Fofurice da semana

E eis que ontem recebi nossa segunda ilustração. <3

É, segunda sim. Temos a primeira, mas essa vai demorar um pouquinho até ser publicada por aqui. rs

marotas_ilustracao_1Gente, é muita fofice para esse coraçãozinho maroto!!!

A nossa ilustradora é a super diva Naya Bringuer. A idéia é colocarmos várias aqui. Vamos ver se damos conta. xD

Off topic: Ok, ok, esqueci de escrever com a Dani o post dessa semana. E eu bem queria aproveitar a folga dela dos polímeros e traduções de patente! xD Mas ok, tentarei resolver essa questão no mais tardar amanhã. Enquanto isso, curtam toda a divesa das rainhas da marotagem nessa ilustração mega gracinha!

Feliz aniversário para a Irritadinha!

E hoje é aniversário da nossa marotinha Irritadinha do coração!

É tão estranho lembrar que há 10 anos, eu estava bem aqui, fazendo um post de aniversário comemorando a maioridade trouxa dela! Gente, o tempo passa, o tempo voa…

E o povo do Accio continua tudo do mesmo jeito, rs.

Marotinha querida, muitas panquecas, cerveja amanteigada, sapos de chocolate, alegria e boas energias pra você! :D

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Primeiras Impressões: banquete, torneio e o olho que tudo vê – final

O professor Dumbledore continuou seu discurso, e logo os ânimos pareceram se acalmar. Ele estava prestes a explicar o motivo do cancelamento do campeonato quando as portas do Salão se escancararam e uma figura completamente grotesca e bizarra irrompeu por ela. Um homem estranho, com capa de viagem e um cajado, começou a caminhar em direção à mesa dos professores. Ele tinha um emaranhado de cabelos grisalhos, o rosto tomado por cicatrizes, o nariz parecia faltar um pedaço, e ao caminhar, fazia um ruído metálico a cada passo. O mais assustador naquele sujeito, entretanto, eram os olhos. Um, miúdo e bem escuro, o outro azul vivo e elétrico, redondo, que girava e movia-se em todas as direções freneticamente, sem piscar, e de maneira independente do olho normal. O sujeito cumprimentou o diretor, sentou-se junto aos professores, e se pôs a comer.

– Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa contra as Artes das Trevas, o professor Moody. – Dumbledore o apresentou aos alunos, e todos estavam tão estupefatos que apenas uns poucos solitários aplausos  ecoaram pelo salão.

– Alexis, você conhece esse homem? – Arwen perguntou à Irritadinha, na esperança de obter maiores informações.

– Só de nome, ele é uma lenda! O que sei é que ele é um ex-auror experiente, enjaulou um bom punhado de comensais na época de Voldemort, mas é tido como louco de guerra e anda vendo bruxos das trevas em tudo quanto é lugar. Mas eu não fazia a mínima idéia de que ele seria nosso novo professor… – Irritadinha respondeu, olhando longamente o homem.

– Mas gente, precisa ser tão… estranho? – Dani Lupin ainda encarava a mesa principal, buscando algo menos peculiar na aparência de Moody, porém sem sucesso – Espero que pelo menos seja bom professor, já que o moço é experiente no assunto, não?

– O professor de Defesa contra as Artes das Trevas ano passado era o seu pai, não é, Dani? – Chris questionou a amiga corvinal, também encarando o ex-auror na mesa mais à frente. A Lobinha apenas assentiu com a cabeça sem olhar para Storm, parecendo hipnotizada pela figura do novo mestre, que se mostrava completamente indiferente à recepção fria que tivera por parte dos alunos e colegas, e comia as suas salsichas alheio ao seu redor.

Agindo como se não houvesse percebido a reação do público presente à apresentação de Moody, o diretor continuou com as notícias e explicações, informando em poucas palavras que a escola sediaria um evento internacional, o Torneio Tribruxo. Nesse momento, Alexis e Dani Lupin encararam o diretor embasbacadas, agradavelmente surpresas, enquanto Arwen e Chris continuavam olhando para as amigas e dali para a mesa dos professores sem entender patavinas.

