Don´t cry for me Galadhrim…

Estava tudo tão calmo em Lorien…. calmo até demais se vocês querem saber minha opinião.
Os pássaros cantam, os rios fluem numa harmonia serena e embriagante. Os elfos são as criaturas mais tranquilas que eu já vi em toda a minha vida bruxa. Não são ambiciosos como os gnomos, nem agressivos como os sereianos, tão pouco burros como trasgos. Possuem leveza e sabedoria dosadas de maneira adequada. Realmente deveríamos ter pelo menos uma matéria em Hogwarts com elfos, sei lá talvez literatura élfica, ou história élfica. Não…nada de história, seria mais uma aula para dormir. Então deixa pra lá.
Desde minha vinda, ocupamos nosso tempo meditando, dormindo, brincando,, dormindo, tomando banho de rio, dormindo, comendo frutas na árvore, eu já falei que nós também dormimos muito? Nossa….que sono ultra mega doido é esse que dá na gente do nada!

E esse é o nosso último dia de “hospedagem élfica”. Geralmente as coisas tem um lado ruim e outro bom. O lado ruim é que vamos ter que ir embora desse lugar lindo. O lado bom…
-outro lado ruim é que as férias estão terminando, já que temos que ir embora –
O lado bom eu ainda não descobri, mas se vocês souberem por favor conta pra gente, tá?!

Marjorie e Arwen chegaram de um passeio super saltitantes…

Marjorie: Meninas, temos boas notícias pra vocês.

Alexis: As aulas foram adiadas?

Dani: Vocês trouxeram cerveja amanteigada?

Arwen: Muito melhor. Faremos uma apresentação de despedida para os elfos.

Alexis e Dani se entreolharam.

Alexis: Qual é orelhudinha. A águinha mágica te deixou bêbada ao invés de Tonta? Como assim uma apresentação?

Arwen: Lembra que tínhamos combinado de que você iria tocar harpa? Você tava até treinando..

Alexis: Tonta, o que isso tem a ver? Eu tava só distraindo a cuca. Não tinha nada mais interessante pra fazer. o.O

Arwen: Pois então, a Marjorie andou conversando com o povo élfico e eles disseram que seria uma excelente forma de agradecermos nossa estadia aqui fazendo uma apresentação simbólica, para mostrar nossa felicidade e gratidão por eles.

Dani: Ai ai ai… isso não vai dar certo…

Arwen: Claro que vai Avoada. Imagina só. Alexis vai tocar harpa. Eu vou tocar flauta.

Dani: E desde quando você toca flauta?

Arwen: Ah, parece ser fácil. Na hora você vai ver, ou melhor…vai ouvir. E você…

Dani: Eu vou ficar de expectadora. No quadribol faço isso como ninguém.

Arwen: Nada disso. Você não vai querer fazer desfeita com o povo élfico. Você vai cantar.

Alexis: Num tõ falando Dani. Aquela aguinha tem alguma coisa. Qual é a sua intenção, marota? Desbancar as Esquisitonas?

Dani: Podemos dizer não? Num seria mais fácil chegar e apertar a mão deles e dizer que ficamos muito felizes e que pretendemos voltar outras vezes e que recomendaremos o SPA deles para o resto do mundo bruxo?

Arwen: Isso já está decidido. E eles já estão nos esperando.

Alexis: O QUÊ? AGORA?

Dani: Mas pelo menos para encerrarmos com chave de diamante, podemos no final jogar a Felisberta? Tava guardando ela para um momento especial…

Alexis: Cabeça dura voce mesmo heim!

Dani: Confessa que você tá louquinha pra ver a Bertinha em ação.

Marjorie: Sim meninas, vamos logo. Assim que se apresentarem iremos embora, e já estamos atrasadas. Mas o que é uma Felisberta?

Arwen: Aguarde e verá!

Chegando ao local da apresentação, um local onde algumas árvores pareciam ter sido removidas, para que parecesse mais espaçoso, um grande número de elfos aguardavam nossa chegada. No centro, os instrumentos já nos esperavam. Ficamos em nossos postos, e o início seria dado com a primeira nota musical da Alexis.

” Neste lugar,neste lugar
encontramos coisas que sem esperar
estávamos perdidas, perdidas
e nos deram o que acreditar
Mesmo com tantas dormidas
aprendemos a nos comportar”

Alexis estava tomando uma verdadeira surra daquela maldita harpa. Se não fosse tão pesada, acho que ela teria tentado carregar no colo e tocar como uma guitarra. Numa dessas tentativas de levantá-la, a harpa escapou de sua mão e lascou um pedacinho no chão.

