras que tomavam conta do orfanato.

Quando o menino completou seis anos de idade, uma luminosa notícia chegou ao orfanato. Ao que parece, o pai de Henry tinha um irmão distante, cujo paradeiro havia finalmente sido identificado após intensa busca. Martin White, um homem excêntrico, porém gentil morava sozinho em um velho casarão. Há muito não tinha notícias do irmão, e tão pouco sabia da existência do sobrinho. Quando soube que o garoto estava em um orfanato, Martin ofereceu-se prontamente para adotá-lo.

Marvin White, tio de Henry.

E assim, aos seis anos de idade, Henry passou a morar com seu tio no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra. O casarão era bastante velho e mal-cuidado e, para outras crianças, talvez tivesse mesmo um aspecto bastante assustador, mas não para o pequeno Henry. Acostumado à simplicidade, ele estava feliz demais por finalmente ter um lar, uma casa que pudesse chamar de sua, e pouco importava se o casarão mais parecia uma mansão abandonada.

A casa de Marvin, onde Henry passou a morar.

Foi nessa época que Henry descobriu um importante fato sobre o tio e, consequentemente, sobre si mesmo. O garoto não tinha exatamente ideia do que o tio fazia o dia todo, só que passava muito tempo trancado na biblioteca, ou no sótão. Vez ou outra Henry se deparava com certas peculiaridades acontecendo dentro da casa, como louças que se lavavam sozinhas e vassouras que tiravam teias de aranha do topo dos armários. Havia ainda muitos objetos curiosos por toda a casa, como balanças de latão, caldeirões e frascos com essências fluorescentes. O jardim, então, era repleto de plantas exóticas, que Henry nunca tinha visto em lugar nenhum – algumas delas até pareciam se mover para receber melhor a luz do sol.

As outras crianças do bairro, com quem Henry tentou fazer amizade, costumavam fazer chacota do velho Martin, chamando-o de caduco e lunático. Mas a verdade, como Henry veio a descobrir, é que Martin era um feiticeiro, e até pertencia a uma importante ordem, junto com outros magos. Ouvindo o tio contar a própria história, Henry não ficou com medo, muito pelo contrário. Ali, naquele casarão cheio de magia e mistério, ele se sentia completo, como se finalmente tivesse encontrado seu lugar no mundo. Além disso, algo dentro do garoto lhe dizia que ele e o tio eram mais próximos do que ele podia imaginar.

A confirmação veio aos 11 anos, quando Henry recebeu uma carta que o convidava a ingressar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, a instituição mágica mais renomada da Europa, e onde o próprio Martin havia estudado. Martin então levou o sobrinho ao famoso Beco Diagonal, onde compraram toda a lista de material escolar, incluindo caldeirões, telescópios e varinha, tudo o que Henry iria precisar em seus primeiro ano letivo em Hogwarts.

E assim passaram-se três maravilhosos anos. Na cerimônia de seleção, o Chapéu Seletor enviou o pequeno Henry para Lufa-Lufa, onde ele fez alguns amigos, aprendeu alguns feitiços, poções e encantamentos. Agora com 14 anos, Henry está ingressando no que será seu Quarto Ano em Hogwarts. Ele tem certeza de que muitas aventuras o esperam, assim como novos feitiços e até novos desafios. Ele está ansioso, e espera se sair bem, mas ele sabe que, desde que esteja ao lado de seus amigos, qualquer desafio deixa de ser imbatível.

Gente nova na área

Este post é um post especial, pois estamos dando boas vindas a um novo membro na trupe. :)

É com grande satisfação que vos apresento Henry White, nosso lufa.

HenryThomas

A página dele já está no ar, pra quem quiser conhecer, e logo haverá um post mais explicadinho da história prévia do rapaz. O bonequinho acima foi feito por ele no Madame Malkins, e logo logo teremos um novo exclusivo, como os demais. ;)

Esperamos que com a chegada do Henry, nós possamos ganhar um gás novo e ter postagens mais frequentes. Aguardem então! :D

Henry, seja bem vindo! A casa é modesta e o ritmo é lento, mas esperamos que você curta e se sinta à vontade!