– Torneio Tribruxo? – Arwen começou a perguntar, mas a resposta veio através do próprio Dumbledore, que se pôs a explicar sobre a competição amistosa entre Hogwarts e outras duas outras escolas de magia, Beauxbatons e Durmstrang. Que haveria a escolha dos campeões que representariam cada escola e que no passado, o torneio foi interrompido devido a alta taxa de mortalidade (Hã? – as garotas pensaram, preocupadas), mas que para contornar esse problema, além de todas as medidas de segurança, seria imposto desta vez, um limite de idade. Não era do interesse nem das marotinhas, nem de Chris, se embrenhar numa competição dessas. Afinal eles estavam apenas começando o quarto ano e tinham ainda muito o que aprender antes de encarar tarefas complexas como aparentemente, o torneio exigiria. Mas os alunos mais velhos pareciam não concordar com a imposição, e logo o assunto ao redor dos garotos era como burlar o limite de idade para se inscrever na competição.

Entre resmungos e xingamentos nos arredores, os quatro se levantaram de suas cadeiras e deixaram a mesa. Dani Lupin se despediu dos amigos e correu para alcançar o grupo de corvinais, antes que perdesse de vista os monitores com a senha. Felizes e empanturrados, os três grifinórios seguiram para o lado oposto, rumo às escadarias que davam acesso à torre de sua casa, no sétimo andar do castelo. Depois de uma longa caminhada e muitos degraus, finalmente chegaram até uma grande pintura a óleo, onde uma mulher gorducha de vestido rosa aguardava a senha.

Asnice. – Arwen ouviu um dos Weasleys dizendo à mulher, que girou o quadro para frente, exibindo o buraco na parede, por onde um a um, os alunos começaram a passar. A sala comunal se mostrava aconchegante como sempre. A lareira estava acesa, as poltronas pareciam fofas e macias e as mesinhas ainda se encontravam lustrosas e livres de objetos dos alunos.

Arwen e Alexis seguiram para o portal de acesso ao dormitório das meninas após dar boa noite para o amigo, enquanto Chris subiu a escadinha em espiral para entrar em seu próprio dormitório. Sua bagagem já o esperava ao pé da cama de dossel que seria sua a partir dali. Ele se sentia cansado e sonolento, mas feliz. No dia seguinte, ele escreveria uma carta aos seus pais, contando as novidades sobre a viagem e sobre suas novas instalações na nova escola. Após tomar um banho fumegando e vestir os pijamas, o novo grifinório se enfiou debaixo das cobertas quentes e se entregou confortavelmente ao sono dos justos.

Primeiras Impressões: banquete, torneio e o olho que tudo vê

Parte 1

 

O Grande Salão pareceu fabuloso aos olhos de Chris. Ele chegou à mesa da Grifinória sem maiores dificuldades, e foi recebido com grande entusiasmo por Arwen e Alexis.

– Gente, que lindo, você veio para a Grifinória! – a menina Potter dava pulinhos na cadeira, feliz por ter o amigo junto delas.

Alexis esfregou a cabeça do garoto, dando as boas vindas à mesa da casa dos leões.

– Ae, guri, arrasou! Você vai se divertir a valer por aqui, pode apostar!

Sentando-se em frente à Arwen e ao lado de Alexis, Storm se pôs a avaliar minuciosamente o Salão, esplendidamente decorado para a abertura do ano letivo. O teto parecia o céu lá fora, tão tempestuoso e nublado quanto o real. Diante de si, ele via uma multidão de alunos falantes, pratos e taças de ouro nas mesas e centenas de velas que flutuavam no ar, iluminando o local. Destacando-se diante das quatro mesas das casas, ele viu a imponente mesa onde ficavam os professores e funcionários da escola.

– Com licença, alguém chegue para lá que vou me acomodar por aqui – Dani Lupin apareceu e sentou-se ao lado da Tonta sem a menor cerimônia, abandonando a mesa de sua casa para se juntar aos amigos – Parabéns Chris! Agora você é um leãozinho legítimo!

– Obrigado, Lobinha! – ele respondeu – Mas a Corvinal também é uma casa bem maneira, não? O Chapéu até pensou em me mandar para a Lufa-Lufa, mas no fim, ele achou que a Grifinória seria mais adequada. Por mim, qualquer uma das duas estaria de excelente tamanho.

– Acho a Corvinal a minha cara – Dani falou – Cheia de nerds, mas bem ao meu estilo, a sala comunal é clara, ampla e repleta de livros. E além do mais, alguém tem que estudar nesse grupo, não? – a Lobinha finalizou erguendo as sobrancelhas enquanto encarava as amigas.