Alexis: Ups. Faiô!

Arwen que antes estava tão animada, parecia que também não estava tendo muito sucesso com a flauta. Já tava ficando roxa de tanto assoprar aquele tubo esquisito, e nada de bom tava saindo dele.

” E mesmo assim,e mesmo assim
Nossa história está longe de um fim
E com razão, e com razão
Vocês se lembrarão de mim
porque do fundo do meu coração
sentiremos falta daqui sim”

Este foi o pico de nossa apresentação. As cordas da harpa da Alexis arrebentaram e Arwen ficou tonta de tanto soprar. Achei que esse deveria ser o fim, então a Felisberta entrou em ação.

Bum!

E o fedor ecoou pela floresta. Muitos elfos saíram correndo com a fumaça e o cheiro. Marjorie olhava zangada para a gente.

Marjorie: Meninas, o que foi isso?

Arwen: (recuperando o fôlego) Poxa, que gente mal educada, nem ficaram pra se despedir.

Marjorie: Dani, pensei que seu pai tinha te alertado sobre não fazer marotices por aqui. Ainda por cima com bombas de bosta. Então isso era a Felisberta.

Alexis: Sim. Felisberta é só um código para bombas de bosta. Vem de “feliz quando aberta”. Show dani. Adorei.

Dani: Já que nosso showzinho acabou, que tal irmos andando? Tô cansadona, louca pra chegar em casa e tomar um bom gole de suco de abóbora.

Arwen: Falou e disse. Vamos Marjorie, você mesma disse que estávamos atrasadas.
Professor Lupin deve estar roendo as unhas de ansiedade por notícias. Vamos.

Alexis: Vamos antes que ele termine de roer as unhas e passe a roer os bichinhos da floresta….hã….ah marotinha Avoada, tava blincando cum ocê, fofinha. Não fica bravinha não.

lorien1

Feitiço conjurado por Dani Lupin às 09:14 h

Se tenho certeza?

*Um pouco mais tarde, de volta à casa na árvore…*

Marjorie: Arwen, esta é uma decisão muito difícil. Assim como em Hogwarts você estaria perto de família e amigos, e seguiria o futuro que sempre buscou, aqui poderia viver em harmonia, aprender muito mais sobre suas origens e reinar junto aos seus. Tem certeza da sua decisão?

Arwen, que observava o mundo todo pela janela da casa, ouviu as palavras de Marjorie e olhou para o outro lado do quarto, onde Dani e Alexis cochichavam e davam cutucões uma na outra, sentadas em meio a um mar de almofadas.

Dani: Ôôôô! Deixe de ser toda irritadinha, Irritadinha. Qual o problema de ter trazido a Felisberta?

Alexis: Não dá! É que… ah, não dá! Não podemos brincar com o povo orelhudinho desse jeito! *joga uma almofada em Dani* Acho que não estão acostumados com coisas assim, vai que se enfurecem conosco e nos dão de alimento para aquelas árvores anciãs as quais a Orelhudinha nos contou?

Dani: *olhinhos pidões, devolve uma almofadada voadora em Alexis* Eu sei, não foi por maldade, você sabe. Mas ela estava tão sozinha lá. A Bertinha TINHA que vir conhecer esse lugar! E além do mais, ela está segura nas minhas mãos, não há porque se preocup… hummm… panquecas!

Alexis: Hey! Ow! Essa fala é minha!

Dani: Era! As panquecas me pertencem a partir de agora *risada malígna*

Alexis: MINHAS PANQUECAS NÃO! Devolva as… minhas… *atira várias almofadas* … panquecas!

Dani: Ai! Não faz isso… ai! As panquecas são minhas, minhas, MIIIIINHAS!

Alexis: Você pediu, então agora terá guerra pelas panquecas!
*pula em cima da amiga com uma armadura feita de almofadas* Yááááááááá!

Dani: UAAAAAAAAH! Guerreiros do meu reino de cervejas amanteigadas: ao ataque! Que as terras panquecóides sejam conquistadas!

Arwen: Sim, Marjorie. Tenho certeza…

*Escrito por Alexis Dumbledore

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Esta é uma continuação improvisada do post “Na Cidade dos Galadhrim – Parte III – A Renúncia”, e foi escrita e postada pela marota Alexis Dumbledore em um comentário. Achei que merecia um post e tomei a liberdade de colocá-lo aqui.