Contos inacabados – Vulnerable

She’s so vulnerable, like china in my hands
She’s so vulnerable, and I don’t understand
I could never hurt the one I love, She’s all I’ve got
But she’s so vulnerable, oh so vulnerable

 

A chuva caía torrencialmente do outro lado da mureta. Como de hábito nos últimos meses, o senhor do mau tempo dispunha as enormes e pesadas nuvens cinza-chumbo de forma a encobrir todo o azul do céu inglês. Os cabelos negros de Arwen pendiam de sua cabeça inclinada e recostada numa das pilastras dos corredores externos do castelo, enquanto o pensamento da grifinória parecia pairar além dos limites da cortina de chuva. Um turbilhão de idéias, novas informações e sentimentos abstratos pareciam estar decididos a enlouquecê-la de vez naquela tarde. O aparecimento repentino dos pais de Chris Storm revelando-se como amigos de sua mãe e seus padrinhos, a descoberta recente da verdadeira causa da morte do pai e o que parecia ser um começo mal definido de relacionamento com o corvinal Joseph Belmont, aparentavam emaranhar-se numa teia densa, impedindo o raciocínio claro da garota.

 

Everywhere I look I see her smile
Her absent-minded eyes
And she has kept me wondering for so long
How this thing could go wrong

 

Perdida nesse mar conturbado e melancólico, não reparou a aproximação do setimanista lufano que, de uma maneira nada sutil, também se encontrava inserido no contexto de conjecturas de Arwen. Ele parou ao lado da grifinória, apoiando-se também na mureta e, tal como a garota, fixou o olhar na chuva forte que caía diante deles.

– Um sapo de chocolate por seus pensamentos. – ele arriscou enquanto a observava pelos cantos dos olhos.

– Dois por um pouco de sossego na vida. – ela respondeu com um sorriso desanimado.

 

It seems to me that we are both the same
Playing the same game
But as darkness falls this true love falls apart
Into a riddle of her heart

 

Chris, notando o semblante xoxo da menina, aproximou-se mais dela, agora encarando-a de frente.

– Posso ajudar de alguma forma? – ele ofereceu – Se quiser conversar…

Arwen suspirou enquanto mantinha o olhar fixo no tempo úmido.

– Acho que talvez eu esteja de novo fazendo tempestade em copo de veritasserum. De qualquer modo, tenho sido uma chata por esses dias e não quero incomodar mais ninguém com minhas bobagens.

– Você não me aborrece, mas se quer calar, posso doar o ombro amigo de sempre – ele sorriu quase marotamente – Essa pilastra me parece tão fria e desconfortável… – Storm concluiu, esperando uma resposta da moça.

 

She’s so vulnerable, like china in my hands
She’s so vulnerable, and I don’t understand
I could never hurt the one I love , she’s all I’ve got
But she’s so vulnerable, oh so vulnerable

 

A grifinória de orelhas pontudas nada respondeu, apenas observou o rapaz de jeito hesitante e, ao voltar-se outra vez para a cortina de chuva, sentiu-se sendo delicadamente aconchegada entre o braço direito e o corpo do rapaz, que empurrou suavemente a cabeça da garota, fazendo com que ela repousasse em seu ombro.

Em outra circunstância, talvez a reação esperada da quintanista perante aquele gesto fosse afastar-se, totalmente sem graça. Mas sem compreender porque, não teve forças, nem vontade de levantar-se dali. Na realidade, esse pensamento sequer lhe atravessou a mente, embora se sentisse um pouco encabulada, mas o conforto de estar ali compensava qualquer outra coisa estranha que viesse a sentir.