Alexis mostrou a língua para a Avoada. Arwen, olhando distraidamente para a mesa dos professores, comentou:

– Quem será o novo professor de DCAT? Não estou vendo ninguém diferente ali… Será que conseguiram alguém para este ano?

Antes que os amigos pudessem responder, a conversa foi interrompida pela visão da fila de pequenos e encharcados aluninhos do primeiro ano, que ocupavam o tablado a postos para serem selecionados. A professora McGonagall entrou logo em seguida, postando o banquinho de três pernas no chão e deu início à cerimônia.

– Podiam andar mais rápido com isso hoje, não? Estou com fome… – Dani Lupin miou, deitando a cabeça sobre os braços apoiados na mesa.

Eternos minutos mais tarde, finalmente encerrou-se o processo de seleção dos calouros e enfim, foi dada a largada para a comilança. Apareceram subitamente várias travessas e tigelas diante deles, cheias das mais variadas e deliciosas iguarias preparadas pelos eficientes elfos domésticos de Hogwarts. Logo os quatro amigos encheram os pratos, e nessa hora, eles mal falavam. Alexis deu uma cotovelada estabanada em sua taça e derramou todo o seu suco de melancia sobre Storm.

– Ouch! Poxa, Chris, deixa de ser estabanado! Ok, eu até me desculparia, mas como você é novato, considere esse banho gelado como seu batismo oficial na Grifinória! – Alexis ria, oferecendo um guardanapo seco para o garoto molhado, que aceitou a oferta de bom grado e achou o episódio muito divertido. Os quatro ergueram suas taças e fizeram um brinde.

– É melhor eu me cuidar, se continuar assim, daqui a pouco serei submetido a algum trote! – ele riu, enquanto pegava sua varinha para executar um feitiço simples de secagem rápida.

– Nós não havíamos pensado nisso, mas sabe que você acaba de nos dar uma excelente idéia? – Arwen dava mais uma garfada nas suas batatas enquanto simulava uma risada maligna. Dani e Alexis tentaram acompanhar a risada para intimidar o garoto, mas ambas com as bocas cheias acabaram produzindo apenas grunhidos desafinados que elas mesmas estranharam.

Após se fartarem com o jantar e comerem quantas sobremesas conseguiram, ouviram o diretor da escola, como todos os anos, tomar a palavra para si e imediatamente, todos ficaram em silêncio. Ele mencionou algo sobre objetos proibidos da lista do Filch, as proibições acerca da Floresta da propriedade, e finalmente…

– Hã? Como assim, não vamos ter campeonato de Quadribol esse ano? – Arwen estava estupefata. Alexis encarava o diretor com a boca aberta, sem acreditar no que ouvira. O burburinho aumentou diante dessa notícia bombástica e as garotas ouviram alguns colegas fazendo colocações menos elegantes sobre o assunto e xingando alguns palavrões cabeludos.

 

(continua)

A escolha do Chapéu

A trupe de amigos desembarcou no fim do dia na estação de Hogsmeade, o povoado bruxo nas proximidades da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O vento gélido levava consigo os pingos de chuva forte e parecia cortar a pele dos garotos, que tentavam se espremer uns contra os outros para evitar as correntes de ar. A turma caminhava lentamente na plataforma e depois de alguns minutos de silêncio e de um percurso gelado, eles finalmente alcançaram a fila de carruagens sem cavalos que, tradicionalmente, levava os alunos até o castelo.

O queixo de Chris Storm tremia de frio, mas ainda assim, ele prestava atenção em todos os detalhes. Não queria que nada escapasse aos seus olhos. O grupo se dividiu e as Marotas e Chris entraram numa das carruagens paradas diante de si. Cansadas da viagem e um tanto sonolentas, as meninas poupavam energia para logo mais, quando aproveitariam o banquete de abertura do ano letivo. Storm pendurou o rosto na janela da carruagem, apoiando a cabeça sobre os braços cruzados e recostados no parapeito e tentava assimilar a paisagem da esguia estradinha que levava até os portões de Hogwarts. Logo avistou o que deveria ser a entrada dos terrenos da escola. A visibilidade, infelizmente, não estava das mais claras, devido a densa cortina de chuva que caía pesada diante deles. O caminho a partir daí tornou-se uma subida um pouco íngreme e depois de uma curva, o castelo apareceu aos seus olhos, como um borrão escuro com várias luzes acessas e nebulosas.