Feitiço conjurado por Arwen Lórien Potter às 08:02 h

A despedida.

Sam e Marjorie estavam sentados, de mãos dadas, num banquinho de madeira nos jardins da estalagem onde ela estava hospedada, em Hogsmeade. Conversavam seriamente. As lágrimas teimavam em correr pelo rosto da moça, embora ela relutasse.
Braithwaite acabara de revelar seu segredo. As palavras dele perfuraram sua alma como punhais. Em sã consciência, ela não acreditava que pudesse ser algo duradouro, nem queria ter se envolvido tanto. Mas no fundo, sabia que já estava entregue, apaixonada e sofrendo com a despedida próxima.

Ele parou de falar, fitando os olhos de Marjorie. Ela viu sua imagem refletida nos olhos dele. Então entendeu. Havia encontrado quem ela buscara a vida toda. Mas por ironia dos destino não poderiam ficar juntos.
Entendeu também que ela significava para ele tanto quanto ele para ela.

– Marjorie – ele recomeçou a falar – eu gostaria de poder ficar com você aqui. Ou em qualquer outro lugar. Desde que fosse para sempre. Eu sei, tudo aconteceu muito rápido. E eu não esperava me envolver dessa maneira… No entanto, tenho aqui só mais uns poucos dias…

Ela permanecia em silêncio, agora olhando a grama abaixo dos seus pés.

– Parece impossível que possamos ficar juntos… O tempo está contra nós. Mas acredito que talvez algum dia, haja um jeito de mudarmos isso… se você quiser, é claro.

Ela levantou a cabeça, observando-o com seus grandes olhos azuis, ainda marejados de lágrimas.

– Sam – fez uma pausa, acariciando seu rosto com a mão – isso seria maravilhoso. E o que eu mais queria na vida agora. Mas acho que não devemos alimentar esperanças. Você ainda vai nascer daqui há 3 anos! Não poderíamos ficar juntos!

– Sempre há um jeito! Marjorie, você pode achar estranho, não acreditar… mas eu… eu a amo! Eu sei que foi muito repentino, e é algo que eu não posso explicar, somente sentir. Eu te amo, srta. McGonagall. Preciso que você acredite nisso. Mesmo que não possamos ficar juntos.

Eles se abraçaram fortemente, e as lágrimas dela agora umideciam o ombro de Sam.

– Eu acredito em você, sr. Braithwaite… ou melhor… sr. Snape – murmurou, quase sem voz – e eu também o amo. Muito!

– Brightbelt Snape – sem hífen, e riu.

Permaneceram abraçados mais alguns minutos. Então eles se afastaram e Sam continuou:

– Tenho uma coisa aqui para você. Para lembrar-se sempre de mim.

Tirou um pacote das vestes, entregando-a. Ela abriu e não pode conter o sorriso. Segurava o tecido vermelho bordado em dourado, com o brasão da Grifinória reluzindo na parte anterior da veste, e o nome “Snape” bordado nas costas.

– Abrigo de quadribol da Grifinória, 2014. Achei que você iria gostar, afinal, você me disse que foi uma daquelas grifinórias caxias, que faria qualquer coisa pela sua casa…

Ela pôs a mão no pescoço, tirando uma corrente de ouro que usava, com um pingente de iniciais “MM”. Enlaçou o pescoço de Sam, colocando-o nele.

– Eu não havia me preparado para uma despedida tão rápida… Espero que esse pingente sirva para lembrar-se de mim. Tenho esse cordão desde que nasci. Viveu comigo por 20 anos. Agora segue com você, já que eu não posso fazê-lo.

Beijaram-se e abraçaram-se mais uma vez. Agora não era só Marjorie quem chorava. Salazar também.

Feitiço conjurado por Misty McGonagall às 11:00 h

Das anotações de Marjorie McGonagall

Estou apreensiva e ansiosa. Que a situação em Hogwarts estava nada tranquila, eu já sabia. Mas o cerco está se fechando mais rápido do que eu imaginava.
Meu tempo aqui é curto, e temo não conseguir terminar a minha tarefa em tempo hábil.
E se não bastasse tudo… agora me preocupo com Sam.