 

Days like these no one should be alone

No heart should hide away
Her touch is gently conquering my mind
There’s nothing words can say

 

Chris, sem premeditar, deixou seus dedos escorregarem por entre os fios negros e pesados do cabelo da menina. Era a primeira vez que ele a tinha tão próxima, também a primeira vez que ela lhe parecia tão vulnerável. O lufano não pensou em nada, somente percebeu sua mão puxando o rosto de Arwen para si e sentiu seus lábios finalmente encontrando os dela. Seus braços acabaram por estreitar a pequena cintura da garota e, por um breve momento, ele sentiu ser correspondido. Por um instante de fato muito curto, na concepção do rapaz. Tão logo ele a teve lânguida nos seus braços, no instante seguinte, ela tentava se desvencilhar dele, tão arredia quanto delicada.

– Chris, você ficou louco? Por que fez isso? – ela parecia perturbada e um pouco inquieta.

– Eu fiz somente o que senti e você respondeu o que sentia também.

O lufano não pretendia confundir mais a cabeça da grifinória, mas naquele momento estava deixando seu coração guiar seus atos. Desde que a conhecera sentira algo diferente e esperou pacientemente que ela se decidisse entre ele o o corvinal que claramente também queria seu coração.

Quando a viu tão só não se importou se ela tinha ou não namorado, somente queria mostrar que tinha alguém que se importava e estava lá por ela.

– Não pode, você não tem juízo. Isso é praticamente um incesto! – ela disse enquanto tentava de todas as formas escapar pelo corredor, mas o reflexo do rapaz fora mais ágil e ela se viu seus braços seguros firmemente pelas mãos de Storm.

– Não é e nunca será um incesto. Até poucos dias atrás a nossa única ligação era esse conforto que sentíamos um perto do outro. – Chris aproximou seu rosto ao de Arwen, enconstando suas testas. – Eu gosto de você. Me diga que não sente o mesmo…

 

She’s colored with all the secrets of my soul
I’ve whispered all my dreams
But just as nighttime falls this vision falls apart
Into a riddle of her heart

 

A grifinória mordiscou discretamente o lábio inferior, enquanto sentia os olhos cinzentos do rapaz explorando os dela, e por um instante esqueceu o resto do mundo.

– Eu não…

Arwen queria responder o que acreditava correto, mas viu a voz morrer antes de terminar a frase. A lembrança de minutos antes estava ainda muito nítida e teve de súbito uma vontade incontrolável de sentir os lábios de Chris novamente. Ele continuava ali, parado, com a cabeça encostada na dela, olhando-a fixa e ansiosamente, esperando por uma resposta. A garota abriu a boca para falar alguma coisa, mas não conseguiu. Aproximou-se mais do rapaz e num impulso, buscou os lábios dele outra vez.

Ao sentir os lábios da garota que tanto queria buscando os seus, Chris a abraçou como se fosse um objeto precioso. Sentiu o coração dela bater tão intensamente quanto o seu e para o rapaz era a respossta que precisava para saber que osdois eram certos um para o outro.

Num sobressalto, todas as condições que julgava serem as mais acertadas desfilavam de novo diante dos olhos do inconsciente da quintanista, que se afastou de Chris antes que ele pudesse fazer alguma coisa, e descambou correndo como louca pelo corredor afora, sem olhar para trás.

Sem saber direito o motivo da grifinória correr daquele modo, Chris encostou o corpo na pilastra fria, tentando se acalmar. Deitou a cabeça para trás na parede, pensativo. Ele percebeu que queria ser algo estável na vida de Arwen e que ia conseguir mostrar isso para ela.

Storm saiu decidido a lutar pela sua grifinória. Tinha como aliado a certeza de que ela também gostava dele, junto com o gosto daqueles lábios que ele capturou e que depois foram atras dos seus.

 

 Por Arwen e Chris

 

Título e trechos de Vulnerable, de Roxette.

Nota explicativa:

Contos inacabados é uma série de posts que na ocasião em que foram escritos, em 2007, estavam bem adiantados em relação ao andar da história. Mas antes que pudessem ir ao ar, o site acabou entrando no longo hiatus de seis anos, e quando voltamos, optamos pelo reboot, e o plot inicial que desenvolvíamos foi reformulado. Muitas dessas coisas já não existem, mas outras serão reaproveitadas, com toda certeza. <3