Minutos de silêncio mais tarde, a carruagem parou em frente a uma larga escada de pedra que dava acesso a um grande portal de carvalho. Os quatro desceram aos galopes para escapar da chuva torrencial que parecia encharcar-lhes até os ossos. Chris olhava para todos os lados do saguão de entrada, maravilhado. Era tão grandioso quanto ele imaginava que fosse.

– Bem vindo a Hogwarts, Chris! – Arwen disse sorrindo para o amigo ao notar o semblante extasiado do garoto.

Antes que Storm pudesse dizer alguma coisa, ouviu-se uma gritaria mais adiante e vários alunos que estavam na frente deles começaram a andar para trás, tentando escapar de algo que Pirraça, o polstergeist da escola, atirava do alto.

– Aquele é o Pirraça, o encrenceiro de Hoggy – Alexis apresentou o espectro de roupas berrantes e chapéu de sino – ele é chato com força, mas é mais irritante do que perigoso. Em geral ele não faz mal algum, só quer mesmo é causar confusão.

– E qualquer eventual semelhança com um grupo de marotas é mera coincidência, ok? – Dani Lupin completou, olhando de esguelha para as amigas, exibindo um sorrisinho sarcástico.

Eles ficaram parados mais ao fundo, esperando a resolução da balbúrdia à frente. Alguém apareceu para restabelecer a ordem, e só depois que ela se aproximou deles, foi que as meninas perceberam que se tratava da professora McGonagall. A bruxa viera de encontro ao rapaz.

– Christopher Storm? – ela interrogou o garoto.

– Sim senhora.

– O senhor pode fazer o favor de me acompanhar? A seleção dos alunos transferidos acontece separadamente dos primeiranistas. Por favor, siga-me.

Chris acenou para as amigas despedindo-se delas e acompanhou a austera professora. Enquanto seguiam silenciosamente pelos corredores, ele observava as tapeçarias, armaduras e quadros nas paredes, tudo no mais puro estilo medieval. Entraram numa porta que dava para uma sala simples e relativamente pequena, se comparada com o que ele vira do castelo até o momento. Iluminado por alguns archotes flamejantes, o cômodo continha uma mesa, alguns bancos em torno e, em cima de um tamborete destacado mais adiante, estava um chapéu de aparência muito velha e surrada.

– Tudo o que você precisa fazer é sentar-se aí e colocar o Chapéu Seletor em sua cabeça. – a mulher dava as instruções – Quando ele anunciar qual será a sua casa, o senhor deve sair por aquela porta lateral e se juntar aos seus colegas em sua mesa. Devo informar-lhe ainda que a sua casa em Hogwarts será sua família. Os seus acertos renderão pontos para ela e da mesma forma, qualquer comportamento equivocado pode render descontos desses pontos. Alguma dúvida, Sr. Storm?

– Não senhora. – ele encarou a professora, e depois olhou para o chapéu – Posso?

Ela assentiu com a cabeça. Ele se adiantou, sentou-se no banquinho de três pernas e vestiu o chapéu velho. De repente, Chris ouviu uma voz falando com ele, e que parecia vinda de dentro de sua cabeça.

– Hummm, o que temos aqui? Uma mente nada má e um coração bom e leal. A Lufa Lufa sem dúvida seria uma boa escolha para você. Mas vejo também uma grande vontade de se testar e quebrar limites. Um gênio forte e temperamento um pouco impulsivo. Nesse caso, acho que a casa que o ajudará a alcançar seus objetivos será a… GRIFINÓRIA!

A última palavra soou clara pelo pequeno cômodo onde estavam. A professora esboçou um sorriso de canto de lábios, caminhou em sua direção e recolheu o Chapéu.

– Parabéns, Sr. Storm. Devo informá-lo que foi selecionado para a casa da qual sou a diretora responsável. Agora pode ir se juntar aos seus colegas.

Chris assentiu, sorrindo genuinamente para a professora e saiu da sala feliz, adentrando em seguida o Grande Salão. O rapaz caminhava a passos largos e apressados, rumo à mesa da Grifinória. A antiga casa de sua mãe. A casa de suas amigas Arwen e Alexis. Ele sorria por dentro. Ao final das contas, o sangue de Callista falara mais alto.