Nos encontramos na tarde de sábado, no Madame Puddifoot, e acabou acontecendo. Eu tentava resistir mentalmente, mas todo o resto conspirava contra a minha consciência. Acabei me rendendo aos encantos do senhor australiano. Uau, que beijos! Carinhoso, simpático, zeloso, gentil…

Saímos do café e fomos a Hogwarts. Eu precisava encontrar Misty e despachá-la para Grimmauld Place, onde nossos pais a estavam aguardando. Conversei com tia Minerva e Dumbledore, dizendo da necessidade de enviá-la imediatamente, para acalmar o coração da mamãe. Como ela já fez os NOMs e as aulas já acabaram, não se opuseram. Anakin deve estar ajudando-a fazer as malas a essa hora. Melhor assim, quero vê-la longe de Hogwarts o mais breve possível, até que possa voltar em segurança. Uma pena eu não poder fazer muita coisa pelos demais.

Depois de resolvida a minha pendência mais urgente no castelo, Sam, que me esperava do lado de fora da sala de Dumbledore, segurou minha mão e me levou apressado, sorrateiro, em direção a… a cozinha???

– Sam, você já está com fome?
– Shhh, eu disse que há um lugar que gostaria de te mostrar.

Foi quando apareceu uma porta. Muito parecida com a porta da Sala Precisa. Sam a abriu e meu queixo caiu. Era uma enorme suíte antiga, um tanto empoeirada pelo desuso, cheiro de gato e continha um armário furioso, remexendo-se freneticamente.

– Sam, o que há naquele armário?
– Um bicho-papão! Hehehehe, quer ver?
– Não, obrigada – eu disse sorrindo.

Ficamos ali, conversando, namorando e aproveitando a companhia um do outro até o domingo à tarde. Desde então, eu não o vi mais, nem tive notícias.

Não estou com um pressentimento muito bom. Sinto que há algo de muito pior acontecendo. Sinto cheiro de perigo. E sinto o cheiro metálico de sangue.

Braithwaite, onde estará você agora?

Feitiço conjurado por Misty McGonagall às 08:19 h

Encontro marcado.

Marjorie se preparava com esmero para encontrar-se com Sam. Estava diante do espelho dando um último retoque nas suas vestes quando olhou para o relógio na parede dos seus aposentos.

– Pelos cabelos de Merlin, já são duas e cinquenta!

Pegou a bolsa e a varinha (nunca se sabe, não é mesmo? Uma mulher prevenida vale por muitas) e saiu correndo.
Chegou ao Madame Puddifoot às três em ponto. Sam já estava à sua espera.

– Ora ora, a velha pontualidade britânica, srta. McGonagall! – disse puxando a cadeira para ela se sentar – bom, posso te chamar de Marjorie, não posso? – concluiu, sentando-se defronte.

– Claro que pode, Braith… – ele a olhou pelos cantos dos olhos – ah, ok, claro que pode, Sam. E riu.

Fizeram o pedido. Tomaram vinho com frutas enquanto aguardavam o bolo escaldado de caldeirão com calda de chocolate.

– Mas então, Miss Marjorie Mistery, o que é que você faz?

Marjorie contou bem pouco sobre o seu trabalho no Ministério da Magia e não mencionou a Ordem de Fênix. Mudaram de assunto, voltando-se para a discussão iniciada no café literário, que obviamente, ficou sem resolução.

A comida chegou e eles mais falavam e riam do que comiam. O assunto foi parar em Hogwarts e nos aprontos dos alunos, o que fatalmente fazia o assunto migrar para as espoletices de Misty, sua irmã caçula, e relembrar as travessuras da Marjorie ex-grifinória.

Riam muito enquanto conversavam animadamente. Sam parou de falar e ficou observando Marjorie rir sozinha.
Ela então parou de rir também. Corou de leve.
Sam aproximou-se dela, devagar. Ela inclinou a cabeça suavemente para frente. Olhavam-se.
Ele tomou o rosto delicado de Marjorie entre as mãos e aproximou-se ainda mais… ela podia sentir a respiração quente dele na pele de suas maçãs do rosto.
Os lábios se tocaram. Beijaram-se num beijo doce e ardente. O coração de ambos batia descompassado. As mãos entrelaçavam-se sobre a mesa.
Largaram-se finalmente, permanecendo de mãos dadas.
Ele fitava os olhos de Marjorie, acariciando o rosto dela com o dorso da mão.

– Vamos sair daqui?

– Bem, preciso ir a Hogwarts, tenho um recado para minha irmã…

– Ótimo, então. Tem um lugar lá que eu gostaria de te mostrar.

Feitiço conjurado por Misty McGonagall às 13:51 h